Um cristão pode praticar o Reiki?

Janeiro 1st, 2017

– O Reiki apresenta-se como uma terapia alternativa, o que engana muitas pessoas. Na prática, consiste em manipular ou canalizar uma “energia espiritual” chamada “ki”. Para este efeito, os praticantes do Reiki utilizam rituais e invocam “espíritos guia”. É esta uma prova evidente de que não é uma terapia natural, mas sim religiosa. De facto, os adeptos do Reiki devem ser iniciados, por outros praticantes de nível mais elevado, através de rituais de “harmonização” ou “sintonização” e fazem isso utilizando símbolos orientais, o que demonstra que não é uma simples terapia natural. É algo de religioso. Ora bem, para nós, cristãos, invocar entidades alheias, fora de Deus, é pecado de idolatria.

  • O Reiki não tem fundamento cientifico. Pela ciência, a palavra «energia» tem um significado preciso: é algo que “pode ser medido e convertido de uma forma para outra”. A existência de rituais diz claramente que o Reiki não têm algum fundamento cientifico. Não pode ser considerada de forma nenhuma uma terapia natural desconhecida pela medicina ocidental, como alguns querem dar a entender. É claro que se o Reiki fosse uma terapia natural não haveria nenhum problema moral em praticá-lo, mas isto não se tem estabelecido entre os praticantes do Reiki. Para eles, o “ki” não é algo de físico, não é uma energia natural, mas sim espiritual, é algo que foge a qualquer avaliação cientifica. É algo que não se pode manipular livremente. É necessário “sintonizar-se” com entidades através de rituais e símbolos. Ora bem, repetimos, para um cristão sintonizar-se com entidades superiores, fora do Deus-Trindade é pecado de idolatria.

A Igreja Católica tem os sacramentos e os sacramentais, a oração de cura e libertação, a intercessão dos Santos … não precisa de forma nenhuma recorrer a outras práticas espirituais que lhe são alheias.

Reiki e doutrina espirita: O fundador do espiritismo moderno, Allan Kardek, no “Livro dos mediuns” afirma que quanto acontece no espiritismo e no Reiki são fenómenos causados pela intervenção de inteligências desencarnadas, ou seja, por espíritos. Os reikianos consideram-se “canais” de uma “energia cósmica inteligente”, isto é de espíritos, sem os quais nada acontece. Isto demonstra que é uma prática incompatível com a fé cristã.

O que dizem os exorcistas. Eles têm experiências evidentes de que as pessoas submetidas a um “toque curativo” do Reiki, podem manifestar sintomas de actividade demoníaca em grau de “opressão”.

Para os cristãos recorrer ao Reiki e à outras práticas ligadas ao espiritismo é um pecado de idolatria. O Catecismo da Igreja Católica afirma que a idolatria é a recusa do senhorio único de Deus: «Consiste em honrar e reverenciar uma criatura em lugar do Criador, em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, quer que se trate de deuses ou demónios» (n. 2113).

A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura através dos médicos e dos medicamentos. Não precisamos de recorrer a outras fontes espirituais. Como cristãos, precisamos de ter uma maior consciência do poder de cura de Nosso Senhor Jesus Cristo, que recorramos com mais confiança à oração, aos sacramento e aos sacramentais e apreciemos devidamente os cuidados médicos e os medicamento. Se acreditamos no verdadeiro poder curador de Jesus Cristo, ao qual podemos ter acesso através dos sacramentos, dos sacramentais e da oração, não precisamos de outros recursos.

Recorrer a outras fontes religiosas, como é o Reiki é pecado de idolatria.

Entre os sacramentos lembramos a Confissão, a qual realiza uma importante cura interior. Liberta dos sentimentos de culpa, das mágoas e dos ressentimentos e renova a nossas capacidade de amar. A cura interior pode operar curas físicas, desde que muitas doenças são de origem psicológica. Em caso de doenças, existe o Sacramento da Santa Unção: os Apóstolos ungiam com óleo os doentes e ficavam curados. A Santa Missa e às orações de cura e libertação: «Aquele que acredita em Mim, fará também as obras que Eu faço e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai» (Jo 14,12-14)

Oração em Línguas

Janeiro 1st, 2017

No dia de Pentecostes «Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem» (Actos 2,4). A oração em línguas é um dom de oração, pois quem canta ou ora em línguas, não fala aos homens, mas a Deus (1Cor 14,2). É uma oração que não se serve de conceitos o palavras compreensíveis. Quem ora em línguas, diz coisas que que ninguém entende, nem é necessário intender, pois está a orar, a falar com Deus. É uma oração passiva, é deixar que o Espírito Santo ore em nós e por nós, segundo a Vontade de Deus, pois nem sequer sabemos o que devemos pedir, mas o Espírito Santo vem ao nosso encontro e intercede em nós e por nós (Rom 8, 26). São Paulo aprecia o dom da profecia, contudo ama a oração em línguas, ele mesmo testemunha: «Graças a Deus que possuo o dom de línguas, superior a todos vós» (1Cor 14,18). A oração em línguas é poderosa porque é o Espírito Santo que ora em nós: enche-nos de paz, cura e liberta, fortalece a fé, a esperança e a caridade. Clique aqui:  oracao-em-linguas

Instrução Pastoral sobre a Nova Era

Janeiro 1st, 2017

INSTRUÇÃO PASTORAL SOBRE O MOVIMENTO DA NOVA ERA

Arcebispo Edward A. McCarthy, Arcebispo de Miami, Filipinas

Testo encontrado no seguinte livro: Ann Ross Fitch e Pe. Paul Robert DeGrandis, S.S.J., Caminhando na Luz,  Rabboni 1993 – Imprimatur: Bispo Antony Lee Kok Hin

Instrucao-pastoral-nova-era.pdf

Outro texto importante que poderão encontrar pesquisando no google: Jesus Cristo Portador da Água Viva: Uma reflexão cristã sobre a “Nova Era”, Pontifício Conselho Cultural e Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, 3 de fevereiro de 2003

Primeiro Domingo: Café Cristão

Dezembro 31st, 2016

Sempre no 1º Domingo de cada mês
a tarde, 14H, ORAÇÃO DE CURA E LIBERTAÇÃO COM S. MISSA
COM O PADRE LEO, Tomané e Lina.

NO CAFÉ CRISTÃO, Paivas, Amora
14H ACOLHIMENTO
15H TERÇO DA MISERICÓRDIA
16H EUCARISTIA
17H ADORAÇÃO – ORAÇÃO DE CURA E LIBERTAÇÃO

Datas previstas: 1 de Janeiro,  5 de Fevereiro, 5 de Março, 2 de Abril, 7 de Maio, 5 de Junho (?), 2 de Julho, 6 de Agosto … férias

Café Cristão, Rua das Flores, Paivas, Amora
Para os vêm de Lisboa: deixar a autoestrada no FOGUETEIRO, entrar na estrada N10, seguuir em frente, na primeira rotunda, a direita. Atravessar o Pingo Doce, sair na Ruas das Flores, olhe a sua esquerda vê um restaurante chines e o Centro Com. Batalha, estacione o carro, naquela pracinha encontra-se o Café Cristão. Boa Viagem

Vida espiritual

Abril 18th, 2016

o-primeiro-movimento-da-vida-espiritual

o-segundo-movimento-da-vida-espiritual

o-terceiro-movimento-da-vida-espiritual

TÉCNICAS DEMONÍACAS DE CURA PELAS MÃOS

Abril 18th, 2016

A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura pela medicina. A cura pela graça divina é atribuída a Jesus, o qual durante o Seu ministério curou muitos doentes e enviou os seus discípulos a continuar a Sua missão. Os Apóstolos e os discípulos de Jesus, fieis a esta missão, ao longo dos tempos, intercederam e invocaram o nome de Jesus afim de curar os doentes. Quanto à cura através da medicina, a Igreja nunca excluiu, antes desde sempre recorreu aos meios naturais para cuidar dos doentes. O sinal mais óbvio é o grande número de hospitais católicos em Portugal e noutros países. A cura pela graça divina não exclui o recurso à medicina.

O Prof. João Carlos da Silva Dias no seu livro Mãos que curam, técnicas demoníacas de cura pelas mãos, Indugrafica, 2014 , tem aprofundado muito este assunto e ele mesmo se tem dedicado ao ministério de cura e libertação. Ele coloca o Reiki entre as práticas demoníacas de cura pelas mãos, junto com a yogaterapia, o shiatsu, o jorrei, o passe espírita entre outros. Como reconhecê-las?

Ele enumera alguns elementos comuns que se descrevem em seguida. Coloco aqui uma afirmação que me parece muito importante porque muitas práticas curativas “energéticas” realizam-se através de massagens, o que parece uma coisa inocente, mas atrás disso esconde-se a acção maléfica de espíritos malignos.

A massoterapia energética engloba os mais diversos tipos de “massagens”, tanto de origem ocidental como oriental. O shiatsu, a acupressão, a reflexologia e a massagem ayurvédica são algumas das técnicas utilizadas na massoterapia energética. A massagem ayurvédica é uma massagem energética que está associada ao hinduísmo e ao ioga, muito utilizada na Índia e em muitos outros países. É feita com as mãos, os cotovelos e os pés, através de toques profundos, e tem por objectivo abrir os canais energéticos do corpo (nadis) a fim de possibilitar um fluxo sem obstáculos da energia vital. Contribui também para o reequilíbrio dos chakras, actuando nos sete chakras. Tem como objectivo restaurar o bem-estar físico, mental e espiritual e pode contribuir, segundo os seus terapeutas, para a cura de doenças.

Todas estas técnicas estão normalmente englobadas na categoria de massagens e não são tão “perigosas” como a yogaterapia e o reiki, porque não envolvem rituais de iniciação e de sintonização com espíritos-guias e energias ocultas. No entanto, o reiki e o yoga e outras práticas, já envolvem rituais de iniciação e de sintonização com os demónios e, por esse motivo, importa evitá-las. Além disso, como se baseiam nas energias, vão contra os princípios do cristianismo. Por isso devemos rejeitá-las. (cfr. p. 66)

1. Formas diferentes para canalizar a mesma energia (cfr. pp. 38-40)

Trata-se de formas diferentes de manipular a mesma energia, mesmo usando nomes diferentes para a identificar: ki, magnetismo, prana, fluido vital … A cura acontece quando a energia do terapeuta entra em contacto com a energia do paciente. O terapeuta até pode canalizar esta energia à distância.

Sobre este ponto, segue o seguinte comentário:
«É evidente que não há nenhuma doação energética do terapeuta para o paciente. Nem os terapeutas nem os doentes são baterias de energia. O que se passa é que sem a dita energia oculta não é possível realizar o tratamento dos pacientes. Alguns dizem que essa energia vem de deusas ou deuses e que pode ser complementada pelas energias dos espíritos-guias, dos anjos de luz, dos mestres espirituais, dos mestres elevados ou dos mestres de luz, que de acordo com a fé dos cristãos, não são mais do que demónios»

«Existem estudos científicos credíveis que põem em causa todas essas técnicas e, dizem mesmo, que nenhuma delas tem o poder da cura. A razão é muito simples: as pessoas que seguem os procedimentos sem evocarem a energia oculta, executam apenas um ritual e, portanto, não acontece cura nenhuma. Por outras palavras, não basta ter feito o curso e executar o ritual. Para haver curas é preciso “sintonizar-se” com um mestre, que são os demónios que enviam as ditas energias ocultas para o paciente. Sem a ligação com o oculto não pode haver curas. Em níveis mais elevados de ligação do terapeuta ao oculto verifica-se que os demónios transmitem-lhe conhecimentos ocultos, permitindo assim que, por exemplo, ele possa adivinhar, ler a mente, ter conhecimentos cio passado, ver espíritos passando pelas salas, etc…»

“Um aspecto prático muito importante: as pessoas que praticam apenas os procedimentos como um ritual não se cansam, o que não acontece com as que estão sintonizadas com os demónios, que se cansam e ficam normalmente com as mãos muito quentes no decurso da sessão, tendo até por vezes necessidade de as ir lavar».

Como veremos adiante, para os terapeutas se tornarem aqueles canais de energia em todas estas técnicas há rituais de iniciação através de um mestre. Estes rituais permitem ao aprendiz “sintonizar-se” com a energia vital universal tornando-o um canal condutor dessa energia. Muitos dos fundadores das técnicas estavam em meditação ou transe, quando foram “iluminados”. O transe é sempre demoníaco. (cfr. p. 40)

“Nem as Escrituras nem a tradição cristã falam do mundo natural com base na energia universal que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Além disso em todas essas práticas apela-se a seres angélicos ou a espíritos-guias que, na realidade são demónios, o que, desde logo, expõe o terapeuta e o paciente ao perigoso contacto com poderes malignos”.

 

2. Todas estão associadas à espiritualidade oriental (cfr. pp. 41-42)

“Todas estas técnicas estão associadas a espiritualidades orientais, que se baseiam na energia e em espiritualidades. Consideram que a doença é resultado do conflito entre a energia e a mente e, só será erradicada por meio de esforços mentais e espirituais. Muitas delas estão associadas ao hinduísmo, ao budismo, ao espiritismo, ao ocultismo e às teorias dos chakras (centros energéticos ocultos), das auras ou corpo astral (luzes ou perispírito para os espíritas), aos mantras (música de iluminação), entre outras. Nessas práticas, nomeadamente nas orientais, o que se pretende é a “iluminação”, ou seja o conhecimento de deus, que, como é evidente, não é o nosso Deus mas o demónio. O mesmo se passa, por exemplo, com os espíritas, os rosa cruzes e os mestres ascensos, etc.

As religiões orientais não aceitam um Deus pessoal, transcendente, criador e pessoa Divina, mas apenas um deus como uma energia divina impessoal, que é um com a natureza e o cosmos. São religiões incompatíveis com a espiritualidade cristã, porque são panteístas. Para eles “Deus é tudo, e tudo é Deus” e tudo o que existe está no interior desse deus-energia. Fora existe apenas o nada. Consideram que somos uma centelha divina que se perdeu até à matéria. Somos prisioneiros da matéria, mas lembramo-nos de alguma coisa do nosso passado mais remoto.

“Quando morrermos, o nosso corpo vai regressar à matéria divina, e o espírito vai à procura de outro corpo para continuar a sua evolução. É o que se designa por reencarnação. Além destas religiões orientais, o espiritismo, os rosa cruzes, os mestres ascensos, entre outros, também acreditam na reencarnação. Na teoria da reencarnação a lei do karma rege as reencarnações do espírito. Cada um, na encarnação seguinte, “paga” os desvios, as faltas cometidas na vida anterior. Se não for numa existência sê-lo-à na seguinte ou nas seguintes. O karma seria como que um “purgatório”. É uma lei presente no hinduismo, budismo e espiritismo.

Tudo o que se acabou de descrever nada tem a ver com o Cristianismo. Como sabemos, Jesus é a Ressurreição e a Vida e pela Sua Ressurreição destruiu a morte (1Cor 15,55-57). Nós católicos acreditamos que havemos de ressuscitar a exemplo de Cristo e para ressuscitarmos temos que participar da vida divina, unindo-nos a Cristo já na nossa vida terrena. A Bíblia não faz nenhuma referência ao “Livro dos Mortos”, mas refere que os nossos nomes estarão inscritos no Livro da Vida (Ap 20:12) se morrermos com Cristo.

“Por outro lado, se (as religiões orientais) afirmam que tudo é Deus, como explicar o pecado no mundo? Não há, porque o mal não existe! E o demónio? Esse é, para eles, uma centelha divina, tão divina como os anjos e todos nós. Por conseguinte, o pecado não existe nem faz sentido nestas religiões orientais e no ocultismo, porque para nós cristãos o pecado é uma ruptura da aliança de amor com Deus.
Como para essas religiões orientais Deus não é uma pessoa mas sim uma energia, consideram que não existe pecado, não existe o mal, tudo são avaliações subjetivas. Da mesma maneira pensam que não existe a Verdade, a Verdade de Jesus, a única Verdade (Jo 17:17). Para eles existe uma “verdade” dependente da etapa da evolução em que cada um se encontra na sua reencarnação. A cada um a sua verdade. E compreendemos assim como este discurso tem aceitação nos dias de hoje, em que o homem quer ser dono da sua vida e se afastou de Deus e dos seus mandamentos.

 

3. Todas têm um ritual de iniciação com um mestre (cfr. pp. 42-43)

Em todas estas práticas há rituais de iniciação através de um mestre, que permitem ao aprendiz “sintonizar-se” com a energia vital universal e adquirir conhecimentos superiores que o tornam num canal condutor dessa energia. Para a pessoa se iniciar na actividade tem de abrir os chakras (ou noutros casos como por exemplo no espiritismo, nos rosa cruzes, nos mestres ascensos, dizem ser introduzido num conhecimento superior). No caso das técnicas orientais dizem que esse poder entra nos praticantes pelo sétimo chakra, o da coroa, e através de uma experiência de “iluminação”. Abertos os chakras a pessoa perde o poder de decisão. Isso dá uma grande paz, mas é uma paz fictícia e aparente. O demónio só dá a paz a essas pessoas porque elas passam a trabalhar para ele condenando almas.

Na iniciação dizem que apenas se leva “luz” (não de Deus) a determinados pontos da consciência. Nos níveis superiores de todas estas técnicas assume-se que se podem fazer curas à distância, sem contacto físico.

É evidente que não há nenhuma doação energética do terapeuta para o paciente. Nem os terapeutas nem os doentes são baterias de energia. O que se passa é que sem a dita energia oculta não é possível realizar o tratamento dos pacientes. Alguns dizem que essa energia vem de deusas ou deuses e que pode ser complementada pelas energias dos espíritos-guias, dos anjos de luz, dos mestres espirituais, dos mestres elevados ou dos mestres de luz, que de acordo com a fé dos cristãos, não são mais do que demónios.
Usam geralmente aromatização do ambiente, com incenso ou essências (desde que o paciente não seja alérgico) e também música ou sons relaxantes (mantras, músicas ditas de relaxamento, que por vezes contêm mensagens subliminares, não audíveis pelo ouvido humano do paciente). Consideram que os incensos através da sua queima libertam energias. Muitas vezes as velas e incenso são rezados, e por isso estão consagrados aos demónios.
Assim como um sacerdote católico após a celebração da Missa faz um ritual de agradecimento, no final de um tratamento com estas técnicas demoníacas de cura pelas mãos e afins, eles também fazem sempre um ritual (que é diferente consoante a técnica), agradecendo por terem sido um canal da energia universal ou da luz divina (que não é, como sabemos, nem a Santíssima Trindade nem Jesus, que é a nossa única Luz).

 

Alguns conceitos e instrumentos utilizados
por estas técnicas demoníacas de cura pelas mãos
.
(cf. p. 44)

Alguns conceitos são complexos e daí não ser fácil explicá-los sumária e objectivamente neste lugar. Mas o que é mais importante é compreender o essencial: no fundo, são todos conceitos e instrumentos utilizados pelos agentes de Satanás nas técnicas demoníacas de cura pelas mãos e afins.

Chakras. Para os hindus e budistas os chakras, centros energéticos ocultos, são os centros captadores, armazenadores e distribuidores de energia vital do nosso corpo. Segundo os hindus e budistas existem milhares de centros energéticos distribuídos pelo corpo, os quais são interligados por canais energéticos chamados nadis (hindus) ou meridianos (budistas).Os hindus e budistas consideram que ao ter os chakras abertos atinge-se a “iluminação” e por isso basta darem à pessoa uma ou duas iniciações suplementares e a pessoa torna-se um perfeito mágico. Essas pessoas são os ditos sensitivos (gurus, mágicos ou ocultistas), sentem que alguém os guia (designados por espíritos-guias, mestres espirituais, mestres-elevados, mestres de luz, etc., os seus guias espirituais) e lhes dá poder. Acabam pois por trabalhar com espíritos demoníacos que regem os diferentes níveis de energia e de “iluminação”. Esses espíritos malignos chegam a manifestar-se neles através de visões, de vozes que os interpelam e falam, entre outras. Muitas vezes essas pessoas têm alucinações, tremores, tonturas, dificuldades respiratórias e cardíacas, e outras sintomatologias próximas da esquizofrenia.

Para a doutrina espírita os chakras são denominados os “centros de força” do perispírito ou “poros perispíriticos”, termo usado por Alan Kardec, fundador do espiritismo. Mas o que interessa reter é que no espiritismo usam este conceito de “centros de força” e fazem depois o passe espírita, que é uma técnica de cura demoníaca pelas mãos.

A situação no espiritismo é semelhante ao descrito atrás para os hindus e budistas: à medida que vai avançando o espírita vai entrando em contacto com diferentes espíritos demoníacos (os espíritas chamam-lhes de desencarnados), que os guiam e lhes dão poder.

A aura, o corpo astral e o perispírito. (cf. p. 46)
A aura ou corpo astral dos hindus e budistas corresponde ao perispírito dos espíritas. Nomes diferentes mas que se referem no fundo ao mesmo conceito. Para os hindus e budistas a aura ou corpo astral é um campo energético que circunda o corpo, protegendo-o como um invólucro de luz, que pode ir de poucos centímetros do corpo físico até alguns quilómetros em seres muito iluminados. De acordo com o espiritismo o ser humano é composto por três corpos: o corpo físico (que se separa na morte), o corpo energético (ou perispírito) e o corpo espiritual. Além da sua extensão, a cor da aura/perispírito é determinante para se conhecer o estado emocional e de saúde de uma pessoa (e é aí que surge a cromoterapia da Nova Era). Muitas das técnicas demoníacas de cura pelas mãos e afins agem nos chakras/centros de força e na aura/perispírito.

O pêndulo. (cf. p. 47)
Utilizado no hinduísmo, budismo e espiritismo, é um objecto mágico suspenso de um fio que oscila de um lado para o outro dando respostas. Segundo os terapeutas das técnicas demoníacas de cura pelas mãos, o pêndulo é um amplificador daquela energia oculta que permite captar a denominada energia vital. Se um pêndulo desses for colocado nas nossas mãos para medirmos essa energia oculta nada acontece. Ele só actua nas mãos das pessoas com os chakras/centros de força abertos e sintonizadas com demónios porque ele capta a energia oculta.

Os mantras. (cf. p. 48)
Para os hindus e budistas os mantras ou sons de “iluminação” são sílabas e sons que possuem poder em e por si mesmos, que resultam de uma meditação de um iogui e que são fruto de uma emanação do seu espírito inconsciente ou de uma inspiração comunicada directamente pelo cosmos. Um mantra é uma série de sílabas místicas que invocam a energia de um buda ou divindade.
Há vários tipos de mantras mas podem ser classificados em dois grandes grupos: mantras para desenvolvimento espiritual ou para os chakras e para ajudar a desenvolver a inteligência e sabedoria oculta; e mantras de cura, que evocam budas e outras divindades da medicina (demónios) que ajudam a superar os problemas de saúde e auxiliam no tratamento de doenças graves. Daí que nas técnicas demoníacas de cura pelas mãos, como por exemplo na iogaterapia mandem muitas vezes os pacientes ouvirem os discos com os mantras e tê-los em casa, no carro, no serviço, etc. a tocar. O mantra não é uma oração mas tem o poder de chamar as energias/as divindades (os demónios).

Conclusão: superstição e ocultismo
Ao longo dos anos têm aparecido novas técnicas de cura pelas mãos e afins e conforme o descrito todas se regem por princípios gerais comuns. A sua divulgação englobada na literatura da Nova Era sobre essas técnicas, está repleta de referências a Deus, ao “poder de cura divina” e à “mente divina”. A energia vital é descrita como sendo dirigida por Deus, a “Inteligência Maior”, ou a “Consciência Divina”. Mas atenção, essas energias e esse poder que vendem não vêm de Deus, do nosso Deus. Muita dessa visão do mundo tem as suas origens nas religiões orientais em que não existem distinções entre o mundo, o eu e o deus divindade. Ao entrar nestas áreas, um católico está de imediato a cair no domínio da superstição e do ocultismo.

A primeira coisa que ressalta em muitos dos livros e folhetos que se dedicam a estas técnicas é associá-las a Jesus, por vezes a santos e a anjos e, ao mesmo tempo, a Buda, a outros mortais e a divindades (deuses e deusas pagãos). Desse modo iludem as pessoas, fazendo-lhes crer que as mãos são uma manifestação divina que Deus deu a todos nós para a cura de doenças e que cada um de nós pode curar os outros e autocurar-se. Apresentam Jesus como um grande ícone da cura através das mãos. Mas ao mesmo tempo dizem: “Jesus, considerado o Filho de Deus…”, pondo desse modo em causa a Sua divindade.*

* João Carlos da Silva Dias, Mãos que curam, técnicas demoníacas de cura pelas mãos, cfr. pp. 35-50

A prática do ocultismo é idolatria

Abril 17th, 2016

Jesus Cristo é o único Salvador. É São Pedro que o afirma e o deixa bem claro: «Em nenhum outro há salvação. Não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos» (At 4,12). Explica que a salvação eterna foi conquistada «não por bens perecíveis, como prata e ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imolado» (1Pd 1,18). O autora da Carta aos Romanos afirma: «se confessares com a tua boca: Jesus é o Senhor, e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. É que acreditar de coração leva a obter a justiça, e confessar com a boca leva a obter a salvação» (Rom 10,9-10)

A Nova Era está em aberto contraste com a doutrina católica. Seus seguidores recorrem a “bruxos”, “magos” e outros “iluminados …”, que seriam os seres mais evoluídos, dotados de poderes especiais, paranormais e buscam salvação em tudo o que é abominável a Deus: adivinhação, astrologia, agouros, fetichismo, magia, espiritismo e todo o género de superstição.  Sobre este ponto o ensinamento da Sagrada Escritura é claro: «Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te há-de dar, não imites as abominações daquelas gentes. Ninguém no teu meio faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha; ou se dê a encantamentos, aos augúrios, à adivinhação, à magia, ao fetichismo, ao espiritismo, aos sortilégios, à evocação dos mortos, porque o Senhor abomina todos os que fazem tais coisas. Por causa dessas abominações é que o Senhor, teu Deus, desaloja da tua frente essas gentes. Entrega-te inteiramente ao Senhor, teu Deus! De facto, essas gentes que tu vais desalojar acreditam em agoureiros e adivinhos, mas a ti o Senhor, teu Deus, não o permite» (Dt 18,10-13).

A essa lista do Deuteronômio, podemos acrescentar uma série de outras práticas supersticiosas e esotéricas que negam a salvação pela morte e ressurreição de Jesus: horóscopos, necromancia (consulta dos mortos), quiromancia (leitura das mãos), búzios, pirâmide, cristais, tarô, numerologia, crença em gnomos, extraterrestres, benzimentos, amuletos, talismãs, figas, ferraduras, pêndulos … 

A Bíblia adverte severamente que tais práticas produzem uma perigosa “contaminação” espiritual: “Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles” (Lv 19,31). E ainda: “Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem (…)“ (Lv 20,6).

Tudo isto nega a fé cristã, ofende a Deus, é culto idiolátrico, pecado contra o primeiro mandamento. O cristão que faz uso dessas práticas trai a sua fé, abandona Jesus Cristo, despreza a Sua Santa Cruz, as Suas Santas Chagas, o Seu Preciosíssimo Sangue derramado para a nossa salvação.  Nega os méritos infinitos de Cristo e o Amor infinito de Deus. Quem pratica o ocultismo, volta as costas a Deus e fica a mercê do demónio. O apostolo São Paulo alertava os Coríntios: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demónios e não a Deus. Não quero que tenhais comunhão com os demónios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demónios” (1Cor 10,20-22).

O Catecismo da Igreja Católica afirma:

2111. «A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afectar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus            quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesmas legitimas e necessárias» (CIC 2111).

  1. Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (Dt 18,10; Jr 29,8). A consulta do horóscopo, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos “médiuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.
  1. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demónios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.

São Tomás de Aquino, em sua obra sobre o Credo, (Ed. Loyola, 1994, p. 26) afirma que o demónio quer ser adorado como Deus, por isso se esconde atrás dos ídolos afim de receber o culto a eles prestado. Eis as suas palavras: «A quarta razão pela qual os homens são levados a acreditar na existência de muitos deuses é a malícia do diabo. Este, desde o início quis ser igual a Deus: “Colocarei meu trono no Aquilão subirei até aos céus e serei semelhante a Deus” (Is 14,13). Até hoje ele não revogou a sua vontade. Por isso, esforça-se o mais possível para que os homens o adorem e lhe ofereçam sacrifícios. Não lhe satisfaz o ofertório de um cão ou de um gato, mas deleita-se quando lhe é prestado o culto devido a Deus. Para que fossem adorados como deuses, os demónios entraram nos ídolos e por meio destes davam respostas. Lê-se na Escritura: Todos os deuses dos povos são demónios (Sl 95,5)».  

Jesus Cristo é o único Salvador. Ele não é apenas um Salvador a mais, ao lado outros tantos: Budas, Zaratusstra, Lao-Tsé, Confúcio, Maomé, etc… não, Ele é o único que provou ser DeusOs outros fundadores de seitas e religiões não são deuses, são simples seres humanos e, como tais, precisam da salvação que vem de Jesus Cristo. Jesus Cristo é o único Salvador da humanidade, não por causa da sua grande personalidade humana, nem pela profundidade da sua mensagem, mas sim porque SÓ ELE  É O FILHO DE DEUS FEITO HOMEM. Isto nenhum outro homem pode reivindicar para si. Jesus é o próprio Deus encarnado, feito homem para sempre, sem deixar de ser Deus.

Ajude o Centro Paróquial 0,5 x 1000

Abril 17th, 2016

Salmo 118

Abril 4th, 2016

Salmo-119,1-8-Felizes-os-que-seguem-a-Lei-do-Senhor
Salmo-119,9-16-Guardo-Tua-palavra-no-coração
salmo-119,17-24-Abre-meus-olhos-para-que-eu-veja
salmo-119,25-32-Escolhi-o-caminho-da-verdade
Salmo-119,33-40-Dá-me-entendimento-para-cumprir-a-Tua-Lei
Salmo-119,41-48-Dexa-sobre-mim-a-Tua-bondade
Salmo-119,49-56-A-Tua-palavra-é-a-minha-esperança
Salmo-119,65-72-Confio-na-Tua-palavra
Salmo-119,73-80-Eu-espero-na-Tua-palavra
Salmo-119,81-88-Eu-suspiro-pela-Tua-salvação
Salmo-119,89-96-A-Tua-palavra-permanece-eternamente
Salmo-119,97-104-Quanto-amo-a-Tua-Lei-Senhor
Salmo-119,105-112-A-Tua-palavra-é-a-minha-luz
Salmo-119,113-120-Eu-amo-a-Tua-lei-Senhor
salmo-119121-128-118-Eu-sou-o-Teu-servo-Senhor
Salmo-119,129-136-Sao-admiraveis-os-Teus-preceitos-Senhor
Salmo-119,137-144-Sao-rectos-os-Teus-juizos-Senhor
Salmo-119,145-152-De-todo-o-coraçao-te-invoco-Senhor
Salmo-119,153-160-Dá-me-vida-segundo-a-Tua-promessa
salmo-119,161-168-a-Vós-Senhor-a-minha-suplica
Salmo-119,169-176-Ensina-me-segundo-a-Tua-palavra

Salmo pps

Abril 4th, 2016

Salmo-1-os-dois-caminhos
Salmo-4-quem-nos-fara-felizes
Salmo-8-grande-a-teu-nome
Salmo-9-deus-protetor-dos-pobres
Salmo-15-quem-habitara
Salmo-16-15-deus-meu-refugio-e-fonte-de-vida
Salmo-18-os-ceus-proclamam
Salmo-46-deus-nosso-refugio
Salmo-51-50-tem-compaixafo-de-mim
Salmo-66-65-aclamai-ao-senhor
Salmo-71-o-senhor-é-a-minha-espença
Salmo-91-90-deus-a-meu-amparo
Salmo-92-91-e-bom-louvar-te
Salmo-103-102-bendiz-a-minha-alma
Salmo-130-129-do-profundo-abismo
Salmo-131-130-nao-se-eleva-soberbo
Salmo-138-137-senhor-eu-vos-agradeao
Salmo-139-138-senhor-tu-me-conheces
Salmo-145-144-exaltarei-a-tua-grandeza