Archive for the ‘Celebrações com o Padre Leo’ Category

A oração vocal «atenta»

Sábado, Maio 21st, 2022

As orações que aprendemos ajuda-nos a orar, mas devem ser rezadas com «atenção». A «oração vocal distraída» não é oração porque não dá a atenção a Deus a quem falamos e não dá atenção as palavras que Lhe dirigimos. A rotina acaba por esvaziar a nossa oração, rezamos com os lábios e não como o coração. A oração vocal distraída é uma doença que mata a nossa oração. Uma doença muito difusa que pode e deve ser curada educando a nossa atenção. O Próprio Jesus alertou-nos: «não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que é por muito falarem que serão atendidos». (Mt 6,9-13).

A oração vocal «atenta» consiste em dar atenção a Deus a quem falamos e dar atenção às palavras que Lhe dirigimos. Precisamos de educar a nossa «atenção» para que a nossa oração seja expressão do nosso amor para Deus e exprima o fervor das nossas almas. Deus procura «adoradores em espírito e verdade», pessoas que Lhe dirijam uma oração sincera, quente, que brota do coração.

A oração do terço, as orações da manhã e da noite entre outra e outras orações ajudam-nos. Há momento que nem sequer sabemos o que dizer ao Senhor, mas estas orações, lidas ou rezadas, ajudam-nos a exprimir os sentimentos do nosso coração e termos aquela atitude de amor para com Deus que ainda não temos, mas que desejamos ter. Por isso, não as podemos desvalorizar, antes, as devemos apreciar e valorizar. Como? Rezando-as com «atenção». A verdadeira oração depende do amor, do fervor das nossas almas e da atenção amorosa que damos à Presença do Deus (cf. CIC 2700)

A oração tem o seu ritmo

Sábado, Maio 21st, 2022

A oração tem o seu ritmo. A oração tem um ritmo quotidiano, semanal e anual. Tem um ritmo quotidiano porque todos os dias precisamos de orar, de alimentar o nosso relacionamento para com Deus. Por isso todos os dias rezamos as orações da manhã e da noite, antes e depois das refeições. A Igreja propõe a Liturgia das horas, o breviário: laudes, hora intermédia, vésperas e completas. A oração tem um ritmo semanal: o Domingo. É o Dia do Senhor, a Igreja convida-nos a participar na Santa Missa dominical. Tem um ritmo anual, constituído pelas grandes festas, o Santo Natal, a Páscoa, o Pentecostes entre outras. Temos de reconhecer que muitas vezes nos esquecemos de Deus e descuidamos da oração. Por isso, a primeira tarefa da oração é precisamente a de cultivar a «lembrança de Deus» na nossa vida; a oração é como um despertador que acorda a «memória de Deus e a necessidade da oração».

Porquê orar?

Sexta-feira, Maio 20th, 2022

A oração é um «diálogo» amoroso com Deus que nos liberta da escravidão do mundo e do pecado. É pela oração que nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo. Se deixarmos a oração, afastamo-nos de Deus e recaímos na escravidão do pecado. Como pode o Espírito Santo ser a «nossa vida» se o nosso coração estiver longe d’Ele?

Precisamos de orar para vencer as tentações. Jesus disse: «Vigiai e orai, para não cairdes na tentação» (Mt 26,41). A primeira tentação é que encontramos na oração aparece como uma atividade inútil. Além disso não é fácil concentrar-se, aparecem logo à nossa mente as coisas esquecidas e mil trabalhos mais urgentes do que oração, que não só distraem a nossa atenção, mas nos levam a desistir. Muitas vezes recorremos à oração «como o último recurso», o que revela a nossa falta de fé. Esquecemo-nos das palavras do Senhor: «Sem mim, nada podeis fazer» (Jo 15,5)». (CIC 2732)

Orar para vencer a preguiça. A preguiça é uma ameaça perigosa para a nossa vida espiritual. É uma forma de depressão devida à negligencia, ao relaxamento e à diminuição da vigilância. Jesus alertou-nos quando disse: «O espírito está pronto, mas a carne é fraca» (Mt 26,41). Por isso, pedimos ao Senhor um coração humilde, porque os humildes não se surpreendem com as fraquezas humanas. Os humildes não desanimam perante as dificuldades, mas confiam no Senhor e perseveram na oração. (cf. CIC 2733)

Oração e vigilância. Os grandes orantes, os santos – e o próprio Jesus – ensinam que a oração é um combate. É um combate contra quem? O Tentador faz de tudo para nos desviar da nossa oração e impedir a união com Deus. Por isso, a oração torna-se uma luta. Por isso, se queremos viver segundo o Espírito de Cristo, termos de enfrentar este «combate espiritual». A vida nova do cristão é inseparável do combate da oração. (CIC 2725)

A oração fortalece a nossa vontade. Precisamos da oração para fortalecermos a nossa vontade. Podemos dizer que a oração é uma paragem para fazermos abastecimento de boa vontade. Se paramos numa bomba de gasolina é para abastecer, não para estacionar o carro. E se abastecemos é porque tencionamos viajar. Mais para frente, quando for necessário, voltaremos a abastecer para prosseguirmos a viagem. A mesma coisa acontece na oração.

A oração é procura da verdade. É pela oração que nos aproximamos de Deus que é Verdade e não suporta a mentira. Com Ele temos que ser verdadeiros, humildes e sinceridade, não podemos fingir. Somos pecadores, fracos, preguiçosos, distraídos, pobres … A procura da verdade é sinal de abertura a Deus.

A verdade exige coerência. A coerência exige que a oração não termine com a oração, mas com a vida, com a ação, isto é com uma demonstração prática. O amor prova-se com os factos. A oração, se for verdadeira, torna-se um meio eficaz para enfrentarmos responsavelmente os problemas da nossa vida. Por isso, a oração não termina com a oração, mas com uma decisão concreta. O bem conseguido dar-nos-á força para alcançarmos, com outro gesto de amor, uma nova vitória. A oração prepara para ação e termina na ação.

Para onde começar?

Sexta-feira, Maio 20th, 2022

A orar se aprende orando. Agora colocamos a questão: «eu quero aprender a orar. Por onde começar? O que devo fazer? Qual é o caminho a seguir? A oração é um dom de Deus, é Deu que conduz cada pessoa pelo caminho de oração porque a oração é sempre resposta do homem ao Amor de Deus, e cada um responde segundo a inclinação do seu próprio coração. Contudo na tradição secular da Igreja encontramos três formas e oração: o oração vocal, a meditação e a contemplação.

A primeira etapa é a oração vocal. Quando os discípulos pediram a Jesus: «ensina-nos a orar», Jesus ensinou-lhes a oração do «Pai-Nosso», uma oração vocal (CIC 2701). A oração vocal é, por excelência, a oração das multidões: é uma oração simples que está ao alcance de todos. Rezar devagar uma fórmula é uma forma valiosa de oração que responde a uma exigência íntima da natureza humana: precisamos de exprimir, verbalizar os nossos sentimentos.

As orações mais importantes são aquela que apreendemos em família ou na catequese: o Pai Nosso, a Ave Maria, o Glória, o ato de contrição entre outras. Orações que apreendemos em crianças e que ainda hoje usamos: «A memorização das orações fundamentais oferece um suporte indispensável á vida de oração, mas é importante que se faça saborear o seu sentido» (CIC 2685).

Estas orações ajudam-nos a orar. Por isso, não as podemos despreciar, mas as devemos valorizar e utilizar. Podem ser lidas, rezada a voz baixa ou em alta voz ou, também, só rezadas mentalmente, mas sempre ajudam e alimentam a nossa oração.

A oração é «amor»

Sexta-feira, Maio 20th, 2022

A oração é amor. Podemos encontrar diversas definições sobre a oração, mas, com certeza que a oração é sempre um ato de amor, um encontro pessoal com Deus, um encontro do filho com o Pai. A oração é amizade para com Deus, isto é, um ato de amor. Amo, então rezo. Não existe oração sem amor. Por isso, quanto mais progredirmos no amor, tanto mais progredimos na oração.

Jesus ensinou que a oração é amor, quando ensinou a oração do “Pai nosso”. Cada um dos oito pedidos do «Pai Nosso» é um acto de amor:
– Pai nosso: a oração é uma relação confiante, amorosa de um filho para com o seu Pai;
– Santificado seja o Vosso nome: Pai, quero que sejais acolhido e amado por todos;
– Venha a nós o Vosso Reino: Pai, quero que Tu vivais no coração de cada homem;
– Seja feita a Vossa vontade: Pai, que o nosso amor seja mostrado com atos inspirados no amor de Cristo – «não a minha mas a Tua vontade seja feita»;
– O pão nosso de cada dia dai-nos hoje; dai-me a mim e a todos o alimento material e espiritual, para que Vos possamos continuar a amar;
– Perdoai-nos como nós perdoamos aos quem nos têm ofendido: Pai, perdoai-nos, pelo Vosso amor, e ajudai-nos a amar, perdoando;
– Não nos deixeis cair em tentação: Pai, salvai-nos do perigo de Vos atraiçoarmos; queremos amar-Vos com todas as nossas forças;
– Livrai-nos do mal: Pai, livrai-nos do Maligno e de tudo o que nos afasta do Vosso amor.
Pela oração do «Pai Nosso», a oração que o Senhor nos ensinou, não há dúvida: a oração é amor.

A oração é amor: esta é a primeira e mais importante definição da oração. A convicção de que «Deus me ama» constitui o fundamento da oração. Quando esta verdade atingir o profundo do meu ser, a minha oração brota sozinha, espontaneamente, sem esforço. Não é fácil chegarmos a esta convicção, mas vale a pena lutarmos para a construirmos dentro de nós. Quando estivermos bem convencidos de que «Deus é Amor», a oração brota sozinha, espontaneamente. Pelo amor, entramos diretamente no coração de Deus.

A oração é o respiro da alma

Sexta-feira, Maio 20th, 2022

A oração é o respiro da alma. Se não respiramos, morremos. Precisamos da oração para viver. A oração não é um dever, é uma necessidade. Tal como o nosso corpo precisa de alimento assim a nossa alma precisa da oração. Se não comemos, adoecemos e morremos: a mesma coisa acontece à nossa alma: sem oração desfalece e morre. Não é Deus que precisa da nossa oração, somos nós que precisamos dela para alimentarmos a nossa alma.

Jesus, com a Parábola do juiz e da viúva ensinou-nos a «orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18, 1-8). Precisamos de «orar sempre, sem cessar» porque precisamos de Deus. A Igreja ensina-nos a dedicar à oração alguns momentos privilegiados: a oração da manhã e da noite, a Santa Missa, a meditação da Palavra de Deus entre outras, e outros tempos fortes que alimentam a nossa oração, em intensidade e duração.

A oração é diálogo com Deus

Sexta-feira, Maio 20th, 2022

A oração é diálogo com Deus. Deus fala de tantas formas: fala pela Bíblia, pela Igreja, pelos acontecimentos da vida e pela voz interior da consciência. Nós respondemos pela oração. Por isso a oração é sempre «diálogo com Deus».
A oração é «dialogo» com Deus porque é, podemos dizer, a nossa resposta ao primeiro mandamento: «amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças» (Dt 6,5). Deus é amor e quer ser amado. O amor para com Deus não é opcional, não é algo que é proposto à nossa escolha, é uma necessidade: é «o maior e o primeiro mandamento» (Mt 22,38). Como é que podemos cumprir o mandamento do amor? A resposta é simples: fazer deste mandamento o conteúdo fundamental da nossa oração.
A oração é «diálogo» porque é amizade para com Deus. A amizade não tem regras, assim também a oração, não tem regras. A amizade cresce «dialogando», da mesma forma a oração cresce orando. Orando é que progredimos, temos sempre algo de novo para apreender. É um dialogo surpreendente porque o Senhor abre sempre um novo horizonte inexplorado e nos convida a avançar.

O caminho da oração

Sexta-feira, Maio 20th, 2022

A oração é como a vida, é um caminho em que temos sempre que aprender. Na vida não há um dia igual a outro, assim acontece na oração: não existe uma experiência igual a outra. É nadando que se aprende a nadar, assim, é orando que se apreende a orar. A oração é caminho: avançamos, apreendemos e crescemos. A oração é como a amizade, cresce e se profunda vivendo.

A oração toca o mistério íntimo de cada ser humano. Em todos os recantos da terra há homens e mulheres que se recolhem para a oração. Em cada orante há sentimentos de gratidão, de louvor, de súplica e de arrependimento; há pedidos de ajuda, de graça e de misericórdia; há desejo de construir unidade, fraternidade; há esperança dum mundo melhor, de bondade, de justiça e de paz; há sede de atingir água nas fontes da vida, pois «Quem reza salva-se, de certeza; quem não reza condena-se, de certeza»».

Formas de oração. Existem duas formas de oração: a oração vocal e a oração mental, uma não exclui a outra. A oração vocal é a oração das multidões. A oração mental é uma oração silenciosa, sem palavras ou orações compostas previamente. Baseada na escuta da Palavra de Deus e dos movimentos interiores do coração. A oração mental inclui a meditação e a contemplação (CIC 2705).

Festa da Divina Misericórdia – 2022

Domingo, Abril 3rd, 2022

Convite: Juntos para louvar o Senhor e trazer para Ele as almas.
«Na minha festa, na festa da Divina Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei» (Diário 206)

Novena a São José

Sexta-feira, Fevereiro 18th, 2022

A novena a São José deve ser rezada de 10 a 19 de março em preparação da Solenidade de São José, esposo da Virgem Maria; de 22 de abril a 1º de maio, festa de São José Operário; ou em qualquer altura do ano em devoção a São José; quando precisamos de uma graça especial pela intercessão de São José; e, enfim, para lhe agradecer as graças recebidas.
Com o coração de pai, José amou Jesus. Assim começa a carta apostólica do Papa Francisco por ocasião do 150º aniversário da declaração de São José como santo padroeiro da Igreja universal. Propomos nove dias de meditação orante com José, refletindo sobre alguns pontos desta carta*, cujo objetivo é “aumentar o amor por este grande Santo, para nos sentirmos impelidos a implorar a sua intercessão e para imitarmos as suas virtudes e o seu desvelo”. Com corações de crianças, vamos até José e nos voltamos a ele com confiança. (Papa Francisco)

Novena-São-José-Oração-inicial
Primeiro dia-São José-pai-amado
Segundo dia-São José-pai-na-ternura
Terceiro dia-São José-pai-na-obediência
Quarto dia-São José-pai-no-acolhimento
Quinto dia-São-José-pai-na-coragem-criativa
Sexto dia-São José-pai protetor
Setimo dia-São José-pai trabalhador
Oitavo dia-São José-pai-na-sombra
Nono dia-São José-pai-castíssimo
Oração a São José que dorme