Archive for the ‘Doutrina da Igreja’ Category

Expulsai os demónios

Terça-feira, Janeiro 2nd, 2018

Jesus expulsava os demónios

Jesus tinha poder de expulsar os demónios e exerceu-o muitas vezes. «Na sinagoga encontrava-se um homem com um espírito maligno, que começou a gritar: «Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando um grande grito» (Mc. 1, 23-27).  Os demónios conheciam bem Jesus, sabiam quem Ele era e não suportavam a Sua presença, porque Ele veio ao mundo para os arruinar e destruir o seu reino.

Jesus enviou os seus discípulos

Jesus conferiu aos seus discípulos o poder de expulsar os demónios. «Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar. Chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos malignos… «Eles partiram e pregavam o arrependimento, expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos» (Mc. 6, 6-13). Muitas passagens do Novo Testamento apresentam-nos os apóstolos e os discípulos do Mestre a expulsar os demónios.

O Ministério de exorcista na Igreja

Hoje, assistimos ao mesmo fenómeno da possessão diabólica. O poder que Jesus conferiu à Igreja de expulsar os demónios continua presente. Em muitos países, os bispos estão a instituir por toda a parte o Ministério do Exorcista. Em Portugal, infelizmente – com muita mágoa o digo – esse ministério é quase desconhecido entre o clero.

Novo ritual dos exorcismos

Os bispos editaram o Ritual Romano para uso dos exorcistas, mas há poucos padres que o utilizam. Pelo contrário está a ser utilizado por grupos de leigos que, vendo as portas de acesso aos exorcistas fechadas, procuram libertar os irmãos e as irmãs atingidos por esse flagelo.

  • Tendo presente o que diz o capítulo dez de Lucas, também os discípulos – os leigos – e não só os apóstolos – hoje os bispos e os padres – expulsavam os demónios.

É claro que é preciso ter muita cautela no exercício deste ministério. Uma pessoa que não vive na graça de Deus, que não tem uma fé sólida, não se deve aventurar a dar uma ordem aos demónios para deixarem aquele que estiver possesso. O demónio pode voltar-se contra ela, como está escrito nos Actos dos Apóstolos:

«Alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que estavam possuídos de espíritos malignos, dizendo: «Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo anuncia». Mas o espírito maligno replicou-lhes: «Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?» E atirando-se a eles o homem que estava possuído do espírito maligno, apoderou-se de uns e de outros e tratou-os tão violentamente, que tiveram de fugir daquela casa, nus e cobertos de contusões» (Act. 19, 13-16).

Quem quer exercer este ministério de libertação deve ser uma pessoa de oração e penitência. Porque «Esta casta de espíritos pode ser expulsa à força de oração e jejum» (Mc. 9, 29).

O Pe. Alfredo Neres afirma: A partir da minha prática deste ministério, devo dizer que tenho encontrado de tudo. Houve pessoas possessas que bastou um exorcismo e ficaram imediatamente livres. Outras pessoas, foi preciso repetir diversas vezes o exorcismo, rezar e jejuar para que o demónio as deixasse. Mas uma vez que se começa o exorcismo sobre uma pessoa é preciso não desistir até que o demónio ceda. O diabo é muito manhoso. Às vezes procura desiludir o exorcista, para que desista.

Libertação dos malefícios.

Hoje, em Portugal, está a multiplicar-se o fenómeno de pessoas atingidas por malefícios diabólicos. Essas pessoas não estão possessas pelo demónio, mas sofrem horrivelmente devido aos malefícios que outras pessoas lhes fizeram.

Estes malefícios detectam-se, normalmente, quando uma pessoa está a sofrer e, depois de ter feito toda a espécie de exames médicos, não se descobre nenhuma doença. Nestes casos, costumo fazer uma oração de libertação dando uma ordem directa, em nome de Jesus, para que esses malefícios se afastem da pessoa.

Para maior glória de Deus, essas pessoas ficam livres dos males que as afligiam, passando-lhes de imediato todas as dores e moléstias. O ministério da oração de libertação dos malefícios está muito ligado ao exorcismo.

Quem são os anjos?

Segunda-feira, Maio 15th, 2017

O Catecismo da Igreja Católica afirma:
329 – A palavra Anjo significa mensageiro. De todo o seu ser, os anjos são servos e mensageiros de Deus. Pelo facto de contemplarem «continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus» (Mt 18,10), eles são «os poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra» (SI 102,20).

Os anjos são criaturas espirituais
330 – Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais. Ultrapassam em perfeição todas as criaturas visíveis. O esplendor da sua glória assim o atesta. 

Os anjos são criaturas pessoais
Sobre a natureza dos anjos, o Catecismo diz que são “criaturas puramente espirituais”, isto é, espíritos puros, seres pessoais, dotados de inteligência, vontade e liberdade. Seres capazes de dizer “eu” como acontece aos seres humanos. Não são de forma nenhuma “energias” ou “forças” cegas e impessoais, mas sim, seres conscientes, inteligentes e livres.

Mais perfeitos do que as criaturas humanas
Os anjos, sendo puros espíritos, ultrapassam em perfeição as criaturas humanas, não sofrem das limitações de espaço e de tempo, nem das que o corpo humano impõe. Conhecem a realidade com uma inteligência intuitiva, ao passo que os homens precisam de uma lenta e custosa aprendizagem; os homens precisam dos sentidos e conhecem a realidade pouco a pouco, com dificuldade, de forma descritiva e limitada.
Os anjos são criaturas pessoais e imortais e gozam de uma liberdade mais perfeita do que a nossa. Tomam decisões sem terem os condicionamentos da sensibilidade e da instintividade. A vontade humana é hesitante e mutável, tem dificuldade a tomar decisões firmes e persistentes. Os anjos tomam decisões firmes desde o início, não sendo condicionados das paixões emotivas. Não voltam atrás nas suas decisões, mas as perseguem com firmeza, sem hesitações. Por este motivo, os anjos bons são santos porque decidiram amar e servir a Deus e actuam neste sentido sem hesitar. Os anjos maus, os demónios, desde que decidiram afastar-se de Deus, são integralmente corruptos, orgulhosos, egoístas, cheios de ódio e ressentimento, fazem o mal e actuam neste sentido com constante determinação.

Os anjos são as criaturas mais perfeitas saídas das mãos de Deus, dotados de inteligência, vontade e liberdade. São puros espíritos, por isso, não são sujeitos às limitações humanas do tempo e do espaço; não necessitam de água nem de alimentos; não dependem das necessidades materiais. São livres e gozam de um poder muito maior do que os seres humanos, embora seja sempre um poder limitado, porque são apenas criaturas de Deus. Não podem fazer tudo, nem conhecer tudo, são sujeitos à vontade soberana de Deus. São Tomás de Aquino explica que os anjos, pela sua natureza espiritual, estão entre Deus e os homens e colaboram para a salvação da humanidade. Os demónios são anjos criados por Deus bons, mas se tornaram maus de sua livre vontade. Decaídos, se separaram de Deus, mas não perderam o poder próprio da sua natureza angélica, conservam integralmente as suas capacidades.

Os anjos e os demónios são sujeitos à vontade soberana de Deus. São criatura, seu poder é limitado e, pela infinita providência de Deus, mesmo de forma diferente, colaboram para a salvação da humanidade. Os anjos bons, de formas direita, conduzindo os homens pelo caminho de Deus, isto é, ajudando-os a fazer o bem; os demónios, de forma indirecta, tentando e provando os homens, os impelem a combater o mal, arrepender-se e santificar-se. Desta forma, os demónios, mesmo fazendo o mal, pela infinita sabedoria de Deus, promovem o bem, isto é, colaboram com o plano de Deus.

No paraíso, no inferno e no meio dos homens
São Tomás de Aquino explica que o lugar próprio dos anjos bons é o paraíso, enquanto, o lugar dos demónios é o inferno, mas também é verdade que uns e outros vivem no meio dos homens: os anjos bons para nos ajudar no caminho do bem e os demónios para nos tentar. Deus serve-se da malícia dos demónios, a qual é perfeitamente controlada por Ele, dando ocasião aos homens de se purificarem e elevar-se espiritualmente. Desta forma, também os demónios, mesmo contra a sua vontade, convertem-se em servidores do Senhor.

Até ao fim do mundo
O Concílio Vaticano Segundo, na Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” recorda que, dentro da história da humanidade, até ao fim, tem lugar “um duro combate contra as potências das trevas. Os homens devem combater sem pausa para alcançar o bem.
O antigo Catecismo Romano (cap. 41) afirma que os demónios são fortes e temíveis, possuem um ardor invencível e são animados por um ódio furioso contra os homens

A vida terrena, até ao fim do mundo, é tempo de salvação. É neste tempo que os anjos e os demónios realizam o seu ministério: os anjos bons são enviados à terra para nos ajudar e os demónios para nos tentar. Portanto, se consideramos a vida neste mundo como uma grande preparação para a vida eterna, podemos compreender que dentro da história da humanidade há um combate constante entre o bem e o mal, que durará até ao fim do mundo. Uma batalha entre dois exércitos de anjos que disputam entre si o coração dos homens.

Os anjos bons estão no paraíso e louvam a Deus com as almas santas e os demónios estão no inferno para torturar as almas perdidas, no entanto, atuam também dentro da história: os anjos bons para nos ajudar e os anjos maus para nos tentar.

  
Oração 
Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, 
pois que em ti me confiou a Piedade divina 
hoje e sempre governa-me,  
rege-me, guarda-me e ilumina-me.  
Amen 

Um cristão pode praticar o Reiki?

Domingo, Janeiro 1st, 2017

O Reiki apresenta-se como sendo uma terapia alternativa que engana muita gente. Na sua essência, pretende manipular ou canalizar uma “energia espiritual” chamada “ki” afim de curar as pessoas.

O facto de que nele existam no rituais ou níveis de “harmonização” ou “sintonização”, demonstra que não é uma terapia natural, mas sim “religiosa”.
O Reiki pretende canalizar uma «energia». A “energia” em termos cientificos é algo que pode ser medida e convertida de uma forma para outra, por exemplo a energia solar pode ser convertida em energia eléctrica; enquanto “energias” do Reiki, não podem ser manipuladas livremente, é necessário “sintonizar-se” com “entidades espirituais” através rituais e símbolos, que fogem a qualquer avaliação cientifica. Neste sentido, “as energias” do reiki não têm algum fundamento cientifico.
Se o Reiki fosse de verdade uma terapia natural que a medicina ocidental ainda não conhece, poderia ser provada cientificamente e, portanto, ser praticada livremente se nenhum problema moral. Mas isto não se tem estabelecido entre os praticantes do Reiki. O “ki” que eles pretendem manipular ou canalizar não é uma “energia natural” é algo de espiritual, que foge a qualquer avaliação cientifica.
Para os cristãos, usar rituais ou símbolos para “sintonizar-se” com outras entidades espirituais, que não sejam o Deus-Trindade, é “idolatria”, um pecado contra o primeiro mandamento.

A Sagrada escritura fala sim da oração confiante, mas nuca de rituais que canalizam “energias” tal como pretende o Reiki. A Igreja Católica acredita no poder da oração, tem os sacramentos e os sacramentais; não precisa, de forma nenhuma, recorrer a rituais e práticas espirituais que lhe são alheias.
O Catecismo da Igreja Católica diz que a idolatria é a recusa do senhorio único de Deus: «Consiste em honrar e reverenciar uma criatura em lugar do Criador, em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, quer que se trate de deuses ou demónios» (n. 2113).

O padre Duarte Sousa Lara afirma: as terapias do reiki “não passam de mais uma forma de magia branca. Muitas pessoas que praticam o reiki acabam por ficar possuídos pelo demónio” (cfr. Duarte Sousa Lara, Deus está a salvar-me e libertar-me de todo o mal, ed. Lucerna 2014, p. 18)

Como cristãos, estamos comprometidos a não buscar outra fonte espiritual fora do Deus Trino e Uno. A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura através dos médicos e dos medicamentos. Se acreditarmos em Jesus Cristo e no Seu verdadeiro poder de cura, ao qual podemos ter acesso através dos sacramentos, dos sacramentais e da oração; e dos cuidados médicos e dos medicamentos, não precisamos de outros recursos.

Anjos e Demónios

Quinta-feira, Dezembro 17th, 2015

Os anjos no Catecismos da Igreja Católica

Os demónios no Catecismo da Igreja Católica

As Escrituras falam do demónio

A heresia da negação do demónio

O diabo existe, homilia do papa Francisco

Jesus, vencedor de Satanás

Exorcismo, perguntas e respostas, Padre Gabriele Amorth