Os dois caminhos

Satanás quer arrastar os homens para o inferno, não quer que participem na felicidade eterna do Céu. Com os seus enganos, cega os homens a não acreditarem na existência do demónio, nem na realidade tremenda do inferno. Engana os homens, com muitas diversões, para que não vejam a possibilidade real da condenação eterna que se esconde por trás de uma vida cheia de escolhas livres, mas irresponsáveis, que se opõem ao amor por Deus e ao amor do próximo.

Se os homens creditassem na existência do inferno, certamente procurariam viver fazendo e bem e cumprindo a vontade de Deus, coisa que «danifica» os planos nefastos do Maligno.

Santa Faustina relata no seu Diário:
«Um dia vi duas estradas: uma, larga, atapetada de areia e flores, cheia de festa, de alegria, música e toda a espécie de prazeres. As pessoas andavam nela a dançar e a divertindo-se. Assim, chegaram ao fim, sem se aperceberem disso. No final desse caminho havia um tremendo precipício – o abismo do inferno. Essas almas caíram às cegas naquele na voragem desse abismo; na medida que lá chegavam, tombavam lá para dentro. O seu número era tão vasto que era impossível contá-las. E avistei uma outra estrada, ou antes, uma vereda estreita, cheia de espinhos e pedregosa, por onde as pessoas seguiam de lágrimas nos olhos e sofrendo toda a variedade de dores. Uma tropeçavam e caíam sobre essas pedras, mas logo se levantavam e lá continuavam a caminhar. No fim desse caminho, havia um magnifico jardim repleto cheio de todo o tipo de felicidade e era para aí que entravam todas essas almas. E era logo, mesmo a partir desse imediato momento, que já se esqueciam de todos os seus sofrimentos» (Diário 153)

No Livro do Deuteronómio, Deus fala ao seu povo:
«26Vede: proponho-vos hoje a bênção ou a maldição: 27a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos prescrevo; 28a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, e vos afastardes do caminho que hoje vos indico, para seguirdes deuses estrangeiros que não conheceis.» (Dt 11,26-32)

O próprio Jesus, falou dos dois caminhos: «13Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. 14Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!» (Mt 7, 13-14; Lc 13,23-24) E exortava: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita» (Lc 13,23)

O homem, no momento em que termina a sua vida neste mundo, sela a sua existência para a eternidade, segundo o que tem sido «enquanto estava no corpo»: «estes (os injustos) irão à tortura eterna, os justos em vez à vida eterna» (Mt 25,46).

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