Misericórdia e livre arbítrio

A salvação eterna do homem não é algo automático dado sem condições, mas um dom que deve ser acolhido com gratidão e «cultivado» ao longo de toda a vida terrena.

O homem pelo livre arbítrio tem o poder de recusar a Deus com as suas escolhas erradas, assim, pode morrer, numa culpa irremissível e «serão castigados com a perdição eterna, longe da face do Senhor» (2Ts 1,10).

«Aqueles que proclamam a minha misericórdia… Eu próprio os defenderei na hora da morte, como minha glória, e mesmo que os pecados das almas fossem tão negros como a noite, quando um pecador se volta para a minha misericórdia, dá-ma a maior glória e é uma exaltação da minha paixão. Quando uma alma exalta a minha bondade, então Satanás treme e foge para o inferno» (Diário 278).

Deus quer que o pecador se converta e chegue a salvação eterna, não nega a ninguém a sua misericórdia. É o homem que pode recusar a salvação porque gostaria de a receber sem mudar a sua vida, sem arrepender-se do mal cometido, sem dar a devida consideração à gravidade dos seus pecados, mas quando «o pecador não aceita críticas e encontra desculpas a seu bel-prazer» (Sir 32,17) se coloca fora do plano de Deus e da salvação eterna.

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