Deus quer a nossa salvação

Deus «quer que todos os homens sejam salvos» (1Tm 2,4), mas o homem deve tornar-se protagonista desta salvação aderindo com o seu livre arbítrio.

«[Jesus] Diz aos pecadores que sempre estou à espera deles, escuto o seu coração para saber quando bate por Mim. Escreve que lhe falo através dos remorsos da consciência, com os fracassos e os sofrimentos, com as tempestades e os relâmpagos; falo-lhe com a voz da Igreja, e se eles tornarem vãs todas as minhas graças, começo a irar-me contra eles, abandonando-os a si mesmos e dando-lhes o que desejam» (Diário de 1728). Neste texto é evidente a tensão entre o amor e o perdão, mas ao mesmo tempo também o respeito de Deus pela liberdade humana, que chega ao ponto de respeitar as suas escolhas, mesmo que estejam erradas.

Santa Faustina na sua vida teve a missão de lembrar o mundo a Misericórdia de Deus para com o pecador: o pecado não muda a intenção de Deus de conceder a misericórdia, mas impede o homem de a receber; o Homem obtém o dom da Divina Misericórdia na medida em que reconhece Deus como amor que salva e acolhe o seu perdão. «Ó Deus incompreensível, o meu coração transborda pela alegria, pois permitiste-me penetrar os mistérios da Tua Misericórdia. Tudo começa com Vossa Misericórdia, e tudo termina em Vossa Misericórdia… cada graça vem da Misericórdia e a última hora está cheia de Misericórdia para nós» (Diário 795).

No inesgotável tesouro do Diário de Santa Faustina, esta frase é certamente uma das mais preciosas, porque imediatamente expande o olhar do nosso coração para o mistério insaciável do amor divino e lembra-nos que no início e no fim de tudo está a misericórdia de Deus, do qual flui o que de mais precioso o homem recebeu: o dom da salvação.

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