Se Deus é bom porque existe o mal?

Deus é o Senhor e Criador de tudo e de todos. Todas as criaturas manifestam a infinita grandeza do Seu Criador: harmonia, bondade, beleza, grandeza e santidade. «Deus é amor» (1Jo 4,8) e tudo sustenta com a Sua Infinita Providência (Sab 11, 24-26; Heb 4,13). O Catecismo da Igreja Católica afirma que o mundo foi criado para a glória de Deus e que, sendo Ele o Criador, não aumenta a Sua glória, mas a manifesta e a comunica para a nossa felicidade (CIC 293).
Deus criou o homem a «sua própria imagem e semelhança» (Gen 3,13). Ele é «o ponto culminante da obra da criação» (Gen 1,26) (CIC 343). Colocou-o nesse jardim, no «paraíso terrestre» (Gn 2,4-25), para que vivesse em perfeita harmonia com a criação e nada nada lhe faltasse para ser feliz. Deus criou o mundo em processo de perfeição para que o homem, com o seu trabalho o levasse à perfeição. Deu confiou ao homem toda a criação. O Salmo 8 canta a grandeza do homem que Deus «fez um pouco inferior aos anjos, coroado de honra e glória, para dominar sobre toda a criação (Sl 8, 5-8).

O homem é um «ser livre»
Deus leva à sério o livre arbítrio das suas criaturas até ao ponto de permitir que elas se revoltem contra o Seu Criador. Deus respeita todas as escolhas dos homens. Quando são viradas para o mal, Deus não impede as suas consequências negativas, mas faz que também elas sejam proveitosas para o seu crescimento. Por outro lado, Deus abençoa o bem e faz que seja fecundo de bons frutos.

Deus permite o pecado para ajudar o nosso crescimento.
O profeta Oseias dá uma imagem poderosa de Deus, cheia de ternura: é como um pai que ensina ao filho a caminhar, acompanha-o sempre, mas não impede que ele caia, mas o ajuda a levantar-se para que apreenda a caminhar sozinho. Assim todos aprendemos através dos erros, uma aprendizagem que dura toda a vida. Deus, por amor, deu-nos a vida. Fomos gerados no ceio materno e confiados à ternura de uma família. Mesmo em casais separados ou divorciados, o amor paterno e materno subsiste, em condições por vezes muito difíceis e complicadas, mas o pai e mãe não desistem. Muitas vezes, os avós intervêm nesta missão.
Nascemos, mas depois temos de crescer. Passamos pelo tempo da infância, da puberdade, da adolescência, da juventude até chegarmos à idade adulta, até deixar pai e mãe para constituir uma nova família. Muitos erros acontecem durante este processo de crescimento, pois, é através dos erros que todos apreendemos.

As limitações do crescimento humano, este apreender através dos erros, explicam, embora só em parte, o mal que existe no mundo. Muitos males são devidos às limitações do nosso crescimento humano. Deus actua sempre, na Carta aos Hebreus encontramos a seguinte afirmação: «Deus trata-nos como filhos, e qual é o filho a quem o pai não corrige» (Heb 12,7). «Como um pai educa seu filho, assim Deus educa seu povo» (Dt 8,5).

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