Agradecer com as nossas obras

São Paulo dizia aos cristãos: «Quem semeia pouco, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá. Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama a quem dá com alegria. E Deus tem poder para vos cumular de toda a espécie de graça, para que, tendo sempre e em tudo quanto vos é necessário, ainda vos sobre para as boas obras de todo o género. Como está escrito: distribuiu, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre». (2Cor 9,6-15)

Fazemos um exemplo. Um conferencista, recebeu muitos cumprimentos pela sua intervenção e durante o convívio alguém lhe entregou um envelope. Ele agradeceu, colocou-o no bolso e esqueceu-se dele. Quando chegou a casa começou a esvaziar os bolsos e viu aquele envelope; lá dentro estava um cheque de doze mil euros. Sem hesitar, pegou naquele cheque e deu-o a um homem pobre que havia conhecido há pouco tempo e que tinha doze filhos. Já tinha perdido três filhos porque comiam do lixo e bebiam água contaminada.
Esse homem, assim, conseguiu cuidar da sua família e ajudar também seus vizinhos.

Qual teria sido a minha reacção? E a tua reacção? Teríamos nós a capacidade de partilhar? Com certeza que, aquele conferencista se tivesse ficado com aquele dinheiro não teria cometido nenhum pecado. Ele não estava obrigado a dar aquele dinheiro aos pobres, mas o deu. Esta história pode não ser verdadeira mas, no entanto, ajuda-nos a reconhecer que muitas vezes estamos mais preocupados a satisfazer os nossos desejos do que a pensar em ajudar os outros. A vontade de Deus é que partilhemos, que pensemos nos outros e não apenas em nós próprios. Agora, para ajudarmos os outros, não devemos esperar que alguém coloque um cheque de doze mil euros no nosso bolso, podemos fazê-lo em qualquer momento. Sermos generosos como é o Senhor é generoso para connosco e partilhar, é uma forma muito especial de manifestar a nossa gratidão.

«Um dia, Jesus observava as pessoas que deixavam suas ofertas no cofre do tesouro do templo. Levantando os olhos, viu os ricos a deitarem lá as suas ofertas. Viu também uma viúva pobre deitar lá apenas duas moedinhas e disse: Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver» (Lc 21,1-4).

A gratidão é criativa, inspira gestos de amor e carinho sem limites. Os ricos deram o que lhes sobejava, aquela pobre viúva deu tudo o que tinha. Deu tudo porque confiava em Deus e na Sua infinita providência.

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