Humildade na Oração

Estamos a falar da meditação, que é uma procura humilde e confiante da vontade de Deus. Meditar é pedir a Deus que nos manifeste a Sua vontade. A Ele entregamos os nossos problemas pessoais, as nossas dúvidas, as nossas angústias, para que tudo seja iluminado pela Sua sabedoria. Meditar é procurar a verdade, é deixar que Deus nos diga a verdade.

Jesus ensinou a orar “seja feita a Vossa Vontade”, por isso, se amamos a Deus, procuramos conhecer a Sua vontade. Cada dia tem a sua preocupação (Mt 6,24-34), tem um problema que prevalece, ao qual devemos dar uma resposta à luz da vontade de Deus. É dali que devemos partir, com uma atitude de profunda humildade.

“Deus resiste aos soberbos e dá a Sua graça aos humildes” (Tiago 4,6). Os soberbos, aqueles que pretendem saber tudo e que não precisam de ninguém, não têm o coração aberto para escutar o que Deus tem para lhe dizer. Os humildes, àqueles que se julgam pecadores, que confiam em Deus e procuram a Sua vontade, recebem também a Sua Sabedoria. Meditar é aproximar o nosso coração ao coração de Deus: quanto mais somos humildes e receptivos, tanto mais profunda será a nossa comunhão com Deus.

A meditação é fundamentalmente “escutar” interiormente, coisa que “exige uma atenção difícil de disciplinar” (CIC 2705) A meditação é exercicio de “boa vontade”, é querer escutar, é preciso criar um espaço interior receptivo, capaz de escutar. Sem esta “boa vontade” não podemos meditar. Acontece facilidade que interrogamos a Deus, mas não estamos dispostos a escuta-Lo. Com a nossa mente, recorremos a muitos subterfúgios a fim de evitar o encontro com a verdade. Deus, que é tão discreto e humilde e respeita a nossa liberdade não nos incomoda. Por isso, meditar é também confessar a nossa dureza de coração e pedir a Deus nos ajude, que fortaleça a vontade, que abra os nossos ouvidos para O escutar. Quando nos dirigimos a Deus com humildade não deixará de atender a nossa súplica.

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