Evitar a presunção

Evitar a presunção
13E agora, vós dizeis: «Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos ali um ano, faremos negócios e ganharemos bom dinheiro.» 14Vós, que nem sequer sabeis o que será a vossa vida no dia de amanhã! O que é, afinal, a vossa vida? Sois fumo que aparece por um instante e logo a seguir se desfaz! 15Em vez disso, deveis dizer: «Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.» 16
– toda a vaidade deste género é má. 17Quem sabe praticar o bem e não o faz comete pecado.

Jesus, ao censurar os fariseus, disse-lhes: “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12,34). E a advertiu nos versículos 36 e 37: “Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado”.

São Paulo, na Carta aos Gálatas, diz: “Não cultive iluções, de Deus não se zomba; o que alguém semeia, é isto que vai colher”.

O próprio Jesus exortava aos seus discípulos a amar até os inimigos, abençoa-los e não os amaldiçoar.

De facto muitas pessoas ficam amarrados por causa de uma maldição. Por isso São Tiago adverte: “A língua, nenhum ser humano consegue domá-la, ela é um mal que não se desiste e está cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos as pessoas, feitas à imagem de Deus” (Tiago 3,8s). Maldição é proferir para nós e para os outros um mal, é maledicência.

Muitas conversões de nossas famílias estão amarradas por causa de maldições. Certas pessoas não conseguem sair dos vícios, porque foram envenenadas pela língua dos outros. É comum ouvirmos: “Você é um alcoólatra, você é um drogado, você não tem jeito”, e outros tipos de palavras que atraem o mal.

Muitas pessoas carregam problemas financeiros, mês a mês, porque maldizem o seu salário. Quantas, ao verem o dinheiro no fim do mês, dizem: “Esse salário não serve para nada, não vai dar para pagar as contas! Esse salário é muito baixo”.
– Outras parecem gostar de falar mal de si mesmo: “Eu não dou conta, eu não consigo, não presto! Eu sou burro, não consigo aprender nada”.

O cristão nunca pode dizer “eu não presto”, “eu não consigo”. Ele tem de dizer como Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O mesmo acontece com os pais, que receberam de Deus a autoridade de abençoar seus filhos, mas, infelizmente, amaldiçoam seus filhos com palavras. É comum ouvirmos algumas palavras como: “Menino burro, você não aprende as coisas, você é um imprestável! Essa criança é uma praga!”.

Muitos jovens não saem das drogas, da prostituição nem da depressão, porque não são abençoados pelos pais. Da parte dos filhos, também se perdeu o costume de pedir a bênção. Há também famílias que carregam maldições de seus antepassados, pessoas que vivem com doenças, problemas financeiros, problemas de relacionamentos e outros, porque herdaram de seus bisavós, avós e pais as maldições proferidas contra eles naquela época.

Como romper com as maldições?
São Paulo, na carta aos Gálatas, diz: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, tornando-se ele próprio um maldito em nosso favor, pois está escrito: maldito todo aquele que for suspenso no madeiro” (Gal 3,13).

Jesus, na cruz, livrou-nos de toda maldição fazendo-se por nós maldito, por isso, toda libertação está em Jesus. É preciso romper com todo tipo de maldição por meio do Sangue de Jesus e do poder de Seu Nome, fazer um exame de consciência, buscar o Sacramento da Reconciliação, celebrar Missas em intenção dos nossos antepassados e de nossa família. Nós precisamos tomar cuidado com as nossas palavras.
São Pedro diz: “Abençoai, porque para isso foste chamado: para serdes herdeiros da bênção”. Somos herdeiros da bênção, e quando abençoamos, quebramos maldições.

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