Os mágicos conhecem o futuro?

25 de Abril de 2019 Não Por Pe Leo Orlando

No que diz respeito ao futuro, todos concordam que os mágicos não o conhecem. É suficiente lembrar a afirmação de São Paulo (1Cor 2,7-8), onde se afirma que os demónios provocaram a morte de Cristo, mas não sabiam que estavam a colaborar para a salvação do homem.
Os demónios, sendo espíritos, não ligado s à matéria, são capazes de coordenar elementos que nós não conhecemos. Além disso, pela sua natureza angelica, têm o poder “preternatural” de ter certos conhecimentos coordenando diversas realidades com uma eficácia para nós inacreditável.

Tentamos exemplificar: conhecem as características hereditárias das pessoas e as relativas consequências que se transmitem de geração em geração e os aspectos mais profundos da nossa psique. Conhecem as atitudes hostis, mesmo as mais perfeitamente escondidas das pessoas que nos rodeiam e jogam com os seus planos contra nós, utilizando-os oportunamente.

Actuam sobre as pessoas e sobre os aparelhos de análises e acertamentos clínicos que, com frequência, aparecem falseadas. Mais do que uma vez aconselhei a certas pessoas apavoradas pelos resultados estranhos dos exames de os repetir em laboratórios privados e o medo desapareceu.

Aproveitam-se de situações pessoais de cansaço, da tensão dos médicos para que façam diagnósticos errados ou receitem medicamentos errados que, em vez de ajudar a pessoa, o fazem ficar ainda mais doente. Deitam abaixo psiquicamente o doente, para que não tenha força na luta contra o mal, empurram-no para uma alimentação errada e para gestos prejudiciais e contraproducentes. Unindo os conhecimentos extra-ordinários e a força particular que ele tem, conseguem prever com uma certa precisão qual será o fim destinado para a vítima e a dão a conhecer aos seus ministros.

Mas isso não é conhecer o futuro:
também os médicos, seguindo um doente grave e dispondo de todos os dados clínicos, podem dizer: «Este doente não tem mais de dois meses de vida”; também o comerciante experiente, sabendo todos os dados de uma empresa em crise, consegue dizer: É só questão de tempo: esta empresa não se salva do fracasso». Sem para isto ter dons preternaturais de previsão. (Raul Balducci, Indicazioni pastorali di um esorcista, pp. 112-113)

Sobre a adivinhação a Igreja alerta os fieis «a por de parte toda a curiosidade malsã a tal propósito. A imprevidência pode constituir uma fala de responsabilidade» (2115). «Todas as formas de adivinhação devem ser rei jeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (Dt 18,10; Jer 29,8). A consulta de horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos “mediuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele». (2116)