UMA AJUDA PODEROSA: OS ANJOS E OS SANTOS

24 de Abril de 2019 Não Por Pe Leo Orlando

Os santos anjos.
São Miguel Arcanjo é o “Príncipe das milícias celestes”. O seu grande papel é especificado no livro do Apocalipse:
«Depois, travou-se uma batalha no céu: Miguel e seus anjos declararam guerra ao Dragão. O Dragão e os seus anjos combate-ram, mas não resistiram.» (Ap 12, 7-8).

A Igreja sempre o considerou um grande defensor na luta contra Satanás e, desde sempre, invoca a sua protecção. O papa Leão XIII redigiu o pequeno exorcismo e o grande exorcismo.
O pequeno exorcismo é o seguinte: São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, contra as maldades e ciladas do demónio. Instante e humildemente, vos pedimos, que Deus sobre ele impere; e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo poder divino, lançai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para a perdição das almas. Amém.

O Grande exorcismo começa com uma grande invocação a São Miguel Arcanjo:
«Príncipe Gloriosíssimo das legiões celestes, São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra os principados e as potestades, contra os chefes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares (Ef. 4, 10-12). Vinde em auxílio dos homens que Deus fez à Sua imagem e semelhança, e resgatou com grande preço da tirania do demónio (Sab 2, 23-24; 1Cor 4, 20). É a vós que a Santa Igreja venera como seu guardião e pa-trono, vós a quem o Senhor confiou as almas resgatadas para as introduzir na felicidade celeste. Suplicai, pois, ao Deus da Paz, que esmague Satanás sob os nossos pés a fim de lhe tirar o po-der de prejudicar a igreja. Apresentai ao Altíssimo as nossas orações para que depressa desçam sobre nós as misericórdias do Senhor. E sujeitai a antiga serpente – que não é outro senão o Diabo ou Satanás – para o precipitar encadeado nos Abismos, de modo que não possa, nunca mais, seduzir as almas. (Ap. 20,1-3).

A Congregação para a doutrina da fé, em 29 de Setembro de 1985 publicou um decreto, segundo o qual, todos os cristãos poder usar estas duas orações a São Miguel Arcanjo e outras orações, mas não podem rezar o grande exorcismo. A orienta-ção geral a seguir é aquela que iremos apresentar mais a frente: a confiança em Deus.

Cada homem é confiado à alta custódia de um anjo, o anjo da guarda. É uma verdade de fé confirmada pela tradição constante da Igreja que se baseia principalmente em duas passagens bíblicas:
«Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu» (Mt 18, 10). O apóstolo Pedro, aprisionado por Herodes, foi libertado prodigiosamente da prisão pela intervenção de um anjo (Actos 12, 13-16).

A Igreja celebra a festa do Anjo da Guarda no dia 2 de Outubro e na Missa o sacerdote pronuncia uma bela oração: «Ó Deus, que na vossa admirável providência enviais os santos Anjos para nos guardarem, ouvi as nossas súplicas e fazei que sejamos sempre defendidos pela sua protecção e gozemos eternamente da sua companhia». Outra oração, talvez até melhor, encontra-se na festa dos Santos Arcanjos, Miguel, Gabriel e Rafael que se celebra no dia 29 de Setembro: «Senhor, Deus do Universo que estabelecestes com admirável providencia as funções dos Anjos e dos homens, concedei, propício, que a nossa vida seja protegi-da na terra por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu»

Os santos.
Os santos são os nossos irmãos que já passaram por este mundo e agora estão na plenitude da glória eterna no Céu. Pertencem ao Corpo Místico de Cristo, são os membros gloriosos da família de Deus. São exemplos de vida e nossos poderosos intercessores.
São Tomás de Aquino explica esta maravilhosa realidade: «A oração feita para os outros vem sempre do amor, quanto maior é a perfeição do amor dos Santos que estão no Céu, tanto mais eles intercedem para os fieis que estão na terra, que podem ser ajudados pela sua oração; e quanto mais, eles estão perto de Deus, tanto mais são eficazes as suas súplicas» (São Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-IIªc, q. 83, a. 11)