EUCARISTIA E CONFISSÃO

24 de Abril de 2019 Não Por Pe Leo Orlando

Os sete sacramentos são os meios espirituais que Jesus confiou à Igreja para o crescimento da vida divina nos corações dos homens. Pelo Baptismo possuímos uma vida nova, somos filhos de Deus, renascidos pela água e pelo Espírito Santo. A lembrança constante de que fomos baptizados é um meio particularmente eficaz na luta contra Satanás.

Os demónios revoltam-se contra nós precisamente porque pelo baptismo somos filhos de Deus e herdeiros da vida eterna. Por isso, renovar frequentemente as promessas baptismais, rezar o Credo, reafirmar a nossa fé, lembrar o que Deus fez para nós, é uma forte protecção contra as forças do mal.

São Tomás de Aquino sublinha a importância fundamental da Eucaristia e, referindo-se a São João Crisóstomo, observa que «quando voltamos da Santa Mesa, somos como leões que expelem fogo, temíveis para os demónios». E por que razão nos tornamos temíveis? Porque «então trazemos em nós Cristo, vencedor de Satanás». (Suma teológica, II, q. 79, a. 6c)
Quando comungamos estamos a realizar o desejo de Jesus: «Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim.» (Jo 6, 53-57)

A Eucaristia não só é a maior defesa contra Satanás, também experimentamos uma grande serenidade interior e a mais alta felicidade que dá sabor e sentido à nossa existência. Jesus está presente em todos os sacrários. Quando passamos perto de uma igreja, podemos saudar o Senhor que está presente no sacrário, com o sinal da cruz. E quando entramos numa igreja, a presença eucarística do Senhor, convida-nos à oração e eleva-nos para a adoração.

A Confissão. É necessária porque somos pecadores e o pecado abre as portas ao inimigo; é também um meio extremamente eficaz para combater o mal porque, se o pecado ficar dentro de nós, estamos sempre expostos às ciladas do inimigo. Recebendo o perdão sacramental, cortamos com o pecado, afastamo-nos do inimigo e aproximamo-nos do Senhor. Quem sofre de influências maléficas precisa de uma boa confissão. Todos precisamos. Seria aconselhável uma confissão regular e periódica.

O Padre Raul Salvucci afirma que «alguns exorcistas não come-çam a oração se a pessoa atormentada não estiver em estado de graça pelo sacramento da confissão. É uma exigência justa porque, se a pessoa não estiver em paz com Deus, o exorcismo perde muito a sua eficácia. Mas eu acredito que é melhor respeitar os tempos. Muitas pessoas que pedem ajuda, estão muito afastadas da Igreja. Se lhes impomos a Confissão, aceitam, mas não acusam todos os pecados, nem manifestam um sincero arrependimento e, sobretudo, ainda não têm a disposição firme de mudar de vida. Contudo, é necessário explicar-lhes claramente que a Confissão é indispensável, mesmo para os pecados veniais e, também, constitui uma barreira de defesa contra as forças do mal. É uma fonte de purificação e de graça que não se deve subestimar» (Raul Salvucci, p. 236)