Pedir ao Pai em Nome de Jesus

29 de Dezembro de 2018 Não Por Pe Leo Orlando

Jesus ensinou aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará. Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa.” (Jo 16, 23).

– “Pedir ao Pai em nome de Jesus” significa: pedir com a força de Jesus, por comando de Jesus, pela autoridade de Jesus, na pessoa de Jesus, inseridos Nele, revestidos Dele, por intermédio Dele. Pedir em nome de Jesus é pedir como Jesus, com o amor de Jesus, com a Sua infinita compaixão. É pedir em amizade com Jesus; como o próprio Jesus pediria naquela situação. Poderíamos dizer: “Pai eu peço-te com a boca de Jesus, com o coração de Jesus, com o pensamento de Jesus, com o desejo de Jesus, com o amor e a confiança de Jesus”.

– A oração da Igreja é sempre dirigida ao Pai, por intermédio de Jesus. Pedir ao Pai, em nome de Jesus, significa pedir em comunhão com Cristo e com a Sua Igreja. Eu peço em nome de Jesus, mas sinto-me em comunhão com a Igreja, com os meus irmãos. Pedimos ao Pai em nome de Jesus porque somos Igreja, a família dos filhos de Deus, os irmãos de Jesus. Por isso sentimos a necessidade de orarmos juntos, por intermédio de Jesus, unidos a Jesus, em comunidade. Só podemos pedir ao Pai em nome de Jesus, se amamos a Igreja: onde dois o mais estão reunidos em Meu nome, lá estarei. Jesus disse: “Até agora, nada pedistes em Meu nome; pedi e recebereis, para a vossa alegria ser completa” (Jo 16,24).

– Pedir ao Pai em nome de Jesus significa desejar que a Sua vontade se realize na nossa vida. Nem sempre a nossa vontade coincide com a vontade de Deus. Sabemos que há pedidos que Deus dificilmente dá o seu consentimento … Há outros, pelo contrário, que o mesmo Jesus insistiu para que se pedisse, como, por exemplo, pela unidade da Igreja, a fim de que todos os homens acreditem Nele (Jo 17).
 
Jesus ensinou a perdoar antes de orar.
Jesus falou do perdão como introdução à oração: “Quando vos puserdes de pé para orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro, para que o vosso Pai, que está no céus vos perdoe também o vossos pecados. Porque se não perdoardes, também o vosso Pai que está nos céus não perdoará as vossas ofensas” (Mc 11,24-26).
“Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti; deixa lá a tua oferta diante ao altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentares a tua oferta” (Mt 5,23).

Hoje diríamos: antes de rezar ou antes da Santa Missa, reconcilia-te com o teu irmão. Não estar à espera de que seja ele a procurar-te, dá tu o primeiro passo. Sem reconciliação não há verdadeira oração.
– È necessário perdoar antes se orar. Se não estivermos em acordo com o mandamento do amor, Deus nos não pode atender. Se não somos humildes, se perdoarmos, o amor de Deus não nos pode tocar. O perdão é sinal de humildade e de confiança em Deus, por isso Jesus ensinou a perdoar antes de orar.

Jesus ensinou a pedir em comunidade.
Jesus ensinou a pedir pelos outros e com os outros. O modelo de oração que Ele nos deixou, o Pai Nosso, é uma oração comunitária. Jesus quer que nos apresentemos ao Pai não sozinhos, mas juntos, com os outros. É um convite a suavizar o nosso individualismo alimentando em nós o espírito de comunidade.
“Em verdade, em verdade vos digo – disse Jesus – se dois de entre vós concordarem em pedir alguma coisa, o meu Pai que está nos Céus os atenderá, porque onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei presente no meio deles”.

A Igreja reza sempre ao plural. A Santa Missa é uma oração comunitária. Nela há também momentos de silêncio para a oração pessoal, mas é uma oração comunitária, que sempre convida para não nos isolarmos das necessidades dos irmãos.
Jesus deixou-nos alguns exemplos significativos:
– orou pelo chefe da Igreja, “Simão, Simão, olha que Satanás vos reclamou para vos joeirar como o trigo. Mas eu roguei por ti, a fim de que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos” (Lc 22,31-32).
– Durante a oração da última ceia, Jesus orou pelo discípulos: “Não rogo somente por estes (os doze), mas também por aqueles que pela sua palavra, acreditarão em mim” (Jo 17,20).
– Jesus orou também pelos inimigos: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34) e mandou orar  pelos inimigos: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5,44).

Jesus ensinou a orar por todas as necessidades.
Podemos suplicar a Deus por todos os problemas da nossa vida e Ele nos atenderá:
“Tudo quanto pedirdes, orando, crede que o recebereis e o obtereis” (Mc 11,24).
“Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem, na terra, para pedirem qualquer coisa, obtê-la-ão de meu Pai que está nos Céus. Pois onde estiverem reunidos, em meu nome, dois ou três, Eu estarei no meio deles” (Mc 18,19-20).
– “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em Meu nome eu o farei” (Jo 14,13-14).
– “Não fostes vós que me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos nomeei para irdes e dardes fruto, e o vosso fruto permaneça, de modo que tudo quanto em Meu nome pedirdes ao Pai, Ele vo-lo concederá” (Jo 15,16).
“Tudo quanto pedirdes com fé, na oração, recebê-lo-eis” (Mt 21,22).
A súplica pode tornar-se uma oração confiante dirigida a Deus para todas as necessidades e preocupações da humanidade; por isso esta forma de oração faz entrar a fé em todos os espaços da nossa vida. Ela introduz-nos na vida cristã verdadeira, vivida concretamente em todos os momentos da nossa vida, dando-nos paz, segurança e alegria.