Terapias “alternativas”

24 de Abril de 2019 Não Por Pe Leo Orlando

AS TERAPIAS ALTERNATIVAS

O Catecismo da Igreja Católica (n. 2117), afirma:
O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a in-vocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.

O catecismo fala claramente das medicinas alternativas, não científicas. O contexto é o do pecado contra o primeiro mandamento: superstição, adivinhação e magia. Condena, como é óbvio, todas as práticas de magia ou de feitiçaria, mas, depois afirma: «o recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação de poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.»
O catecismo não proíbe as terapias alternativas, mas afirma que nem todas as práticas são boas pelo facto de visarem a cura.
A prática da magia e da feitiçaria, afirma, devem ser condena-das, mesmo quando visam alcançar a saúde do próximo. Por-tanto, não é verdade que os fins justifiquem os meios. O fim deve ser bom e os meios também. No que diz respeito às terapias alternativas, nem sequer, considera o facto de serem ou não serem eficazes. Por isso, se alguém disser: é eficaz; devemos responder: não interessa. A Igreja não diz que as práticas médicas “tradicionais” são lícitas se forem eficazes. O facto de serem eficazes não é um critério que as torna lícitas.

O Catecismo afirma: “O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.” É interessante notar que a Igreja não condena as terapias “não científicas”, em si mesmas. De facto, é necessário distinguir o juízo científico do juízo pastoral. É evidente que as práticas científicas têm mais vantagens, por terem mais elementos positivos; contudo, a Igreja não proíbe o “alternativo”, tão-somente aconselha que seja profundamente analisado, isto é, que se faça um discernimento adicional para verificar se há ou não há duas coisas: elementos de ocultismo, isto é, a evocação de potências más – e o engano, isto é, a exploração da credulidade alheia.

O Reiki e outras terapias consideradas “alternativas” não têm fundamento científico. O facto de que existam rituais ou níveis de “harmonização” ou “sintonização”, invocações de “espíritos guias” demonstra claramente que não se trata de terapias alter-nativas “naturais”, mas sim “religiosas”. Sobre estas práticas a Igreja adverte sobre o perigo de invocar poderes malignos e de explorar a credulidade das pessoas.