Terapias “alternativas”

13 de Julho de 2018 Não Por Pe Leo Orlando

O Catecismo da Igreja católica, afirma:
2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demónios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.

O catecismo da Igreja Católica fala claramente das medicinas não cientificas, e o contexto é o do pecado contra o primeiro mandamento: superstição, adivinhação e magia. Condena, como é obvio, todas as prática de magia ou de feitiçaria, que pretendem domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço eu obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – e depois diz: “o recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação de poderes malignos nem a exploração da credulidade alheia.”

Parece que o catecismo não proíbe as terapias alternativas mas afirma que nem todas as práticas são boas pelo facto de visarem a cura. Para o que diz respeito a prática da magia e da feitiçaria afirma que devem ser condenadas, mesmo quando visam alcançar a saúde do próximo. Portanto, não é verdade é que os fins justifiquem os meios. O fim deve ser bom é os meios também.

Para o que diz respeito as terapias alternativas, a Catecismo nem sequer considera o facto de serem ou não serem eficazes. Por isso, se alguém disser: é eficaz; devemos responder: não interessa. A igreja não disse que as práticas médicas “tradicionais” são lícitas se forem eficazes. O facto de o serem não é um critério que os torna lícitas.

O Catecismo afirma: “O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.” É interessante notar que a Igreja não condena as práticas “não científicas”, em si mesmas. E, de facto, é necessário distinguir o juízos científico do juízo do pastoral. É evidente que as práticas científicas têm mais vantagens, por terem mais elementos positivos; contudo Igreja não proíbe o “alternativo”, tão somente aconselha que seja profundamente analisado, isto é, que se faça um discernimento adicional, para verificar se há ou não há duas coisas: elementos de ocultismo, isto é, a evocação de potências más – e o engano, quer dizer, a exploração da credulidade alheia.

O Reiki e outras terapias consideradas “alternativas” não têm fundamento cientifico. O facto de que existam rituais ou níveis de “harmonização” ou “sintonização”, invocações de “espíritos guias” demonstra claramente que não se trata de terapias alternativas “naturais”, mas sim “religiosas”. Sobre estas práticas a Igreja adverte sobre o perigo de invocar poderes malignos e de explorar a credulidade das pessoas.