Atitude religiosa e Atitude supersticiosa

12 de Julho de 2018 Não Por Pe Leo Orlando

A pessoa que tem uma atitude religiosa, acredita em Deus, confia Nele, adora-O, louva-O, agradece-Lhe, pede-Lhe perdão, confessa os seus pecados, confiando-se a Ele, entregando-Lhe, total e e incondicionalmente a sua vida, e se abandona, com plena e serena confiança, à Sua providência divina; em oração, sempre que invoca a Deus não está a pensar em obriga-Lo, a querer dobra-Lo à sua vontade, mas apenas pretende obter a graça necessária para adequar-se àquilo que Deus quer, sabe que o seu verdadeiro bem é fazer a vontade de Deus: a vontade de Deus é a sua felicidade.

A pessoa que tem uma atitude supersticiosa, usa determinadas fórmulas, ritos, gestos, filtros, amuletos ou talismã porque pensa que desta forma está a proteger-se da má sorte e atrair para si a boa sorte e a riqueza ou adquirir um poder que lhe permite de dominar a realidade e os outros, através de forças misteriosas e ocultas, segundo os seus próprios objetivos. A atitude supersticiosa pretende dominar o curso dos acontecimentos ou influir sobre o comportamento dos outros de maneira que tudo seja segundo os seus próprios interesses e desejos.

O homem religioso é altruísta, dirige-se humildemente a Deus para Lhe dizer: seja feita a Vossa Vontade e procura o bem dos outros mesmo quando custe sacrifício. O homem supersticioso é egoista, pensa só em si mesmo, quer dominar a realidade através de forças ocultas para que seja feita a sua própria vontade.

O Catecismo da Igreja Católica diz precisamente que o primeiro mandamento proíbe a superstição: A superstição representa, de certo modo, um excesso perverso de religião. (2110)

2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afectar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição (Mt 23, 16-22).