19 – O engano do Ocultismo

10 de Julho de 2018 Não Por Pe Leo Orlando

Aqui colocamos uma pergunta fundamental: mágicos, feiticeiros, cartomantes, adivinhos, parapsicólogos, espiritas, curandeiros, etc., têm de verdade poderes paranormais?

A resposta tem que ser positiva: sim têm poderes paranormais mas não têm a autoridade nem a investidura da Igreja, a única que possui a salvação de Cristo. De onde é, então, que eles tiram esses poderes extraordinários? Não há dúvida: os atingem dos espíritos do mal. Para aprofundar este discurso, lançamos um olhar indiscreto sobre o mundo do ocultismo, para ver claramente como funciona o engano colossal daqueles que dizem que quebram os malefícios.

Já explicamos a primeira verdade fundamental: «somente Jesus nos salva». Agora passamos à segunda verdade, também fundamental: bruxos, magos e semelhantes não quebram, mas confirmam os maléficos.

Sabemos que muitas pessoas recorrem a bruxos, curandeiros, adivinhos e a outros mestres do ocultismo procurando remedio para certos distúrbios estranhos que estão a sofrer. Eles explicam-lhes que lhe foi feito um malefício e lhe garantem de que são capazes de os libertarem. Sabemos também que por isso cobram somas avultadas de dinheiro. É verdade que eles têm o poder de quebrar os malefícios ou é uma fraude?

Devemos responder que, na verdade é uma fraude, uma fraude colossal que produz bilhões de bilhões, sempre fugindo a qualquer controle fiscal, e os infelizes que a eles recorrem ficam pior do que antes.

Imaginemos que o Armando para atacar a Ana sua ex-mamorada deu um milhão para o Mago do Oriente, mas Ana para quebrar este malefício, deu um milhão e meio à maga Sibila, mas voltou lá outras vezes e, talvez chegou a dar-lhe mais dez milhões, somando às diversas consultas.

Há pessoas que globalmente pagaram enormes somas, mas não dizem nada para não passarem vergonha. O Armando, o mandatário, deu um milhão, a Ana para se libertar pode ter dado dez milhões. A verdadeira riqueza desses especuladores não vem daqueles que encomendam o malefício, mas sim das pobres vitimas que querem ser libertadas. O 70% deste rio de dinheiro que corre nesses ambientes vem das pessoas afectadas: se fosse verdade que um bruxo quebra o que outro bruxo fez, esta categoria de pessoas em breve deixaria de existir.

Só quem desconhece completamente o mundo perverso do ocultismos pode ter a ilusão que existem magos que quebram os malefícios. Todos fazem malefícios e todos fingem de os quebrar, é desta forma que se mantém o seu domínio comercial.

Coloquemos agora outra questão: como é possível que todas essas pessoas que recorrem ao ocultismo fiquem tão enganadas? De verdade pagam somas avultadas para não conseguir nada, antes, para piorar a sua situação?

Essa questão é realmente de grande interesse, para responder é necessário fazer três esclarecimentos.

1 – Essas pessoas têm realmente poderes paranormais, portanto conseguem ver o que normalmente não podemos ver; quando são consultadas, dizem coisas que impressionam: tu estás assim e assim, isto começou há dois anos e meio, porque tal pessoa te fez uma factura, por este motivo e assim por diante … O que dizem corresponde à verdade e a pessoa fica completamente desorientada e assustada, mas sente-se compreendida em tudo e este é já a primeira razão para um forte envolvimento.

2 – Faz parte deste sistema um fenómeno chamado “efeito suspensão”. Por um certo tempo, geralmente por alguns meses, suspendem completamente todos os efeitos negativos do malefício, de acordo com as forças do mal. Desta forma, se tornam confiáveis e têm sempre clientes que pagam.

3 – Ao mesmo tempo, dão pequenos objectos para o uso pessoal ou para manter em casa ou também algo para beber ou de muitas outras maneiras semelhantes, com isto, confirmam o que o primeiro mago fez, para que depois, passado o efeito “suspensão” fiquem pior do que antes. É um mecanismo diabólico confirmado por muitas pessoas que confessaram: «É verdade, depois de estarmos com eles parecia que estávamos melhores, mas na realidade a nossa situação foi gradualmente para o pior».