A Santa Missa

29 de Abril de 2018 Não Por Pe Leo Orlando

A Santa Missa

A instituição da Eucaristia (1337)
1337. Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até ao fim. Sabendo que era chegada a hora de partir deste mundo para regressar ao Pai, no decorrer duma refeição, lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor (170). Para lhes deixar uma garantia deste amor, para jamais se afastar dos seus e para os tornar participantes da sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memorial da sua morte e da sua ressurreição, e ordenou aos seus Apóstolos que a celebrassem até ao seu regresso, «constituindo-os, então, sacerdotes do Novo Testamento» (171).
1340. Celebrando a última ceia com os seus Apóstolos, no decorrer do banquete pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica. Com efeito, a passagem de Jesus para o seu Pai, pela sua morte e ressurreição – a Páscoa nova – é antecipada na ceia e celebrada na Eucaristia, que dá cumprimento a Páscoa judaica e antecipa a Páscoa final da Igreja na glória do Reino.

«FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM»
É na Santa Missa é o memorial do sacrifício de Jesus que disse “fazei isto em memória de Mim”. O próprio Jesus torna-se presente em corpo, sangue, alma e divindade. A Santa Missa é celebração mais importante da Igreja; nela celebramos o Mistério da nossa fé. Celebrar é tornar presente, actualizar, é viver algo que acontece hoje. Por isso, na Santa Missa a Igreja torna presente, o imenso Sacrifício do Calvário. A Igreja fala do Santíssimo Sacramento que se guarda no Sacrário.

1341. Ao ordenar que repetissem os seus gestos e palavras, «até que Ele venha» (1 Cor 11, 26), Jesus não pede somente que se lembrem d’Ele e do que Ele fez. Tem em vista a celebração litúrgica, pelos apóstolos e seus sucessores, do memorial de Cristo, da sua vida, morte, ressurreição e da sua intercessão junto do Pai.

A morte e ressurreição de Jesus aconteceram apenas uma vez na história, mas Ele quis que todas as pessoas, das diversas épocas, participassem daquele sacrifício. E a forma desejada por Deus é a Santa Missa. Jesus realizou o sacrifício da cruz uma vez para sempre, por isso, a Igreja não o repete, mas o actualiza para alimentar o povo de Deus e o oferece continuamente ao Pai pela salvação da humanidade.

Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote da Nova e Eterna Aliança. Ele actua através do ministério dos sacerdotes e se torna realmente presente sob as espécies do pão e do vinho. (CIC 1410)

Pela consagração acontece a “transubstanciação” do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de modo verdadeiro, real e substancial, com o seu corpo e o seu sangue, com a sua alma e a sua divindade (CIC 1413). Tal como foi definido no Concilio di Trento (Decreto da Eucaristia, cap. 3).

A Santa Missa chama-se também Eucaristia: acção de graças. (1328)
porque Jesus na Última Ceia Tomou o cálice com vinho, deu graças e disse: «Tomai todos e bebei». Depois, tomou o pão deu graças e disse «Isto é o meu corpo» (Cf. Lc 22,17-19)
São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios diz: “Com efeito, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim». Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.» Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha. (1Cor 11,23-26)

A Santa Missa chama-se também O Santo Sacrifício. (1330)
A Santa Missa actualiza o único Sacrifício de Cristo Salvador. Na Antiga Aliança, os israelitas ofereciam sacrifícios para expiar os pecados do povo, mas agora, é Cristo o único sacrifício da Nova e Eterna Aliança. Por Sua morte na Cruz, Jesus ofereceu-se ao Pai como vítima de expiação dos nossos pecados. Ele realizou o que muitos milhões de oferendas do mundo antigo jamais puderam cumprir. Vejamos a Epístola aos Hebreus: “De fato, se o sangue de bodes e touros e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santificam, realizando a pureza ritual dos corpos, quanto mais sangue de Cristo purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo” (Hb 9,13-14).

O sacrifício de Cristo e o nosso sacrifício. Todas as vezes que participamos na Santa Missa, oferecemos ao Pai o sacrifício da nossa vida, unido ao único sacrifico de Cristo.

A Missa também é Páscoa
A Páscoa foi a passagem da escravidão do Egito para a liberdade, bem como a aliança selada no monte Sinai entre Deus e o povo hebreu. E diante desses fatos o povo hebreu sempre celebrou essa passagem, através da Páscoa anual, das celebrações da Palavra aos sábados, na sinagoga e diariamente, antes de levantar-se e deitar-se, reconhecendo a experiência de Deus em suas vidas e louvando a Deus pelas experiências pascais vividas ao longo do dia. O povo judeu vivia em atitude de ação de graças, vivendo a todo instante a Páscoa em suas vidas.

Comungar em estado de graça
A Santa Comunhão deve ser recebida em “estado de graça”. Por isso, se tivermos cometido um pecado mortal, ainda que já estivermos arrependidos e sintamos um grande desejo de comungar, é necessário e indispensável que nos confessemos com o sacerdote antes de Comungar (CIC 1415). É bom se lembrar do que São Paulo disse aos Coríntios:
“Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. (1Cor 11,27)

A Santa Comunhão perdoa os pecados veniais e preserva dos pecados graves. (CIC 1416)