8 – Os sete sacramentos

22 de Maio de 2018 Não Por Pe Leo Orlando

Hoje falamos dos SACRAMENTOS, sem ter a pretensão de dizer tudo, mas simplesmente o que é necessário para a nossa caminhada.

* Os sacramentos são os 7 sinais sagrados instituídos por Jesus, através dos quais Ele continua a actuar, a perdoar, a curar, a libertar e a salvar a humanidade. A Igreja celebra os Sacramentos, que continuam a ação salvadora de Jesus Cristo até ao fim do mundo. 

* Pelo Batismo, renascemos através da água e pelo Espírito Santo, tornamo-nos cristãos, isto é, filhos de Deus, irmãos de Jesus, templos do Espírito Santo e membros da família de Deus, a Igreja; pela Confirmação recebemos o Espírito Santo, como no dia de Pentecostes e nos torna testemunhas da Ressurreição de Jesus; pela Confissão recebemos o perdão dos pecados; pela Santa Unção somos confortados e curados e pela Eucaristia recebemos o próprio Jesus, como alimento de vida eterna. Há dois Sacramentos que determinam um estado de vida: a Ordem Sacra e o Matrimónio. 
* O Batismo é a porta de entrada na grande família que é a Igreja, com ele nos tornamos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros da Vida eterna, mas a vida cristã deve crescer, deve ser alimentada e defendida. Como?
* Pela Confissão e pela Eucaristia: os dois Sacramentos que marcam o ritmo da vida cristã. Pelo Baptismo recebemos o perdão de todos os pecados, mas continuamos a ser pecadores. Por isso, todos os dias pedimos perdão a Deus na nossa oração, mas também vamos ao sacerdote para nos confessarmos. O perdão de Deus renova em nós a graça do Baptismo.
* A Eucaristia é o Sacramento da Presença do Senhor: é o Pão vivo descido do Céu. A família de Deus reune-se com Jesus vivo, ressuscitado, celebra a presença do Senhor, alimenta-se na Mesa Santa da Palavra de Deus e da Eucaristia. A Confissão e a Comunhão alimentam a nossa vida, a nossa amizade com Deus, até chegarmos ao Paraíso. Estes dois sacramentos renovam e alimentam a nossa dignidade de filhos de Deus.  
* A Confissão e a Comunhão frequentes são dois meios indispensáveis na luta contra Satanás, porque alimentam a nossa comunhão com Deus, nos ajudam a crescer na consciência de que somos filhos de Deus, pertencemos a Cristo e à Sua Igreja, a família de Deus, peregrina em terra e triunfante no Céu.
* A Confissão é necessária porque somos pecadores e o pecado abre as portas ao inimigo. É bom lembrar a todos, mas particularmente àqueles que sofrem doenças espirituais, que a Confissão é mais poderosa do que o exorcismo e de qualquer oração de libertação, porque com a Confissão rompemos com o pecado, cortamos com Satanás e renovamos a nossa união com Cristo. Para nos libertarmos das influências maléficas precisamos, em primeiro lugar, de uma boa confissão e depois confessar-se regular e periodicamente. 
* Quanto à Confissão, as pessoas perguntam-se: “porque é que preciso de me confessar ao sacerdote, não é suficiente pedir perdão a Deus directamente?” A resposta é a seguinte: com pecado ofendemos a Deus, mas também ferimos a comunhão da Igreja. Jesus disse: “é pelo amor que tendes uns pelos outros que o mundo poderá reconhecer que sois meus discípulos”. Quando pecamos, impedimos a Igreja de testemunhar o amor de Deus. Por isso, é que precisamos de receber o perdão de Deus, mas também o perdão da Igreja.
– Jesus Ressuscitado, na sua primeira aparição disse aos Apóstolos: “recebei o Espírito Santo, a quem perdoardes os pecados serão perdoados e a quem os retiverdes serão retidos” (Jo 20,21-23). O sacerdote é ministro de Cristo e da Igreja. Ele representa Cristo e os irmão que ofendemos. Com o perdão sacramental recebemos é o perdão de Deus e dos irmãos.
– Com o Baptismo recebemos o perdão de todos os pecados da vida passada, mas continuamos a ser pecadores, por isso, o Sacramento da Confissão não só perdoa os pecados, mas também renova em nós a graça do Baptismo.
– Sacramentos e sacramentais devem ser recebidos com fé para serem eficazes. Por exemplo, com o Batismo tornamo-nos filhos de Deus. Mas a graça atua na medida que vivemos a nossa fé.
– Sacramentos e sacramentais devem ser recebidos com fé para serem eficazes. Por exemplo, com o Batismo tornamo-nos filhos de Deus. Mas a graça atua na medida que vivemos a nossa fé.
* Se a Confissão é necessária, ainda mais necessária é a Eucaristia. A Eucaristia  é o «Mistério da fé», isto é, a presença sacramental do Senhor. Nela, é o próprio Jesus que vem ao nosso encontro para nos curar e libertar.
* O Domingo é o dia do Senhor, o dia que o Senhor fez, o dia em que Ele ressuscitou, em que venceu a morte. É o dia em que a Comunidade se reúne para celebrar o Mistério da Última Ceia, o dia da Eucaristia, tal como Ele mandou: “fazei isto em memória de Mim”.
* A Missa dominical é o mandamento do Senhor: “fazei isto em memória de Mim”. É um dever para todos os cristãos. O que dizemos para a oração, vale também para a Santa Missa e para a Confissão: se os encaramos como uma obrigação, bem depressa os abandonaremos. Mas quando compreendemos que confessar-se e comungar é uma necessidade, tal como a água que bebemos e o ar que respiramos, então voltaremos sempre, com o desejo ardente de receber o perdão de Deus e o próprio Jesus na Eucaristia, com amor, em nossas almas e viver sempre unidos a Ele.   
* Comungamos não porque merecemos ou porque somos dignos de receber o Senhor, ninguém o merece e ninguém é digno. É o Senhor que nos convida e deseja ardentemente entrar em nossas almas, por isso, nós queremos recebé-Lo com amor e devoção, pois Ele é o nosso melhor amigo.
* O Domingo é o nosso encontro com o Senhor Jesus. É importante “participar bem na Santa Missa e comungar com humildade e gratidão. Jesus disse: «quem comer a minha carne e beber o meu sangue, permanece em Mim e Eu nele».