Quem são os anjos?

O Catecismo da Igreja Católica afirma:
329 – A palavra Anjo significa mensageiro. De todo o seu ser, os anjos são servos e mensageiros de Deus. Pelo facto de contemplarem «continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus» (Mt 18,10), eles são «os poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra» (SI 102,20).

Os anjos são criaturas espirituais
330 – Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais. Ultrapassam em perfeição todas as criaturas visíveis. O esplendor da sua glória assim o atesta. 

Os anjos são criaturas pessoais
Sobre a natureza dos anjos, o Catecismo diz que são “criaturas puramente espirituais”, isto é, espíritos puros, seres pessoais, dotados de inteligência, vontade e liberdade. Seres capazes de dizer “eu” como acontece aos seres humanos. Não são de forma nenhuma “energias” ou “forças” cegas e impessoais, mas sim, seres conscientes, inteligentes e livres.

Mais perfeitos do que as criaturas humanas
Os anjos, sendo puros espíritos, ultrapassam em perfeição as criaturas humanas, não sofrem das limitações de espaço e de tempo, nem das que o corpo humano impõe. Conhecem a realidade com uma inteligência intuitiva, ao passo que os homens precisam de uma lenta e custosa aprendizagem; os homens precisam dos sentidos e conhecem a realidade pouco a pouco, com dificuldade, de forma descritiva e limitada.
Os anjos são criaturas pessoais e imortais e gozam de uma liberdade mais perfeita do que a nossa. Tomam decisões sem terem os condicionamentos da sensibilidade e da instintividade. A vontade humana é hesitante e mutável, tem dificuldade a tomar decisões firmes e persistentes. Os anjos tomam decisões firmes desde o início, não sendo condicionados das paixões emotivas. Não voltam atrás nas suas decisões, mas as perseguem com firmeza, sem hesitações. Por este motivo, os anjos bons são santos porque decidiram amar e servir a Deus e actuam neste sentido sem hesitar. Os anjos maus, os demónios, desde que decidiram afastar-se de Deus, são integralmente corruptos, orgulhosos, egoístas, cheios de ódio e ressentimento, fazem o mal e actuam neste sentido com constante determinação.

Os anjos são as criaturas mais perfeitas saídas das mãos de Deus, dotados de inteligência, vontade e liberdade. São puros espíritos, por isso, não são sujeitos às limitações humanas do tempo e do espaço; não necessitam de água nem de alimentos; não dependem das necessidades materiais. São livres e gozam de um poder muito maior do que os seres humanos, embora seja sempre um poder limitado, porque são apenas criaturas de Deus. Não podem fazer tudo, nem conhecer tudo, são sujeitos à vontade soberana de Deus. São Tomás de Aquino explica que os anjos, pela sua natureza espiritual, estão entre Deus e os homens e colaboram para a salvação da humanidade. Os demónios são anjos criados por Deus bons, mas se tornaram maus de sua livre vontade. Decaídos, se separaram de Deus, mas não perderam o poder próprio da sua natureza angélica, conservam integralmente as suas capacidades.

Os anjos e os demónios são sujeitos à vontade soberana de Deus. São criatura, seu poder é limitado e, pela infinita providência de Deus, mesmo de forma diferente, colaboram para a salvação da humanidade. Os anjos bons, de formas direita, conduzindo os homens pelo caminho de Deus, isto é, ajudando-os a fazer o bem; os demónios, de forma indirecta, tentando e provando os homens, os impelem a combater o mal, arrepender-se e santificar-se. Desta forma, os demónios, mesmo fazendo o mal, pela infinita sabedoria de Deus, promovem o bem, isto é, colaboram com o plano de Deus.

No paraíso, no inferno e no meio dos homens
São Tomás de Aquino explica que o lugar próprio dos anjos bons é o paraíso, enquanto, o lugar dos demónios é o inferno, mas também é verdade que uns e outros vivem no meio dos homens: os anjos bons para nos ajudar no caminho do bem e os demónios para nos tentar. Deus serve-se da malícia dos demónios, a qual é perfeitamente controlada por Ele, dando ocasião aos homens de se purificarem e elevar-se espiritualmente. Desta forma, também os demónios, mesmo contra a sua vontade, convertem-se em servidores do Senhor.

Até ao fim do mundo
O Concílio Vaticano Segundo, na Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” recorda que, dentro da história da humanidade, até ao fim, tem lugar “um duro combate contra as potências das trevas. Os homens devem combater sem pausa para alcançar o bem.
O antigo Catecismo Romano (cap. 41) afirma que os demónios são fortes e temíveis, possuem um ardor invencível e são animados por um ódio furioso contra os homens

A vida terrena, até ao fim do mundo, é tempo de salvação. É neste tempo que os anjos e os demónios realizam o seu ministério: os anjos bons são enviados à terra para nos ajudar e os demónios para nos tentar. Portanto, se consideramos a vida neste mundo como uma grande preparação para a vida eterna, podemos compreender que dentro da história da humanidade há um combate constante entre o bem e o mal, que durará até ao fim do mundo. Uma batalha entre dois exércitos de anjos que disputam entre si o coração dos homens.

Os anjos bons estão no paraíso e louvam a Deus com as almas santas e os demónios estão no inferno para torturar as almas perdidas, no entanto, atuam também dentro da história: os anjos bons para nos ajudar e os anjos maus para nos tentar.

  
Oração 
Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, 
pois que em ti me confiou a Piedade divina 
hoje e sempre governa-me,  
rege-me, guarda-me e ilumina-me.  
Amen 

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