TÉCNICAS DEMONÍACAS DE CURA PELAS MÃOS

A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura pela medicina. A cura pela graça divina é atribuída a Jesus, o qual durante o Seu ministério curou muitos doentes e enviou os seus discípulos a continuar a Sua missão. Os Apóstolos e os discípulos de Jesus, fieis a esta missão, ao longo dos tempos, intercederam e invocaram o nome de Jesus afim de curar os doentes. Quanto à cura através da medicina, a Igreja nunca a excluiu, antes desde sempre recorreu aos meios naturais para cuidar dos doentes. O sinal mais óbvio é o grande número de hospitais católicos em Portugal e noutros países. A cura pela graça divina não exclui o recurso à medicina.

O Prof. João Carlos da Silva Dias no seu livro Mãos que curam, técnicas demoníacas de cura pelas mãos, Indugrafica, 2014, tem aprofundado muito este assunto e ele mesmo se tem dedicado ao ministério de cura e libertação. Ele coloca o Reiki entre as práticas demoníacas de cura pelas mãos, junto com a yogaterapia, o shiatsu, o jorrei, o passe espírita entre outros. Como reconhecê-las?

Ele enumera alguns elementos comuns que se descrevem em seguida. Coloco aqui uma afirmação que me parece muito importante porque muitas práticas curativas “energéticas” realizam-se através de massagens, o que parece uma coisa inocente, mas atrás disso esconde-se a acção maléfica de espíritos malignos.

A massoterapia energética engloba os mais diversos tipos de “massagens”, tanto de origem ocidental como oriental. O shiatsu, a acupressão, a reflexologia e a massagem ayurvédica são algumas das técnicas utilizadas na massoterapia energética. A massagem ayurvédica é uma massagem energética que está associada ao hinduísmo e ao ioga, muito utilizada na Índia e em muitos outros países. É feita com as mãos, os cotovelos e os pés, através de toques profundos, e tem por objectivo abrir os canais energéticos do corpo (nadis) a fim de possibilitar um fluxo sem obstáculos da energia vital. Contribui também para o reequilíbrio dos chakras, actuando nos sete chakras. Tem como objectivo restaurar o bem-estar físico, mental e espiritual e pode contribuir, segundo os seus terapeutas, para a cura de doenças.

Todas estas técnicas estão normalmente englobadas na categoria de massagens e não são tão “perigosas” como a yogaterapia e o reiki, porque não envolvem rituais de iniciação e de sintonização com espíritos-guias e energias ocultas. No entanto, o reiki e o yoga e outras práticas, já envolvem rituais de iniciação e de sintonização com os demónios e, por esse motivo, importa evitá-las. Além disso, como se baseiam nas energias, vão contra os princípios do cristianismo. Por isso devemos rejeitá-las. (cfr. p. 66)

1. Formas diferentes para canalizar a mesma energia (cfr. pp. 38-40)

Trata-se de formas diferentes de manipular a mesma energia, mesmo usando nomes diferentes para a identificar: ki, magnetismo, prana, fluido vital … A cura acontece quando a energia do terapeuta entra em contacto com a energia do paciente. O terapeuta até pode canalizar esta energia à distância.

Sobre este ponto, segue o seguinte comentário:
«É evidente que não há nenhuma doação energética do terapeuta para o paciente. Nem os terapeutas nem os doentes são baterias de energia. O que se passa é que sem a dita energia oculta não é possível realizar o tratamento dos pacientes. Alguns dizem que essa energia vem de deusas ou deuses e que pode ser complementada pelas energias dos espíritos-guias, dos anjos de luz, dos mestres espirituais, dos mestres elevados ou dos mestres de luz, que de acordo com a fé dos cristãos, não são mais do que demónios»

«Existem estudos científicos credíveis que põem em causa todas essas técnicas e, dizem mesmo, que nenhuma delas tem o poder da cura. A razão é muito simples: as pessoas que seguem os procedimentos sem evocarem a energia oculta, executam apenas um ritual e, portanto, não acontece cura nenhuma. Por outras palavras, não basta ter feito o curso e executar o ritual. Para haver curas é preciso “sintonizar-se” com um mestre, que são os demónios que enviam as ditas energias ocultas para o paciente. Sem a ligação com o oculto não pode haver curas. Em níveis mais elevados de ligação do terapeuta ao oculto verifica-se que os demónios transmitem-lhe conhecimentos ocultos, permitindo assim que, por exemplo, ele possa adivinhar, ler a mente, ter conhecimentos cio passado, ver espíritos passando pelas salas, etc…»

“Um aspecto prático muito importante: as pessoas que praticam apenas os procedimentos como um ritual não se cansam, o que não acontece com as que estão sintonizadas com os demónios, que se cansam e ficam normalmente com as mãos muito quentes no decurso da sessão, tendo até por vezes necessidade de as ir lavar».

Como veremos adiante, para os terapeutas se tornarem aqueles canais de energia em todas estas técnicas há rituais de iniciação através de um mestre. Estes rituais permitem ao aprendiz “sintonizar-se” com a energia vital universal tornando-o um canal condutor dessa energia. Muitos dos fundadores das técnicas estavam em meditação ou transe, quando foram “iluminados”. O transe é sempre demoníaco. (cfr. p. 40)

“Nem as Escrituras nem a tradição cristã falam do mundo natural com base na energia universal que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Além disso em todas essas práticas apela-se a seres angélicos ou a espíritos-guias que, na realidade são demónios, o que, desde logo, expõe o terapeuta e o paciente ao perigoso contacto com poderes malignos”.

2. Todas estão associadas à espiritualidade oriental (cfr. pp. 41-42)

“Todas estas técnicas estão associadas a espiritualidades orientais, que se baseiam na energia e em espiritualidades. Consideram que a doença é resultado do conflito entre a energia e a mente e, só será erradicada por meio de esforços mentais e espirituais. Muitas delas estão associadas ao hinduísmo, ao budismo, ao espiritismo, ao ocultismo e às teorias dos chakras (centros energéticos ocultos), das auras ou corpo astral (luzes ou perispírito para os espíritas), aos mantras (música de iluminação), entre outras. Nessas práticas, nomeadamente nas orientais, o que se pretende é a “iluminação”, ou seja o conhecimento de deus, que, como é evidente, não é o nosso Deus mas o demónio. O mesmo se passa, por exemplo, com os espíritas, os rosa cruzes e os mestres ascensos, etc.

As religiões orientais não aceitam um Deus pessoal, transcendente, criador e pessoa Divina, mas apenas um deus como uma energia divina impessoal, que é um com a natureza e o cosmos. São religiões incompatíveis com a espiritualidade cristã, porque são panteístas. Para eles “Deus é tudo, e tudo é Deus” e tudo o que existe está no interior desse deus-energia. Fora existe apenas o nada. Consideram que somos uma centelha divina que se perdeu até à matéria. Somos prisioneiros da matéria, mas lembramo-nos de alguma coisa do nosso passado mais remoto.

“Quando morrermos, o nosso corpo vai regressar à matéria divina, e o espírito vai à procura de outro corpo para continuar a sua evolução. É o que se designa por reencarnação. Além destas religiões orientais, o espiritismo, os rosa cruzes, os mestres ascensos, entre outros, também acreditam na reencarnação. Na teoria da reencarnação a lei do karma rege as reencarnações do espírito. Cada um, na encarnação seguinte, “paga” os desvios, as faltas cometidas na vida anterior. Se não for numa existência sê-lo-à na seguinte ou nas seguintes. O karma seria como que um “purgatório”. É uma lei presente no hinduismo, budismo e espiritismo.

Tudo o que se acabou de descrever nada tem a ver com o Cristianismo. Como sabemos, Jesus é a Ressurreição e a Vida e pela Sua Ressurreição destruiu a morte (1Cor 15,55-57). Nós católicos acreditamos que havemos de ressuscitar a exemplo de Cristo e para ressuscitarmos temos que participar da vida divina, unindo-nos a Cristo já na nossa vida terrena. A Bíblia não faz nenhuma referência ao “Livro dos Mortos”, mas refere que os nossos nomes estarão inscritos no Livro da Vida (Ap 20:12) se morrermos com Cristo.

“Por outro lado, se (as religiões orientais) afirmam que tudo é Deus, como explicar o pecado no mundo? Não há, porque o mal não existe! E o demónio? Esse é, para eles, uma centelha divina, tão divina como os anjos e todos nós. Por conseguinte, o pecado não existe nem faz sentido nestas religiões orientais e no ocultismo, porque para nós cristãos o pecado é uma ruptura da aliança de amor com Deus.
Como para essas religiões orientais Deus não é uma pessoa mas sim uma energia, consideram que não existe pecado, não existe o mal, tudo são avaliações subjetivas. Da mesma maneira pensam que não existe a Verdade, a Verdade de Jesus, a única Verdade (Jo 17:17). Para eles existe uma “verdade” dependente da etapa da evolução em que cada um se encontra na sua reencarnação. A cada um a sua verdade. E compreendemos assim como este discurso tem aceitação nos dias de hoje, em que o homem quer ser dono da sua vida e se afastou de Deus e dos seus mandamentos.

3. Todas têm um ritual de iniciação com um mestre (cfr. pp. 42-43)

Em todas estas práticas há rituais de iniciação através de um mestre, que permitem ao aprendiz “sintonizar-se” com a energia vital universal e adquirir conhecimentos superiores que o tornam num canal condutor dessa energia. Para a pessoa se iniciar na actividade tem de abrir os chakras (ou noutros casos como por exemplo no espiritismo, nos rosa cruzes, nos mestres ascensos, dizem ser introduzido num conhecimento superior). No caso das técnicas orientais dizem que esse poder entra nos praticantes pelo sétimo chakra, o da coroa, e através de uma experiência de “iluminação”. Abertos os chakras a pessoa perde o poder de decisão. Isso dá uma grande paz, mas é uma paz fictícia e aparente. O demónio só dá a paz a essas pessoas porque elas passam a trabalhar para ele condenando almas.

Na iniciação dizem que apenas se leva “luz” (não de Deus) a determinados pontos da consciência. Nos níveis superiores de todas estas técnicas assume-se que se podem fazer curas à distância, sem contacto físico.

É evidente que não há nenhuma doação energética do terapeuta para o paciente. Nem os terapeutas nem os doentes são baterias de energia. O que se passa é que sem a dita energia oculta não é possível realizar o tratamento dos pacientes. Alguns dizem que essa energia vem de deusas ou deuses e que pode ser complementada pelas energias dos espíritos-guias, dos anjos de luz, dos mestres espirituais, dos mestres elevados ou dos mestres de luz, que de acordo com a fé dos cristãos, não são mais do que demónios.
Usam geralmente aromatização do ambiente, com incenso ou essências (desde que o paciente não seja alérgico) e também música ou sons relaxantes (mantras, músicas ditas de relaxamento, que por vezes contêm mensagens subliminares, não audíveis pelo ouvido humano do paciente). Consideram que os incensos através da sua queima libertam energias. Muitas vezes as velas e incenso são rezados, e por isso estão consagrados aos demónios.
Assim como um sacerdote católico após a celebração da Missa faz um ritual de agradecimento, no final de um tratamento com estas técnicas demoníacas de cura pelas mãos e afins, eles também fazem sempre um ritual (que é diferente consoante a técnica), agradecendo por terem sido um canal da energia universal ou da luz divina (que não é, como sabemos, nem a Santíssima Trindade nem Jesus, que é a nossa única Luz).

Alguns conceitos e instrumentos utilizados
por estas técnicas demoníacas de cura pelas mãos (Cf. p. 44)

Alguns conceitos são complexos e daí não ser fácil explicá-los sumária e objectivamente neste lugar. Mas o que é mais importante é compreender o essencial: no fundo, são todos conceitos e instrumentos utilizados pelos agentes de Satanás nas técnicas demoníacas de cura pelas mãos e afins.

Para os hindus e budistas os chakras, centros energéticos ocultos, são os centros captadores, armazenadores e distribuidores de energia vital do nosso corpo. Segundo os hindus e budistas existem milhares de centros energéticos distribuídos pelo corpo, os quais são interligados por canais energéticos chamados nadis (hindus) ou meridianos (budistas).Os hindus e budistas consideram que ao ter os chakras abertos atinge-se a “iluminação” e por isso basta darem à pessoa uma ou duas iniciações suplementares e a pessoa torna-se um perfeito mágico. Essas pessoas são os ditos sensitivos (gurus, mágicos ou ocultistas), sentem que alguém os guia (designados por espíritos-guias, mestres espirituais, mestres-elevados, mestres de luz, etc., os seus guias espirituais) e lhes dá poder. Acabam pois por trabalhar com espíritos demoníacos que regem os diferentes níveis de energia e de “iluminação”. Esses espíritos malignos chegam a manifestar-se neles através de visões, de vozes que os interpelam e falam, entre outras. Muitas vezes essas pessoas têm alucinações, tremores, tonturas, dificuldades respiratórias e cardíacas, e outras sintomatologias próximas da esquizofrenia.

Para a doutrina espírita os chakras são denominados os “centros de força” do perispírito ou “poros perispíriticos”, termo usado por Alan Kardec, fundador do espiritismo. Mas o que interessa reter é que no espiritismo usam este conceito de “centros de força” e fazem depois o passe espírita, que é uma técnica de cura demoníaca pelas mãos.

A situação no espiritismo é semelhante ao descrito atrás para os hindus e budistas: à medida que vai avançando o espírita vai entrando em contacto com diferentes espíritos demoníacos (os espíritas chamam-lhes de desencarnados), que os guiam e lhes dão poder.

A aura, o corpo astral e o perispírito. (cf. p. 46)
A aura ou corpo astral dos hindus e budistas corresponde ao perispírito dos espíritas. Nomes diferentes mas que se referem no fundo ao mesmo conceito. Para os hindus e budistas a aura ou corpo astral é um campo energético que circunda o corpo, protegendo-o como um invólucro de luz, que pode ir de poucos centímetros do corpo físico até alguns quilómetros em seres muito iluminados. De acordo com o espiritismo o ser humano é composto por três corpos: o corpo físico (que se separa na morte), o corpo energético (ou perispírito) e o corpo espiritual. Além da sua extensão, a cor da aura/perispírito é determinante para se conhecer o estado emocional e de saúde de uma pessoa (e é aí que surge a cromoterapia da Nova Era). Muitas das técnicas demoníacas de cura pelas mãos e afins agem nos chakras/centros de força e na aura/perispírito.

O pêndulo. (cf. p. 47)
Utilizado no hinduísmo, budismo e espiritismo, é um objecto mágico suspenso de um fio que oscila de um lado para o outro dando respostas. Segundo os terapeutas das técnicas demoníacas de cura pelas mãos, o pêndulo é um amplificador daquela energia oculta que permite captar a denominada energia vital. Se um pêndulo desses for colocado nas nossas mãos para medirmos essa energia oculta nada acontece. Ele só actua nas mãos das pessoas com os chakras/centros de força abertos e sintonizadas com demónios porque ele capta a energia oculta.

Os mantras. (cf. p. 48)
Para os hindus e budistas os mantras ou sons de “iluminação” são sílabas e sons que possuem poder em e por si mesmos, que resultam de uma meditação de um iogui e que são fruto de uma emanação do seu espírito inconsciente ou de uma inspiração comunicada directamente pelo cosmos. Um mantra é uma série de sílabas místicas que invocam a energia de um buda ou divindade.
Há vários tipos de mantras mas podem ser classificados em dois grandes grupos: mantras para desenvolvimento espiritual ou para os chakras e para ajudar a desenvolver a inteligência e sabedoria oculta; e mantras de cura, que evocam budas e outras divindades da medicina (demónios) que ajudam a superar os problemas de saúde e auxiliam no tratamento de doenças graves. Daí que nas técnicas demoníacas de cura pelas mãos, como por exemplo na iogaterapia mandem muitas vezes os pacientes ouvirem os discos com os mantras e tê-los em casa, no carro, no serviço, etc. a tocar. O mantra não é uma oração mas tem o poder de chamar as energias/as divindades (os demónios).

Conclusão: superstição e ocultismo
Ao longo dos anos têm aparecido novas técnicas de cura pelas mãos e afins e conforme o descrito todas se regem por princípios gerais comuns. A sua divulgação englobada na literatura da Nova Era sobre essas técnicas, está repleta de referências a Deus, ao “poder de cura divina” e à “mente divina”. A energia vital é descrita como sendo dirigida por Deus, a “Inteligência Maior”, ou a “Consciência Divina”. Mas atenção, essas energias e esse poder que vendem não vêm de Deus, do nosso Deus. Muita dessa visão do mundo tem as suas origens nas religiões orientais em que não existem distinções entre o mundo, o eu e o deus divindade. Ao entrar nestas áreas, um católico está de imediato a cair no domínio da superstição e do ocultismo.

A primeira coisa que ressalta em muitos dos livros e folhetos que se dedicam a estas técnicas é associá-las a Jesus, por vezes a santos e a anjos e, ao mesmo tempo, a Buda, a outros mortais e a divindades (deuses e deusas pagãos). Desse modo iludem as pessoas, fazendo-lhes crer que as mãos são uma manifestação divina que Deus deu a todos nós para a cura de doenças e que cada um de nós pode curar os outros e autocurar-se. Apresentam Jesus como um grande ícone da cura através das mãos. Mas ao mesmo tempo dizem: “Jesus, considerado o Filho de Deus…”, pondo desse modo em causa a Sua divindade.*

* João Carlos da Silva Dias, Mãos que curam, técnicas demoníacas de cura pelas mãos, cfr. pp. 35-50

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