Um cristão pode praticar o Reiki?

O Reiki consiste em manipular ou canalizar uma “energia espiritual” chamada “ki” (chi, na China; prana, na Índia) afim de curar as pessoas. Apresenta-se como uma terapia alternativa, o que atrai e engana muitas gente.
O Reiki não pode ser considerada uma forma de terapia alternativa porque não tem fundamento cientifico. De facto, os adeptos do Reiki devem ser iniciados através de rituais de “harmonização” ou “sintonização”. A existência desses “rituais” demonstra que não se trata de uma terapia natural, mas sim “religiosa”. Os praticantes do Reiki utilizam a palavra «energia». Na linguagem cientifica a “energia” é algo que pode ser medida e convertida de uma forma para outra, por exemplo a energia solar pode ser convertida em energia eléctrica. As “energias” do Reiki, não podes ser manipuladas livremente, é necessário “sintonizar-se” com “entidades espirituais” através rituais e símbolos, o que foge a qualquer avaliação cientifica. Neste sentido, “as energias” do Reiki não têm algum fundamento cientifico.
Se o Reiki fosse de verdade uma terapia natural que a medicina ocidental ainda não conhece, poderia ser provada cientificamente e, portanto, ser praticada livremente se nenhum problema de ordem moral. Mas isto não se tem estabelecido entre os praticantes do Reiki. Eles não falam do “ki” como algo de físico, de natural, mas de espiritual, isto é, seria uma “energia espiritual” que foge a qualquer avaliação cientifica.
Para um cristão utilizar rituais e símbolos religiosos para “sintonizar-se” com entidades superiores que não sejam o Deus-Trindade, é pecado de idolatria contra o primeiro mandamento. A Sagrada escritura fala da oração e de rituais, mas em nenhum lugar ensina a canalizar “energias” tal como pretende o Reiki. A Igreja Católica tem os sacramentos e os sacramentais; tem a oração de cura e libertação e não precisa, de forma nenhuma, recorrer a rituais e práticas espirituais que lhe são alheias.
O Catecismo da Igreja Católica diz que a idolatria é a recusa do senhorio único de Deus: «Consiste em honrar e reverenciar uma criatura em lugar do Criador, em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, quer que se trate de deuses ou demónios» (n. 2113).
Como cristãos, estamos comprometidos a não buscar outra fonte espiritual fora do Deus Trino e Uno. A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura através dos médicos e dos medicamentos. Se acreditarmos em Jesus Cristo e no Seu verdadeiro poder de cura, ao qual podemos ter acesso através dos sacramentos, dos sacramentais e da oração; e dos cuidados médicos e dos medicamentos, não precisamos de outros recursos.

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