A prática do ocultismo é idolatria

Jesus Cristo é o único Salvador.
É São Pedro que o afirma e o deixa bem claro: «Em nenhum outro há salvação. Não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos» (At 4,12). Explica que a salvação eterna foi conquistada «não por bens perecíveis, como prata e ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imolado» (1Pd 1,18). O autora da Carta aos Romanos afirma: «se confessares com a tua boca: Jesus é o Senhor, e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. É que acreditar de coração leva a obter a justiça, e confessar com a boca leva a obter a salvação» (Rom 10,9-10)

A Nova Era está em aberto contraste com a doutrina católica. Seus seguidores recorrem a “bruxos”, “magos” e outros “iluminados …”, que seriam os seres mais evoluídos, dotados de poderes especiais, paranormais e buscam salvação em tudo o que é abominável a Deus: adivinhação, astrologia, agouros, fetichismo, magia, espiritismo e todo o género de superstição.  Sobre este ponto o ensinamento da Sagrada Escritura é claro: «Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te há-de dar, não imites as abominações daquelas gentes. Ninguém no teu meio faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha; ou se dê a encantamentos, aos augúrios, à adivinhação, à magia, ao fetichismo, ao espiritismo, aos sortilégios, à evocação dos mortos, porque o Senhor abomina todos os que fazem tais coisas. Por causa dessas abominações é que o Senhor, teu Deus, desaloja da tua frente essas gentes. Entrega-te inteiramente ao Senhor, teu Deus! De facto, essas gentes que tu vais desalojar acreditam em agoureiros e adivinhos, mas a ti o Senhor, teu Deus, não o permite» (Dt 18,10-13).

A essa lista do Deuteronômio, podemos acrescentar uma série de outras práticas supersticiosas e esotéricas que negam a salvação pela morte e ressurreição de Jesus: horóscopos, necromancia (consulta dos mortos), quiromancia (leitura das mãos), búzios, pirâmide, cristais, tarô, numerologia, crença em gnomos, extraterrestres, benzimentos, amuletos, talismãs, figas, ferraduras, pêndulos … 

A Bíblia adverte severamente que tais práticas produzem uma perigosa “contaminação” espiritual: “Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles” (Lv 19,31). E ainda: “Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem (…)“ (Lv 20,6).

Tudo isto nega a fé cristã, ofende a Deus, é culto idiolátrico, pecado contra o primeiro mandamento. O cristão que faz uso dessas práticas trai a sua fé, abandona Jesus Cristo, despreza a Sua Santa Cruz, as Suas Santas Chagas, o Seu Preciosíssimo Sangue derramado para a nossa salvação.  Nega os méritos infinitos de Cristo e o Amor infinito de Deus. Quem pratica o ocultismo, volta as costas a Deus e fica a mercê do demónio. O apostolo São Paulo alertava os Coríntios: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demónios e não a Deus. Não quero que tenhais comunhão com os demónios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demónios” (1Cor 10,20-22).

O Catecismo da Igreja Católica afirma:

2111. «A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afectar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesmas legitimas e necessárias» (CIC 2111).

  1. Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (Dt 18,10; Jr 29,8). A consulta do horóscopo, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos “médiuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.
  1. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demónios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.

São Tomás de Aquino, em sua obra sobre o Credo, (Ed. Loyola, 1994, p. 26) afirma que o demónio quer ser adorado como Deus, por isso se esconde atrás dos ídolos afim de receber o culto a eles prestado. Eis as suas palavras: «A quarta razão pela qual os homens são levados a acreditar na existência de muitos deuses é a malícia do diabo. Este, desde o início quis ser igual a Deus: “Colocarei meu trono no Aquilão subirei até aos céus e serei semelhante a Deus” (Is 14,13). Até hoje ele não revogou a sua vontade. Por isso, esforça-se o mais possível para que os homens o adorem e lhe ofereçam sacrifícios. Não lhe satisfaz o ofertório de um cão ou de um gato, mas deleita-se quando lhe é prestado o culto devido a Deus. Para que fossem adorados como deuses, os demónios entraram nos ídolos e por meio destes davam respostas. Lê-se na Escritura: Todos os deuses dos povos são demónios (Sl 95,5)».  

Jesus Cristo é o único Salvador. Ele não é apenas um Salvador a mais, ao lado outros tantos: Budas, Zaratusstra, Lao-Tsé, Confúcio, Maomé, etc… não, Ele é o único que provou ser DeusOs outros fundadores de seitas e religiões não são deuses, são simples seres humanos e, como tais, precisam da salvação que vem de Jesus Cristo. Jesus Cristo é o único Salvador da humanidade, não por causa da sua grande personalidade humana, nem pela profundidade da sua mensagem, mas sim porque SÓ ELE  É O FILHO DE DEUS FEITO HOMEM. Isto nenhum outro homem pode reivindicar para si. Jesus é o próprio Deus encarnado, feito homem para sempre, sem deixar de ser Deus.

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