Deus surpreende-nos pela alegria

2 de Janeiro de 2014 0 Por Pe Leo Orlando

O mundo surpreende-nos pela tristeza

O mundo surpreender-nos pela tristeza: acidentes, assassínios, conflitos, violência e destruição. As pessoas dizem: «Não viste aquilo, não ouviste aquela.., não é terrível.., não é inacreditável?». Desta forma, o poder das trevas continua a surpreender-nos com a tristeza humana.

Surpreendidos pela tristeza, ficamos paralisados, por isso optamos para “sobreviver” no meio dum mar de tristezas. Sentimo-nos como vítimas dum naufrágio que procuram ansiosamente uma tábua de salvação. O mal do mundo aparece-nos como uma fatalidade sem remédio e, pouco a pouco, acabamos por aceitar resignados o papel de vítimas pelas cruéis circunstâncias da vida.

Deus surpreende-nos pela alegria

Deus surpreende-nos pela alegria: a alegria do Magnificat, do Benedictus e do “Nunca dimittis“. A alegria dos anjos e dos pastores na gruta de Belém. A alegria surpreendente dos conchos que andam, dos cegos recuperam a visão, dos mudos que falam. A alegria transbordante da Ressurreição do Senhor. A alegria da Efusão poderosa do Espírito Santo no dia de Pentecostes. A alegria dos apóstolos que proclamam a Boa Nova do Reino de Deus e Jesus confirma o anúncio com milagres e prodígios.

O grande desafio da fé é deixarmo-nos surpreender pela alegria. Recordo-me duma vez em que estava sentado à mesa de jantar com alguns amigos a discutir sobre a depressão económica do país. Continuávamos a amontoar estatísticas que nos convenciam cada vez mais de que as coisas não podiam senão piorar. Então, de repente, o filho de quatro anos dum dos meus amigos abriu a porta, correu para o pai e disse-lhe: «Olha, pai! Olha! Encontrei um gatinho no jardim… Olha. Não é giro?». E, enquanto mostrava o gatinho ao pai, o menino acariciava-o com as mãos e apertava-o contra a face. Tudo mudou de repente. O miúdo e o gatinho tornaram-se o centro das atenções. Houve sorrisos, carícias e muitas palavras de ternura. Enfim, fomos surpreendidos pela alegria!

Deus fez-Se um menino no meio dum mundo violento. Seremos nós surpreendidos pela alegria ou continuamos a dizer: «Sim, é bonito e terno, mas a realidade é diferente»? E que tal se a criança nos revelasse aquilo que, efetivamente, é a realidade?