Expulsai os demónios

Jesus expulsava os demónios

Jesus tinha poder de expulsar os demónios e exerceu-o muitas vezes. «Na sinagoga encontrava-se um homem com um espírito maligno, que começou a gritar: «Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando um grande grito» (Mc. 1, 23-27).  Os demónios conheciam bem Jesus, sabiam quem Ele era e não suportavam a Sua presença, porque Ele veio ao mundo para os arruinar e destruir o seu reino.

Jesus enviou os seus discípulos

Jesus conferiu aos seus discípulos o poder de expulsar os demónios. «Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar. Chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos malignos… «Eles partiram e pregavam o arrependimento, expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos» (Mc. 6, 6-13). Muitas passagens do Novo Testamento apresentam-nos os apóstolos e os discípulos do Mestre a expulsar os demónios.

O Ministério de exorcista na Igreja

Hoje, assistimos ao mesmo fenómeno da possessão diabólica. O poder que Jesus conferiu à Igreja de expulsar os demónios continua presente. Em muitos países, os bispos estão a instituir por toda a parte o Ministério do Exorcista. Em Portugal, infelizmente – com muita mágoa o digo – esse ministério é quase desconhecido entre o clero.

Novo ritual dos exorcismos

Os bispos editaram o Ritual Romano para uso dos exorcistas, mas há poucos padres que o utilizam. Pelo contrário está a ser utilizado por grupos de leigos que, vendo as portas de acesso aos exorcistas fechadas, procuram libertar os irmãos e as irmãs atingidos por esse flagelo.

  • Tendo presente o que diz o capítulo dez de Lucas, também os discípulos – os leigos – e não só os apóstolos – hoje os bispos e os padres – expulsavam os demónios.

É claro que é preciso ter muita cautela no exercício deste ministério. Uma pessoa que não vive na graça de Deus, que não tem uma fé sólida, não se deve aventurar a dar uma ordem aos demónios para deixarem aquele que estiver possesso. O demónio pode voltar-se contra ela, como está escrito nos Actos dos Apóstolos:

«Alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que estavam possuídos de espíritos malignos, dizendo: «Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo anuncia». Mas o espírito maligno replicou-lhes: «Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?» E atirando-se a eles o homem que estava possuído do espírito maligno, apoderou-se de uns e de outros e tratou-os tão violentamente, que tiveram de fugir daquela casa, nus e cobertos de contusões» (Act. 19, 13-16).

Quem quer exercer este ministério de libertação deve ser uma pessoa de oração e penitência. Porque «Esta casta de espíritos pode ser expulsa à força de oração e jejum» (Mc. 9, 29).

O Pe. Alfredo Neres afirma: A partir da minha prática deste ministério, devo dizer que tenho encontrado de tudo. Houve pessoas possessas que bastou um exorcismo e ficaram imediatamente livres. Outras pessoas, foi preciso repetir diversas vezes o exorcismo, rezar e jejuar para que o demónio as deixasse. Mas uma vez que se começa o exorcismo sobre uma pessoa é preciso não desistir até que o demónio ceda. O diabo é muito manhoso. Às vezes procura desiludir o exorcista, para que desista.

Libertação dos malefícios.

Hoje, em Portugal, está a multiplicar-se o fenómeno de pessoas atingidas por malefícios diabólicos. Essas pessoas não estão possessas pelo demónio, mas sofrem horrivelmente devido aos malefícios que outras pessoas lhes fizeram.

Estes malefícios detectam-se, normalmente, quando uma pessoa está a sofrer e, depois de ter feito toda a espécie de exames médicos, não se descobre nenhuma doença. Nestes casos, costumo fazer uma oração de libertação dando uma ordem directa, em nome de Jesus, para que esses malefícios se afastem da pessoa.

Para maior glória de Deus, essas pessoas ficam livres dos males que as afligiam, passando-lhes de imediato todas as dores e moléstias. O ministério da oração de libertação dos malefícios está muito ligado ao exorcismo.

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