Archive for the ‘Sementes de vida’ Category

O melhor jejum

Domingo, Outubro 8th, 2017

Jejuar para viver com mais amor
15 conselhos de Papa Francisco

1. Sorrir, um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que ele possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.

O MELHOR JEJUM

• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.
• Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.

Auto-imagem

Domingo, Outubro 8th, 2017

Cada um actua a partir da sua auto-imagem.
Precisamos de ter um justo amor para nós mesmos,
isto é saber aceitar-se nas limitações
e apreciar-se pelas as nossas capacidades.

Acima de tudo confiar em Deu
porque Ele noa ama e deseja a nossa felicidade,
não só depois da nossa morte,
mas também durante a nossa vida terrena,
nas mais diversas circunstâncias.

Ter uma visão positiva da nossa pessoa
é a condição necessária para podermos amar os outros.
Em termos psicológicos chama-se auto-imagem.
Cada pessoa actua conforme a sua auto-imagem.
Quem tem uma auto-imagem positiva
actua livremente sem medos.
Quem tem uma auto-imagem negativa
fica sempre condicionado ou bloqueado,
a Sua liberdade de ação fica sempre diminuída.
Que não se ama, não amará ninguém.

Pôr isso, cada um deve interrogar-se: como é que eu me vejo?
Estou contente de mim mesmo, das minhas capacidades?
Tenho uma auto-imergem positiva?
Actuo com liberdade?
Consigo aceitar-me nas minhas limitações e defeitos?

Estou consciente de que a minha vida
é um bem precioso para mim e para os outros?

Se tiver uma imagem negativa, se estiver insatisfeito com a vida,
se não me aceitar positivamente, não conseguirei ser feliz,
continuarei a lamente-me e dar a culpa aos outros,
penso que são eles que devem mudar
e não me percebo que sou eu que preciso de mudar
a minha auto-imagem.

Se eu não mudar, sou eu que continuo a sofrer,
sou eu quem está doente!

Se guardar mágoas em meu coração,
se não perdoar, sou eu quem sofre, sou eu que devo mudar.
Se não cuidar, posso adoecer, mesmo fisicamente.

Pureza

Sábado, Outubro 7th, 2017

Jesus disse: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”. (Mt 5,8) A pureza de coração está ligada a uma bem-aventurança: reconhecer a presença de Deus. Se queremos ver a Deus no Céu, devemos cultivar a virtude da pureza nesta terra.

S. Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, dizia: «Fugi da impureza… quem se entrega à impureza, peca contra o seu próprio corpo. Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, porque o recebestes de Deus, e que vós já não vos pertenceis? 20Fostes comprados por um alto preço! Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo» (1Cor, 6, 18-20)

Um olhar puro
Com os olhos do nosso corpo podemos observar podemos distinguir entre a luz e as trevas, entre branco e preto, entre belo ou feio; a mesma coisa acontece com os olhos da alma. Um olhar límpido e puro consegue distinguir a presença de Deus.

Muito pelo contrário, os cegos não conseguem ver Deus, mas nem por isso a luz deixa de existir. A mesma coisa acontece na nossa alma. Quando nela entra a impureza, os olhos da alma são velados pelos pecados e pelos vícios, não conseguem ver bem.

Por isso, pedimos a Deus que nos liberte de toda a obscuridade e que tenhamos um olhar límpido para reconhecer a Sua presença.

Um coração livre, capaz de amar
A sociedade materialista, com a decadência da vida moral, acabou por cegar a almas. Assim, toleramos à impureza como se fosse uma coisa boa e, assim, vivemos escravos do pecado e atormentadas pelas paixões da carne.
Se queremos ter um coração puro, livre, capaz de amar, devemos cultivar virtude da pureza. Isto é, temos de dominar os desejos desordenados. Só uma coração livre dos apegos terrenos tem a capacidade de amar que leva a verdadeira felicidade.

O Combate do cristão
Com o Baptismo renascemos pela Água e pelo Espírito Santo. Livres da escravidão do pecado, entramos na vida nova da graça; mas não perdemos a liberdade, por isso, a luta contra a concupiscência da carne e os desejos desordenados continua durante toda a vida.
A pureza é a virtude interior que nos liberta dos desejos desordenados e nos ajuda a amar com um coração recto e sincero, fruto de uma luta constante contra o pecado. A pureza é uma pérola preciosa pela qual vale a pena lutar, com ela seremos capazes de ver a Deus.

Sejas puro no teu olhar – A custódia dos sentidos
O erotismo difuso, espetáculos mundanos e indecentes, livros, jornais, internet, conversas, alimentam a curiosidade mórbida da impureza e cegam a alma. A igreja desde sempre ensina a custodiar os sentidos, particularmente o olhar.

Os olhos são as janelas da alma. Se o nosso olhar é puro, a alma permanece na paz. A pureza exige uma disciplina constante do olhar, exterior e interior. Isto é, uma vigilância continua no olhar, nos pensamentos e na imaginação, que é chamada “custódia dos sentidos”. É um olhar puro, iluminado pela verdade, que nos ajuda a rejeitar o mal e escolher o bem: a rejeitar a imoralidade (desordem moral) e escolher uma vida ordenada, recta, justa, de acordo com consciência moral. Quando o olhar é puro, a alma é luminosa, a paz reina no coração. Se for impuro caímos na escuridão, perdemos a paz interior e o coração fica atormentado.

Semeadura e colheita

Sábado, Outubro 7th, 2017

O Apóstolo São Paulo, na Cartas aos Gálatas 6, 7-9 escreveu:
“…aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (v.7)

Naquele momento, eu parecia suficientemente inocente,
pois tinha acabado de chegar da escola,
e dissera para minha mãe que iria à casa de um amigo jogar futebol.
Ela insistiu para que eu ficasse em casa e fizesse meus deveres escolares.
Mas eu, em vez disso, saí pela porta do fundo
sem ela me ver e passei as duas horas jogando no quintal de meu amigo.
Na última jogada, no entanto,
me derrubaram e quebrei o meu dente da frente.
Quase enlouqueci de dor,
mas o pior foi contar aos meus pais o que tinha ocorrido.

Desobedeci e aquela desobediência custou-me
uma jornada de 10 anos com problemas dentários e dores,
com implicações que continuam até hoje.
Há erros pelos quais pagamos as consequências para sempre …
dizia um certo jogador de futebol.

Há séculos, o Apóstolo São Paulo disse a mesma coisa,
escrevendo a lei universal da semeadura e da colheita.
Ele disse: “…aquilo que o homem semear recolherá (Gálatas 6, 7).
Nossas escolhas muitas vezes têm o alcance e impacto que nunca imaginamos.
As palavras do apóstolo nos lembram de fazer escolhas sábias.

Jesus disse: “a árvore boa produz bons frutos,
a árvore má produz maus frutos.
A árvore que não produz frutos bons é cortada e lançada ao fogo,
é pelos frutos que se os reconhecereis” (Mt 7,17-20)

Deus é bom, Ele fez tudo para o nosso bem e nos deu bons conselhos;
Jesus deixou-nos o Seu exemplo e nos ensinou a amar e perdoar
como Ele ama e perdoa.

Temos que renunciar ao mal e escolher o bem.
Se semeamos o bem, recolheremos bons frutos.
Se semearmos o mal, recolheremos frutos maus.

Às consequências negativas das nossas escolhas
não são castigos de Deus,
mas o resultado da nossa maneira de viver.
Deus quer a nossa felicidade,
por isso Ele nos aconselha a renunciar ao mal e a fazer o bem sempre.
Estreito é caminho que leva à vida,
largo e espaçoso o cominho que leva à perdição.

As escolhas que fazemos hoje
produzem consequências que colheremos amanhã.
É bem melhor evitar o pecado no início
do que lutar para superar as suas tristes consequências.

Que a nossa oração seja:
“Senhor, precisamos da Tua sabedoria
para nos ajudar a fazermos boas escolhas,
e do Teu perdão quando fizermos más escolhas.”

Uma boa razão para fazer a coisa certa hoje
e amanhã colheremos bons frutos.

Os outros

Sábado, Outubro 7th, 2017

Os outros nem sempre suscitam sentimentos bons
contudo a nossa vida depende dos outros
e não podemos viver e actuar sem eles.

Pense no seguite …

Seu *NASCIMENTO* foi através de *Outros*;
Seus primeiros BANHOS foram dados por *Outros*;
Seu *NOME* foi dado por *Outros*;
Você foi *EDUCADO* por  *Outros*;
A sua *RENDA*, ainda que indiretamente, vem por meio de *Outros*;
Se você quer se *DIVERTIR*, ou faz uma viagem, vai a um show, cinema, teatro, restaurante, estádio, são os *Outros* que te servirão;
Quando você *ADOECE* é cuidado por *Outros*;
O *RESPEITO* a si é dado por *Outros*;
Seu *ÚLTIMO BANHO* será dado por *Outros*;
O seu *FUNERAL* será realizado por *Outros*;
E os *PERTENCES e  PROPRIEDADES* serão herdados por *Outros*.

Então, questiono-me por que motivo alguns
de nós deixamos o nosso *EGO*, nosso *TEMPO*,
nossa *CARREIRA*, nosso *DINHEIRO* e nossas *CRENÇAS*
nos levarem a menosprezar  o valor dos *OUTROS* na nossa vida,
sendo que, na verdade, os nossos feitos envolvem tanto os *Outros*.

É hora de todos nós simplificarmos,
reajustarmos e modificarmos nossa percepção da Vida e sobre a Vida,
a fim de nos tornarmos mais amorosos,
mais humildes e vivermos pacificamente com os *OUTROS*;
porque nesta vida precisamos *uns dos outros* em todo o tempo.

*Tenhamos gratidão com o próximo!*
Cada um de nós é O OUTRO DO OUTRO.
Vamos cuidar uns dos outros!

Lembre-se:
*Em tudo, eu e você precisamos UM DO OUTRO!!*

Girassois

Sábado, Outubro 7th, 2017

Os Girassóis. Sim, vamos falar da natureza dos girassóis.
Como sabemos são flores que se voltam sempre para o sol,
com outras palavras, eles “perseguem a luz”.
Provavelmente todos sabemos isso,
mas talvez nem todos sabem o que vem a seguir.

Vamos portanto fazer uma perguntinha:
E nos dias nublados e chuvosos,
quando o sol fica totalmente encoberto pelas nuvens,
o que acontece com os girassóis?

Interessante essa pergunta, não é?
Eu pensava que quando o o sol faltar
os girassóis ficassem olhando para baixo.
Mas fiquei espantado quando cheguei a saber
que a minha resposta estava errada!
Quando faltar o sol, os girassóis não se viram para baixo,
mas se voltam umas para as outras
para dividirem entre si as suas energias.

Eu fiquei impressionado com a perfeição da natureza,
por isso levei essa reflexão para a nossa vida.

Todos nós queremos essa luz,
buscamos essa luz de diversas maneiras:
na oração, na família, nos amigos, no trabalho …
Mas o que acontecem nos dias nublados,
nos dias de tristeza, quando não podemos fugir deles?
Nessa hora, infelizmente ficam fechados, de cabeça baixa
ou até deprimidos.

A natureza tem algo a nos ensinar!
O que fazem os lindos girassóis?
Aprendemos essa lição!
Nas horas da dor, do desespero, da angústia,
porque não olhar para dentro de si mesmo com total sinceridade
e saber que lá dentro também existe uma luz,
uma luz que pode ser compartilhada com quem amamos?

Sentimentos difíceis e dolorosos
reprimidos podem, mais cedo ou mais tarde, transformar-se numa doença,
por isso, antes que uma doença, porque não se abrir para os outros?
Não torne as coisas mais difíceis! Olhe para os girassóis!
Quando o sol faltar, Eles não dizem: “O sol escondeu-se, eu vou ficar triste, de cabeça baixa, esperando que ele volte…”. Nada disso!
É mesmo nessa hora que eles acionam sua luz interior
e compartilham com os outros…

Portanto! Aprecie o encanto e a beleza perfeita da natureza,
que com simplicidade, nos dá uma verdadeira lição
de como viver melhor e com mais harmonia.

Vaso rachado

Sexta-feira, Outubro 6th, 2017

Não somos perfeitos, somos como um vaso rachado.

Uma velha chinesa carregava nas costas dois grandes vasos,
cada um suspenso na extremidade de uma vara.
Um vaso era rachado e outro era perfeito.
Todos os dias ela ia ao rio buscar água,
e ao fim da longa caminhada do rio até a casa
o vaso perfeito chegava sempre cheio de água,
enquanto o vaso rachado chegava meio vazio.

Naturalmente o vaso perfeito tinha muito orgulho
do seu próprio resultado
e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito,
de conseguir só fazer a metade daquilo que deveria fazer.

Ao fim de dois anos, o vaso rachado constatava
a sua própria e amarga derrota e,
durante o caminho para o rio e disse à velha:
– Tenho vergonha de mim mesmo,
porque esta rachadura que tenho
faz-me perder metade da água até a sua casa…*

A velha sorriu:*
– “Reparaste que lindas flores há no caminho, somente no teu lado?”
Desde sempre soube do teu defeito e, por isso,
plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado.
Todos os dias, enquanto voltavamos do rio, tu regavas
Foi assim que durante estes dois anos,
pude apanhar belas flores para enfeitar
a mesa e alegrar o meu jantar.
Se tu não fosses como és, rachado,
não teria tido aquelas maravilhas flores em minha casa.”

Cada um de nós tem seu próprio defeito,
mas é o defeito que cada um tem,
que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é, e descobrir o que há de bom nele!

Ame-se a si próprio e às outras as pessoas com seus defeitos,
e ore para que esses defeitos sejam transformado em Benefício…

Obrigado

Sexta-feira, Outubro 6th, 2017

Nas cartas De Sao Paulo encontramos duas citações
que nos convidam a dizer obrigado a Deus
em todas as circunstancias.
– «dizei obrigado por tudo, porque é isso que Deus quer para vós em Jesus Cristo» (1Tess 5,18);
– «todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus» (Rom 8,28).

– dar graças em todas as circunstâncias significa agradecer sempre.
Contudo a expressão «dar graças» tem um sabor litúrgica,
por isso preferimos a expressão «dizer obrigado, agradecer»
que é mais próxima da nossa linguagem quotidiana.

Agradecer:
– é isso que Deus espera De nós.
– porque Deus faz tudo para o nosso bem.

Agradecer a Deus é a oração da confiança.
Quem agradece confia em Deus.
Tudo recebe Dele, da Sua infinita generosidade.
São Paulo dizia que agradecer é o que Deus deseja,
pois Ele actua sempre para o nosso bem.

Devemos reconhecer que nem sempre
ou poucas vezes nos lembramos de agradecer ao Senhor.
E se lhe agradecemos, nem em muitas circunstancias,
tão pouco, em todas as circunstancias.

Por exemplo, não estamos habituados
a dizer-lhe obrigado pelas humilhações,
pelas agressões, decepções,
isto é pelas coisas aparentemente más
que acontecem na nossa vida.
É nesses momentos que aprendemos a enfrentar as dificuldades,
a perseverar no caminho do bem, a conhecer as nossa fraquezas,
a ter paciência e perdoar.

É nas dificuldades que crescemos
e nos tornamos mais humanos.
Sem elas, podemos cair na mediocridade,
na rotina, e até corremos o risco
de nos habituar a viver em pecado.

Esquecemos, com muita facilidade,
que Deus actua para o nosso bem sempre,
mesmo nas contrariedades.

As perdas

Sexta-feira, Outubro 6th, 2017

A palavra «perda» exprime bem a dor.
De facto as perdas fazem parte da nossa via.
Quando nascemos, perdemos a segurança do ventre materno;
quando fomos para a escola, perdemos a segurança da vida familiar;
quando arranjámos o trabalho, perdemos a liberdade da juventude;
quando casámos ou fomos ordenados, perdemos a alegria de optar;
por fim, quando envelhecemos, perdemos a nossa boa aparência,
a saúde, os amigos, a nossa independência física
e, quando morremos, perdemos absolutamente tudo!

Há perdas dolorosas:
a perda de intimidade devido a separações,
a perda de segurança devido à violência,
a perda de inocência devido a abusos,
a perda de amigos devido a traições,
a perda de amor através do abandono,
a perda de casa devido à guerra,
a perda de bem-estar devido à fome,
ao calor ou ao frio,
a perda de filhos devido a doenças e acidentes,
a perda de pátria devido a sublevações políticas,
e a perda de vidas devido a terramotos, inundações,
quedas de aviões, bombardeamentos e doenças…

Somos pessoas como outras.
É verdade, algumas dessas perdas trágicas estão longe de nós:
pertencem ao mundo dos jornais, da televisão …
pertencem aos outros, mas poderiam ser as nossas,
enfim, somos pessoas como as outras,
pois cada um tem as suas perdas.

Para o que diz respeito à nossa vida:
queríamos ter tido sucesso, ter sido pessoas queridas
e profundamente amadas, queríamos ter sido generosos,
ter ajudado os outros … mas, como todos os outros,
também nós falhamos …

Sentimos o peso da nossa fragilidade:
Perdemos a capacidade de perseverar, de confiar em Deus.
Vivemos preocupadas e ansiosos,
agarrados ou pouco que temos,
e bem sabemos que nada levaremos connosco.
Perdemos a confiança em Deus:
Ele estava sempre presente em nossas vidas
e não tínhamos qualquer dúvida acerca Dele.
Ele era o Amigo mais íntimo, o Conselheiro mais sábio,
e Guia mais fiel, mas, agora – e é com dor que o reconhecemos –
perdemos o antigo entusiasmo e o fervor da nossa fé.

É verdade, perdemos!
Eu perdi, tu perdeste, nós perdemos,
todos perdemos! E enquanto avançamos no caminho da vida,
descobrimos que as perdas dos outros são também nossas perdas,
enfim, somos homens e mulheres como os outros!

O que fazer das nossas perdas?
Podemos tentar ignorá-las, afastá-las,
como se não fosses nossa companheiras de viagem,
Podemos pensar que afinal não são nada,
se comparadas com os ganhos, podemos dar a culpa aos outros,
às circunstancias adversa, à sociedade…

podemos …

Chorar as nossas perdas.
Sim, podemos chorar pelas nossas perdas.
As lágrimas choradas dizer bem claro que
as perdas são nossa, de verdade!
Chorar pela perdas, derramar lágrimas,
manifestar o nosso profundo desgosto
significa permitir que elas desfaçam a nossa segurança,
derrubem as barreiras que nos separam dos outros,
e nos conduzam à dolorosa verdade da nossa fragilidade.

pelas perdas, entramos no abismo do nosso ser,
onde nada é firme, nada é claro,
nada pode ser considerado óbvio,
tudo está em movimento, em constante mudança
e transformação.

A fragilidade abre o caminho de esperança.
As perdas conduzem à dolorosa consciência da nossa fragilidade,
por isso, abrem o caminho da esperança.
De coração despedaçado e contrito,
somos agora capazes de ouvir os gemidos
e as lamentações da nossa humanidade sofredora.

Jesus disse: Bem-aventurados os que choram.
No meio da dor pelas nossas perdas, ressoa uma voz suave,
estranha e chocante, que sempre nos surpreende.
É a voz d’Aquele que proclama «Bem-aventurados
os que choram, porque serão consolados.»

Esta voz proclama que as nossas «perdas» são abençoadas,
escondem uma «bênção» divina.
Jesus não disse: «bem-aventurados os que consolam»
– o podia ter dito – mas disse: «bem-aventurados os que choram»!

As nossas lágrimas são abençoadas!
Escondem a promessa de uma bem-aventurança.
Começam assim a dar-se os primeiros passos de dança …
Em certo sentido, os gritos que se elevam das nossas perdas
anunciam os nossos cânticos de gratidão.

Apreender com a vida

Sexta-feira, Outubro 6th, 2017

Há coisas que não se aprendem nos livros
mas que a vida ensina.

De Mario Quintana

“Depois de muitas quedas, eu descobri que,
às vezes, quando tudo dá errado,
acontecem coisas tão maravilhosas
que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.
Eu percebi que quando me amei de verdade
pude compreender que, em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo, na hora certa.

Então pude relaxar…
pude perceber que o sofrimento emocional
é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Desisti de querer ter sempre razão
e com isso errei muito menos vezes.
Desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.

Descobri que na vida a gente
tem mais é que se jogar,
porque os tombos são inevitáveis.

Percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco a serviço
do meu coração, ela se torna
uma grande e valiosa aliada.

Também percebi que sem amor,
sem carinho e sem verdadeiros amigos
a vida é vazia e se torna amarga.

Ser feliz é reconhecer
que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios,
encompreensões e períodos de crise.

É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…”