Archive for the ‘Vida Cristã’ Category

Oração em Línguas

Domingo, Janeiro 1st, 2017

No dia de Pentecostes «Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem» (Actos 2,4). A oração em línguas é um dom de oração, pois quem canta ou ora em línguas, não fala aos homens, mas a Deus (1Cor 14,2). É uma oração que não se serve de conceitos o palavras compreensíveis. Quem ora em línguas, diz coisas que que ninguém entende, nem é necessário intender, pois está a orar, a falar com Deus. É uma oração passiva, é deixar que o Espírito Santo ore em nós e por nós, segundo a Vontade de Deus, pois nem sequer sabemos o que devemos pedir, mas o Espírito Santo vem ao nosso encontro e intercede em nós e por nós (Rom 8, 26). São Paulo aprecia o dom da profecia, contudo ama a oração em línguas, ele mesmo testemunha: «Graças a Deus que possuo o dom de línguas, superior a todos vós» (1Cor 14,18). A oração em línguas é poderosa porque é o Espírito Santo que ora em nós: enche-nos de paz, cura e liberta, fortalece a fé, a esperança e a caridade. Clique aqui:  oracao-em-linguas

Preguiça e omissão

Domingo, Março 8th, 2009

Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse  o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado …” (Gen 3,19).

Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E Deus derrama a sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos a Deus o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.

A preguiça joga por terra toda esta riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Tes 4,11-12).

O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mau cristão. Um operário displicente é um mau cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão…

O pecado da omissão é fruto da preguiça.

É por preguiça que o filho não obedece a seus pais, e muitas vezes se torna um transviado. É por preguiça que os pais muitas vezes não educam bem os seus filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho do lar é às vezes mal feito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar.

É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando… É por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.

É por preguiça que o cristão deixa de ir à missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade.  Há um provérbio chinês que afirma que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça  do agricultor”.

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O GRANDE ENGANO DO FOGO QUE NÃO QUEIMA

Domingo, Novembro 30th, 2008

É este o título do primeiro capítulo do livro de Carlo Climati, Os jovens e o esoterismo, Paulinas, 2001. Trata-se de um livro que tem a coragem de enfrentar este tema complexo, com uma linguagem simples e convincente. Permito-me de reportar aqui algumas afirmações. Quem estiver interessado poderá ler com fruto este livro, que sinceramente recomendo. O-grande-engano-do-fogo-que-nao-queima

A irmã Maria Laura foi morta em Chiavenna, na província de Lecco (Norte da Itália), por três rapari­gas de dezassete anos. A religiosa, célebre pela sua bondade e caridade, foi atingida por dezanove facadas. Foi um verdadeiro sacrifício humano, dedicado ao diabo. Foi este o resultado das investigações realizadas. O episódio foi publicado em diversos jornais e suscitando por toda a parte sentimentos de estupor e horror, mas também de profunda comoção pelo martírio desta humilde irmã, vítima de uma sociedade doente, que parece ter perdido de vista os seus valores mais importantes. (Facto relatado por Carlo Climati, Os Jovens e o Esoterismo, pp. 68-69) O-homicidio-da-irma-maria-laura-mainetti