Archive for the ‘Vida Cristã’ Category

O perdão cura

Quinta-feira, Janeiro 2nd, 2014

O Pai do Céu ama-te e abre Seu Coração Misericordioso para ter mais paz no teu coração.

Muitas pessoas sofrem por feridas escondidas. A única maneira de curar estas feridas é perdoar àquele que as provocou. Isto pode ser difícil porque estas feridas encontram um abrigo confortável no coração e não querem sair. Mas elas devem ser desalojadas e levadas para outro lado. Como? Através do perdão!

E necessário que tenhamos o desejo de perdoar, que tenhamos a vontade de perdoar. Quando perdoamos aquela ferida parece doer mais, já não está bem naquele lugar, então, começa a desalojar-se. Isto reaviva a dor, mas só temporariamente, porque  será pura e simplesmente removida.

O Senhor quer começar em cada um de nós este processo de cura através do perdão, mas precisa da nossa colaboração, isto é que lhe entreguemos todas as nossas feridas pedindo-lhe a graça de saber perdoar.

O perdão torna-se um estilo de vida, uma maneira de viver. Se avançamos neste caminho, o Senhor inundará de paz o nosso coração.

As tuas feridas desaparecerão porque, Jesus tem  o poder de te curar. Quando tentas perdoar sem o conseguir e vê que a amargura persiste é perque o Inimigo não quer. Amplia a tua dor. A amargura é característica Inimigo. O perdão é a paz é a característica de Deus.

Por isso, quando sentes amargura, tens de procurar a paz. Lembra-te que tu és um filho amado de Deus, que Ele sempre te perdoa e deseja a tua felicidade. Só encontrarás a paz se entrares nessa torrente infinita de bondade que vem de Deus. A Misericórdia divina é como um rio de graças com o qual Deus te quer banhar, removendo toda a dor e todas as feridas. O que ficará na tua alma será alegria.

Deus é Pai, ama-te, aceita-te assim como tu és e dá-te o Seu perdão, por isso, na medida que aceitares as tuas faltas e as faltas dos outros, encontrarás a paz. Se aceitares as faltas e pecados dos outros, terá uma atitude mais suave para com ti mesmo.

Deixa que o amor de Deus te toque, deixa que entre em teu coração, acredita que Ele te ama como tu és. Ele não te recusa, para Ele serás sempre bem vindo, volta-te para Deus, acolhe o Seu Amor e o Seu perdão. Deus te conhece profundamente e te aceita como tu és. Há tantas coisas que não gostas de ti mesmo, não precisas de a recusar, acete-as, pois, se te aceitares a ti mesmo terás mais capacidade de aceitar e perdoar os outros.

Neste mundo passamos por tantos sofrimentos! Os nossos corações ficam machucados e feridos. Tu também és vulnerável, limitado e sujeito à dor, mas Jesus quer curar-te.

Tu também tens um passado doloroso e um coração ferido, mas neste momento, Jesus quer curar-te e derramar em teu coração a Sua paz.

Confia Nele, entrega-lhe as tuas dores, as tuas preocupações, entrega-lhe todas as feridas do teu coração, deixa-te tocar pelo Seu Amor, deixa que Ele derrame a Água Viva do Seu Espírito e banhe a tua terra seca, árida, sedenta, sem água, deixa que a Sua paz inunde a tua alma.

Jesus está aqui neste momento, entrega-lhe o teu passado doloroso, deixa que mergulhe no oceano infinito da Sua Misericórdia. Deixa Jesus entrar, deixa Jesus reinar no sacrário íntimo do teu coração, é Ele o Senhor! Deixa que Deus seja Deus, deixa que Ele reine e conduza a tua vida: a tua maneira de pensar, de falar, de agir. O teu “eu” deve diminuir, é Ele o Senhor. Confia em Jesus e terá a paz.

Confia em Jesus, Ele sabe o que é melhor para ti, o que mais faz falta em tua vida. Conhece todos os momentos da tua história, os teus caminhos, as tuas aspirações. Ele sempre esteve contigo e, em cada momento te abençoo com a sua graça, assim também agora e sempre tem, por cada momento da tua vida, reservou uma graça particular para te ajudar.

Jesus conhece os teus problemas, o teu fardo pesado, o teu desânimo e fraquezas. Sabe como as trevas obscurecem o mundo e que não é fácil percorrer o Seus caminhos, por isso está contigo para te ajudar e neste momento, para te falar.

Meu filho, descansa, escuta as minhas palavras. Eu sou Deus, conheço-te, amo-te. Preciso da tua ajuda para continuar a salvar a humanidade, conto contigo para espalhar o Meu Reino de Amor neste mundo, por isso, estou aqui para encher da paz o teu coração. Conheço todas as tuas feridas do teu coração, mesmo aquelas mais escondidas. Por isso digo-te: perdoa! Eu estou aqui para te curar e sempre estarei ao teu lado.

Eu quero tirar do teu coração toda a amargura, Eu vou curar teu coração ferido. Eu perdoarei de tal forma todos os teus pecados que terás a capacidade de perdoar a todos àqueles que te fizeram sofrer.

O perdão traz a paz. O perdão traz aceitação de ti próprio e serás capaz de dizer: “Sim, aconteceu-me isto de mal. Sim, foi doloroso e senti dor por causa disso.” Mas depois dirás, “Não. Não deixarei que este sofrimento sufoque a bondade que há em mim. Não. Não permitirei que isto desvie a minha atenção da vontade de Deus para a minha vida. Não me portarei mal lá porque alguém se portou mal. Se o fizer, estou a ser enganado.” Clique aqui para ler um escrito do Padre Alirio Pedrini, Oração de Amorização Oração de Amorização Livro

Doença e falta de perdão

Quinta-feira, Janeiro 2nd, 2014

Quem vive ruminando revolta e ressentimentos nunca será feliz. São Paulo exortava os cristãos dizendo: “não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26). Infelizmente muitas pessoas ficam feridas e magoadas e não conseguem ou não querem perdoar, por isso não encontram sossego, nem remédio para as suas enfermi­dades.

O perdão tem várias dimensões: perdoar, perdoar-se, confessar-se, pedir per perdão.

Se perdoarmos seremos perdoados

  • Perdoar é tomar a decisão de não ficar a vida inteira lamentando-se por factos passados. Quem assim se comporta demostra ser ainda uma pessoa imatura. Por isso perdoar e decidir crescer. Todos erramos, todos pecamos, todos passamos por experiencias negativas. Que adianta lamentar-se continuamente? Se queremos crescer não podemos viver de lamentações e condenações.

  • Perdoar é crescer! Além disso é a chave de ouro que abre a porta da misericórdia de Deus que, em Jesus, nos quer curar e libertar. A oração que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso, diz claramente: “perdoa-nos como nós perdoamos” (Mt 6,12).

  • Deus é Misericordioso e perdoa, e quer que nós perdoemos também «Porque – disse Jesus – se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai ce­leste, também vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos ho­mens, tão pouco vos perdoará» (Mt 6, 14-15). Se não perdoarmos de todo o coração, viveremos infelizes e não alcançaremos o perdão de Deus.

Perdoar não é perder, é ganhar

  • Muitos pensam que perdoar é perder, é fraqueza, é humilhar-se, submeter-se, mas não percebem que perdoar é ganhar porque liberta da prisão dos ressentimentos.

  • Perdoar é uma atitude positiva de liberdade interior. Quem não perdoa fica preso e oprimido por rancores, ressentimentos, ódio e pensamentos tristes, desejos de vingança, exposto a cair numa depressão e outras doenças.

  • Perdoar é uma atitude positiva que abre o nosso coração para receber o perdão de Deus e ficarmos curados. Quem não perdoa vive fechado em si mesmo e se torna incapaz de receber perdão de Deus.

  • Quem perdoa, torna-se semelhante a Jesus que amou e perdoo seus inimigos.

  • Há pessoas que procuraram desculpar-se ou justificar-se, procurando motivos para não perdoar. Com esta atitude destrutiva, estão a perder tempo precioso, numa inútil autoflagelação. Com um pouco de humildade podiam reconhecer que todos pecamos, todos tomamos atitudes e decisões incorretas, todos falhamos e tropeçamos na vida. Jesus disse: “Quem estiver sem pecados atire a primeira pedra”.

  • Para saber perdoar é necessário compreender que eu também sou limitado, fraco, pecador e que preciso de me corrigir. As nossas fraquezas e limitações nos ajudam a compreender as fraquezas e limitações dos outros.

A falta de perdão destrói

  • É triste encontrar pessoas que não sabem perdoar e que dizem: o que me fizeram, não dá para perdoar, não dá para esquecer. São pessoas que sofrem horrivelmente e fazem sofrer os outros. A falta de perdão, o pessimismo, os rancores cultivados consciente ou inconscientemente destrói-nos.

  • Precisamos que Jesus nos cure e liberte. Os ódios e os rancores expõem a nossa vida ao domínio dos espiritos negativos, que nos levam ao desanimo e ao desespero e deitam a nossa vida no inferno.

  • Perdoar é amar e o amor é o único tesouro que levaremos connosco quando deixaremos este mundo.

  • A falta de perdão bloqueia a nossa capacidade de dar e receber amor, deita-nos na tristeza, a vida corre mal, não funciona. Quando perdoamos, cresce a capacidade de amar e, com isso, a saúde e a paz envolve a nossa vida.

O Exemplo de Jesus

  • Jesus perdoo sempre, mesmo no alto da Cruz, quando seus algozes o insultavam, Ele perdoo, não se vingou. Olhou-os com misericórdia: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34).

  • Ninguém neste mundo foi mais humilhado, perseguido e injustiçado como Jesus, no entanto, Ele cheio de miseri­córdia, rogou ao Pai que não levasse em conta a sua maldade, pois não sabiam o que estavam a fazer.

Não sabem o que estão a fazer.

  • As pessoas que fazem o mal, não sabem o que estão a fazer, não têm noção do mal que estão a fazer.

  • Se conhecessem as consequências das suas atitudes, do mal que estão a fazer com as suas críticas, difamações e calúnias, pensariam duas vezes antes de prejudicar seus semelhantes. Por isso, é com razão que Jesus diz que não sabem o que fazem.

  • As pessoas, não sabem o que estão a fa­zer, quando se deixam levar pela raiva, inveja, revolta e frustração, e ofendem os outros.

  • Quando nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo a vida é muito diferente: já não somos dominados pelo ódio, compreendemos e perdoamos. Rezamos e abençoamos os que nos ofenderam.

  • Se lutarmos para manter a paz em nosso coração, não seremos atingidos por ne­nhuma enfermidade.

O que é perdoar?

  • Perdoar é renunciar à vingança, renunciar a pagar com a mesma moeda. Perdoar é amar, é uma luta interior para entregar tudo nas mãos de Deus e vencer o ressentimento, desejar o bem.

  • Perdoar é o remédio precioso que curar todas as doenças, até o cân­cer. A doença, não há dúvida nisto, alimenta-se com falta de perdão.

  • Quem não sabe perdoar é inimigo de si mesmo, o pior inimigo. Auto-destroi-se!

Perdoar é um acto da nossa vontade

Há pessoas que confundem perdão com sentimento. Não, o perdão não é sentimento, é um acto livre da nossa vontade, é querer perdoar. Por isso, o perdão é sempre possível, mesmo quando o coração dói. As mágoas tentam sufocar a nossa vontade, mesmo assim, escolhemos o caminho do perdão.

Perdoar não é fraqueza

  • O perdão não é fraqueza, deixar correr as coisas, não se importar com elas. Não. Perdoar é uma luta, um grande trabalho interior, para não nos deixarmos dominar pelos nossos sentimentos.

  • Perdoar e escolher corajosamente o perdão e renunciar à vingança.

  • Perdoar não significa que aprovamos o procedimento errado de quem nos ofendeu. Não. reconhecemos seu erro, sofremos com isso, mas escolhemos o caminho do perdão.

  • Perdoar é sinal de sabedoria, porque se perdoamos, quem sai a ganhar somos nós. Se não per­doarmos, somos nós que perdemos porque complicamos a nossa vida, perdemos a paz interior e, por conseguinte, o próprio Deus.

  • Jesus ensina a perdoar e orar por aqueles que nos ofendem, porque se re­zarmos por eles, se lhe desejarmos todo o bem, já temos a certeza que de facto estamos a per­doar. Quando rezamos por alguém é sinal de que já a per­doamos.

A quem perdoar?

  • Podemos e devemos perdoar a todos àqueles que nos ofenderam, consciente ou inconscientemente. Para conseguir perdoar mais facilmente, pensemos que ninguém é totalmente mau, em cada pessoa há sempre um lado bom. Todos somos pecadores, mesmo assim, temos sempre algo bom dentro de nós, é só descobrir.

  • É preciso compreender, ter compaixão. Que faz o mal e se deixa levar pela raiva é uma pessoa que sofre, que não está bem com si própria. É uma alma oprimida que não tem paz no coração. Se estivesse bem, em paz, não ofenderia os outros. Podemos considerar a sua lastimável situação e não o sobrecarregar com a nossa vingança.

Muitas vezes pouco ou nada podemos fazer para o ajudar, mas sempre podemos orar por ele, invocando a ajuda do Senhor.

Peçamos constantemente ao Senhor a graça de saber perdoar e Ele a concederá. Peçamos que Ele cure os nossos corações feridos e magoados, que nos liberte de todo o ressentimento, que arran­que do nosso coração toda a raiva e revolta, e que nos encha com a Sua Paz. Tudo o que Lhe pedirmos com fé, o alcançare­mos. (Mt7, 11).

Perdoar é renunciar à morte e escolher a vida.

  • Deus que nos ama, perdoa sempre e ensina a perdoar. Na sua Sabedoria Infinita ensina-nos a viver, pois se não perdoarmos, não vivemos, vegetamos.

  • A falta de perdão é um veneno que destrói por dentro e faz adoecer. É a causa principal de muitas enfermidades. O mal estar interior pode provocar uma depressão, doenças de estomago, de fígado, no sistema nervoso, nos ossos.

Não podemos encontrar paz sem perdão.

  • É necessário esvaziar nosso coração de todas as bolsas do veneno do ódio, rancor e autocondenação.

  • Todos temos o coração machucado e ferido. De algumas feridas temos conhecimento, de outras não, só Deus as conhece. Mas Deus quer curar-nos, dar-nos vida. Se lhe abrirmos sinceramente o coração, Ele unge-nos com o bálsamo da Sua Misericórdia, enche nosso coração de paz e amor.

  • Deus ajuda-nos a perdoar, antes, faz-nos sentir a alegria de perdoar e conduz-nos ao perdão total. Não é pela nossa força, é pelo poder de Deus! A alegria e a paz de Deus dá-nos a capacidade de perdoar.

Quando nos entregamos ao Senhor humilhados e confiantes, reconhecendo as nossas misérias e pecados, Ele perdoa-nos. O perdão de Deus renova a nossa vida e dá-nos a força de perdoar. Se nos deixamos invadir pelo Seu Amor, certamente, desaparece todo o ressentimento e passaremos a olhar aquelas pessoas que nos ofenderam com a Luz da Misericórdia divina.

Curados de que

Quinta-feira, Janeiro 2nd, 2014

Curados de que? De todas as doenças.

Existem doenças das quais não temos nenhuma culpa: limitações físicas congénitas ou adquiridas, mau funcionamentos de um ou mais órgãos do nosso corpo, taras hereditárias, traumas de infância ou até do ceio materno, doença devidas às circunstancias da vida, trabalho, alimentação … Outras doenças foram provocadas e somos culpados: dependência do álcool, da droga, fumo, excesso de comida, sexualidade desordenada. Outras doenças são enraizadas ao nível inconsciente e incidem na nossa vida física: medos de vário género, perturbações devidos a relacionamentos conflituosos, pai autoritário, mãe possessiva, complexos de culpa, agressividade, insegurança, falta de auto-estima, falta de aceitação positiva de si mesmos e dos outros, medo e falta de coragem de enfrentar a vida, falta de perdão, rancores, ressentimentos, tristeza, angustia.

Querer ficar curados.

  • Há uma dimensão importante que vem da psicologia. Há pessoas que vivem apegados a sua própria doença. É possível que uma pessoa encontre na sua doença uma espécie de refúgio para fugir à realidade e atrair a compaixão dos outros. Assim, se torna incapaz de conceber a sua vida de outra forma e renunciar à comiseração dos outros.

  • Jesus perguntou ao paralítico da piscina de Betsatá: «Queres ficar curado?», uma pergunta aparentemente estranha, mas não está tão fora da realidade.

A Palavra de Deus cura

«E nem a erva nem pomada serviu de alivio, mas a Tua Palavra, Senhor, que tudo cura» (Sl 16,12)

Podemos pedir ao Senhor.

Não podemos exigir que Deus nos cure, mas podemos pedir-lhe, com humildade e insistência que nos cure, como fez aquela mulher siro-fenicia (Mc 7,24), o cego de Betsaida (Mc 8,22-26) ou epiléptico possuído por um espírito mudo (Mc 9,14-29).

O carisma da cura na Igreja

Quinta-feira, Janeiro 2nd, 2014

Curai os Enfermos

  • “Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes o poder de expulsar os espíritos malignos e curar todas as enfermidades e doenças … Pelo caminho, proclamai que o Reino de Deus está perto. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.” (Mt 10,1-9)

  • A cura dos enfermos e a expulsão dos demónios são os sinais que acompanham o anuncio do Evangelho, isto é são a confirmação da autenticidade do anuncio da Palavra: “Eles, partindo, foram pregar por toda a parte; o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra com sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20)

  • O Padre Emiliano Tardif afirma que não podemos dissociar o ministério da cura do contexto que lhe é próprio: o Anúncio do Evangelho. As duas coisas estão sempre ligadas. Os milagres e as curas se multiplicam quando anunciamos Jesus. Um dia lhe perguntaram: “Padre, está seguro de que tem o dom de curar?”. Ele respondeu: “estou seguro de que a minha missão é evangelizar, os sinais e as curas acompanham a pregação” (p. 109)

  • Jesus é o Médico Divino e tem poder de curar a toda a gente de qualquer doença. Até cura pessoas que nem sequer têm fé. Contudo a fé é um elemento importantíssimo que favorece a Accão de Deus.

  • Uma fé viva, expectante. É pela fé que entramos em comunhão com Deus e participamos da Sua Salvação, incluindo a cura, interior e física. Ter fé é confiar em Jesus, entregar a Ele a nossa vida, renunciar aos nossos planos e meios de salvação. Há pessoas que procuram a cura e não ao Senhor. Ter fé é confiar em Jesus, dizemos, uma fé expectante, uma confiança tal de que Ele vai com certeza cumprir Sua promessa e que quer curar-nos e libertar-nos.

A Assembleia orante: o lugar da cura

Ao longo dos séculos, este dom das curas foi cada vez relacionado à santidade: pessoas ou lugares santos. Esta relação é compreensível, de facto as curas acontecem com mais força onde a caridade é mais viva, contudo esta ligação entre curas e santidade não é exclusiva. De facto, o Espírito Santo «distribui todos estes dons como lhe apraz», em vista do crescimento da comunidade (1Cor 12,11). Os carismas são expressão da Misericórdia divina.

  • Santo Afonso Maria de Ligório dizia que «nenhum pecador se converte sem ter feito uma profunda experiencia do Amor divino». Jesus é o Médico divino que dá vida em abundância.

  • Jesus está particularmente presente na comunidade reunida em oração, pois «onde dois ou mais estão reunidos em seu nome, Ele também está presente». A comunidade reunida em oração, que louva e agradece, cheia de fé é o lugar privilegiado onde Jesus actua com poder. Era assim na igreja primitiva.

  • A comunidade orante sentia-se tão envolvida, impregnada pela presença do Espírito Santo (1Cor 14,26), que cada um exercia o seu carisma, inclusive o da cura. Aos pouco, com o arrefecer desta expressão comunitária de fé expectante, veio a faltar o seu ambiente natural.

Institucionalização do carisma

  • A expansão do cristianismo deve-se em grande parte e justamente à sua preocupação com a saúde dos corpos, além de salvar as almas. Jesus foi e continua a ser o Médico divino da carne e do espírito.

  • A ordem de Cristo «curai os enfermos» nunca foi esquecida. Ao longo dos séculos, os cristãos criaram todas as espécies de instituições de beneficência para aliviar os sofrimentos dos doentes: hospitais, leprosarias, até surgiram movimentos e congregações religiosas dedicados a este serviço. Podemos dizer que o carisma da cura foi “institucionalizado”.

  • A Igreja nunca desprezou os meios naturais: os médicos e os medicamentos. Como também nunca deixou de recorrer a oração, a fé viva, pedindo a Deus a cura, sendo esgotados os meios humanos. O que sempre excluiu foi o recurso ao ocultismo, sendo um pecado de idolatria, de falta de fé e de amor a Deus.

Renovada consciência do carisma especifico

Aos nossos tempos, o Estado garante a assistência médica, mas a Igreja não renuncia ao poder que lhe foi dado por Cristo: «de curar toda a espécie de doenças e enfermidades».

  • Mesmo pondo a esperança na ciência, a Igreja continua a orar pela cura dos doentes, a valorizá-los como membros activos do Corpo Místico de Cristo, se renunciasse ao poder de cura da oração, dos sacramentos e dos Sacramentais, não seria fiel à sua missão, seria um pecado grave de omissão.

Com Concilio Vaticano II, assistimos na Igreja uma renovada consciência deste poder: o Sacramento dos Enfermos deixou de ser administrado aos moribundos, e voltou a ser concedidos aos doentes para serem curados. Além disso, o Renovamento Carismático e outros movimentos religiosos descobriram a beleza do oração de cura e libertação.

Os Jovens e o Esoterismo

Sexta-feira, Outubro 8th, 2010

Carlo Climati, Os jovens e o esoterismo. Magia, satanismo e ocultismo: o engano do fogo que não queima, Editora Paulinas, 2001, pp. 232 (preço 11 euros). Nos últimos anos, temos vindo a assistir, entre os jovens, a um verdadeiro boom da magia, do ocultismo, do espiritismo e até do satanismo. Este fenómeno do esoterismo juvenil tem sido muitas vezes menosprezado, como «uma moda passageira» ou como «uma das últimas fronteiras da transgressão». Contudo, as raízes do problema são muito mais profundas. Este livro surge como uma tentativa de identificar tais raízes. É uma verdadeira investigação à descoberta das tendências esotéricas das novas gerações. O autor explora as várias zonas «de risco» do mundo juvenil: o rock satânico, a discoteca, os segredos das tatuagens e do piercing, o mundo da internet, as revistas para adolescentes, alguns programas de televisão, etc. Neste blogue poderás encontrar o 1º capitulo deste livro. Clica aqui

Preguiça e omissão

Domingo, Março 8th, 2009

Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse  o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado …” (Gen 3,19).

Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E Deus derrama a sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos a Deus o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.

A preguiça joga por terra toda esta riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Tes 4,11-12).

O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mau cristão. Um operário displicente é um mau cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão…

O pecado da omissão é fruto da preguiça.

É por preguiça que o filho não obedece a seus pais, e muitas vezes se torna um transviado. É por preguiça que os pais muitas vezes não educam bem os seus filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho do lar é às vezes mal feito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar.

É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando… É por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.

É por preguiça que o cristão deixa de ir à missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade.  Há um provérbio chinês que afirma que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça  do agricultor”.

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/

Igreja Católica e práticas mágicas

Domingo, Fevereiro 22nd, 2009

O Catecismo da Igreja Católica, falando do 1º mandamento, proibe a supertição. É necessário que todos os cristãos estejam bem esclarecidos sobre este assunto, pois são muitos àqueles que, por diversos motivos ou, tantas vezes, por ignoráncia seguem por estes caminhos. O Primeiro-mandamento

2116. Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (45). A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos “médiuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.

2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demónios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.

Aconselho de ler o texto completo do Catecismo da Igreja Católica, clique aqui

O GRANDE ENGANO DO FOGO QUE NÃO QUEIMA

Domingo, Novembro 30th, 2008

É este o título do primeiro capítulo do livro de Carlo Climati, Os jovens e o esoterismo, Paulinas, 2001. Trata-se de um livro que tem a coragem de enfrentar este tema complexo, com uma linguagem simples e convincente. Permito-me de reportar aqui algumas afirmações. Quem estiver interessado poderá ler com fruto este livro, que sinceramente recomendo. O-grande-engano-do-fogo-que-nao-queima

A irmã Maria Laura foi morta em Chiavenna, na província de Lecco (Norte da Itália), por três rapari­gas de dezassete anos. A religiosa, célebre pela sua bondade e caridade, foi atingida por dezanove facadas. Foi um verdadeiro sacrifício humano, dedicado ao diabo. Foi este o resultado das investigações realizadas. O episódio foi publicado em diversos jornais e suscitando por toda a parte sentimentos de estupor e horror, mas também de profunda comoção pelo martírio desta humilde irmã, vítima de uma sociedade doente, que parece ter perdido de vista os seus valores mais importantes. (Facto relatado por Carlo Climati, Os Jovens e o Esoterismo, pp. 68-69) O-homicidio-da-irma-maria-laura-mainetti