Archive for the ‘Vida Cristã’ Category

VIDA CRISTÃ E SAÚDE MENTAL

Quarta-feira, Outubro 9th, 2019

A vida espiritual cristã tem uma influença benéfica sobre a saúde mental muito mais de quanto possamos imaginar. A obediência a Deus, aos Seus Mandamentos e às orientações da Igreja e as suas obrigações morais põem em exercício a vontade e a fortalecem, obrigando-a a dominar os apetites desordenados. A obediência à vontade de Deus é fonte de harmonia interior e, portanto, de saúde mental. Veja o artigo completo: Vida cristã e saúde mental

O Sacramento do Crisma – Confirmação

Segunda-feira, Abril 29th, 2019

O Sacramento do Crisma (CIC 1302) tem como efeito uma efusão especial do Espírito Santo, como aconteceu aos Apóstolos, no dia de Pentecostes. Santo Ambrósio dizia: «Lembra-te, pois, de que recebeste o sinal espiritual, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de ciência e de piedade, o espírito do santo temor, e guarda o que recebeste. Deus Pai marcou-te com o seu sinal, o Senhor Jesus Cristo confirmou-te e pôs no teu coração o penhor do Espírito» (129). Ler o artigo completo: O Sacramento do Crisma

Os Jovens e o Esoterismo

Segunda-feira, Outubro 8th, 2018

Carlo Climati, Os jovens e o esoterismo. Magia, satanismo e ocultismo: o engano do fogo que não queima, Editora Paulinas, 2001, pp. 232 (preço 11 euros). Nos últimos anos, temos vindo a assistir, entre os jovens, a um verdadeiro boom da magia, do ocultismo, do espiritismo e até do satanismo. Este fenómeno do esoterismo juvenil tem sido muitas vezes menosprezado, como «uma moda passageira» ou como «uma das últimas fronteiras da transgressão». Contudo, as raízes do problema são muito mais profundas. Este livro surge como uma tentativa de identificar tais raízes. É uma verdadeira investigação à descoberta das tendências esotéricas das novas gerações. O autor explora as várias zonas «de risco» do mundo juvenil: o rock satânico, a discoteca, os segredos das tatuagens e do piercing, o mundo da internet, as revistas para adolescentes, alguns programas de televisão, etc. Neste blogue poderás encontrar o 1º capitulo deste livro. Clica aqui

A Cruz ou Medalha de São Bento

Domingo, Abril 29th, 2018

Bênção da Medalha de São Bento

Eu, Padre Leo, Sacerdote, exorcizo estas
medalhas e cruzes de São Bento,
por Deus Pai + Todo-Poderoso,
que fez o Céu e a Terra, o mar 
e tudo o que neles existe.

Que todo o poder do inimigo,
todas as forças e assaltos do demónio,
toda tentação diabólica, sejam destruídos
e expulsos destas medalhas.

Todos aqueles que as usarem com fé
gozem da saúde da alma e do corpo. Em
Nome de Deus Pai Omnipotente,
e de JesusCristo, seu Filho e Nosso Senhor,
e do Espírito Santo Paráclito,
e no amor do mesmo nosso Senhor Jesus Cristo,
que há de vir julgar os vivos e os mortos por meio
do fogo. Amém.

Deus Todo-Poderoso, dispensador de todos os bens,
nós te suplicamos que, pela intercessão de nosso Pai São Bento,
abençoes estas medalhas, a fim de que
os que as usarem com fé e praticarem boas obras,
obtenham a saúde da alma e do corpo,
a graça de uma vida santa,
e as indulgências concedidas pela
intercontinental intercessão de São Bento.
Concede-lhes os auxílios da Tua misericórdia,
afasta todas as ciladas e enganos do demónio,
para que se apresentem, um dia,
santos entre os santo no CÉU
e te louvem eternamente.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

A Santa Missa

Domingo, Abril 29th, 2018

A Santa Missa

A instituição da Eucaristia (1337)
1337. Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até ao fim. Sabendo que era chegada a hora de partir deste mundo para regressar ao Pai, no decorrer duma refeição, lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor (170). Para lhes deixar uma garantia deste amor, para jamais se afastar dos seus e para os tornar participantes da sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memorial da sua morte e da sua ressurreição, e ordenou aos seus Apóstolos que a celebrassem até ao seu regresso, «constituindo-os, então, sacerdotes do Novo Testamento» (171).
1340. Celebrando a última ceia com os seus Apóstolos, no decorrer do banquete pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica. Com efeito, a passagem de Jesus para o seu Pai, pela sua morte e ressurreição – a Páscoa nova – é antecipada na ceia e celebrada na Eucaristia, que dá cumprimento a Páscoa judaica e antecipa a Páscoa final da Igreja na glória do Reino.

«FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM»
É na Santa Missa é o memorial do sacrifício de Jesus que disse “fazei isto em memória de Mim”. O próprio Jesus torna-se presente em corpo, sangue, alma e divindade. A Santa Missa é celebração mais importante da Igreja; nela celebramos o Mistério da nossa fé. Celebrar é tornar presente, actualizar, é viver algo que acontece hoje. Por isso, na Santa Missa a Igreja torna presente, o imenso Sacrifício do Calvário. A Igreja fala do Santíssimo Sacramento que se guarda no Sacrário.

1341. Ao ordenar que repetissem os seus gestos e palavras, «até que Ele venha» (1 Cor 11, 26), Jesus não pede somente que se lembrem d’Ele e do que Ele fez. Tem em vista a celebração litúrgica, pelos apóstolos e seus sucessores, do memorial de Cristo, da sua vida, morte, ressurreição e da sua intercessão junto do Pai.

A morte e ressurreição de Jesus aconteceram apenas uma vez na história, mas Ele quis que todas as pessoas, das diversas épocas, participassem daquele sacrifício. E a forma desejada por Deus é a Santa Missa. Jesus realizou o sacrifício da cruz uma vez para sempre, por isso, a Igreja não o repete, mas o actualiza para alimentar o povo de Deus e o oferece continuamente ao Pai pela salvação da humanidade.

Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote da Nova e Eterna Aliança. Ele actua através do ministério dos sacerdotes e se torna realmente presente sob as espécies do pão e do vinho. (CIC 1410)

Pela consagração acontece a “transubstanciação” do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de modo verdadeiro, real e substancial, com o seu corpo e o seu sangue, com a sua alma e a sua divindade (CIC 1413). Tal como foi definido no Concilio di Trento (Decreto da Eucaristia, cap. 3).

A Santa Missa chama-se também Eucaristia: acção de graças. (1328)
porque Jesus na Última Ceia Tomou o cálice com vinho, deu graças e disse: «Tomai todos e bebei». Depois, tomou o pão deu graças e disse «Isto é o meu corpo» (Cf. Lc 22,17-19)
São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios diz: “Com efeito, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim». Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.» Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha. (1Cor 11,23-26)

A Santa Missa chama-se também O Santo Sacrifício. (1330)
A Santa Missa actualiza o único Sacrifício de Cristo Salvador. Na Antiga Aliança, os israelitas ofereciam sacrifícios para expiar os pecados do povo, mas agora, é Cristo o único sacrifício da Nova e Eterna Aliança. Por Sua morte na Cruz, Jesus ofereceu-se ao Pai como vítima de expiação dos nossos pecados. Ele realizou o que muitos milhões de oferendas do mundo antigo jamais puderam cumprir. Vejamos a Epístola aos Hebreus: “De fato, se o sangue de bodes e touros e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santificam, realizando a pureza ritual dos corpos, quanto mais sangue de Cristo purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo” (Hb 9,13-14).

O sacrifício de Cristo e o nosso sacrifício. Todas as vezes que participamos na Santa Missa, oferecemos ao Pai o sacrifício da nossa vida, unido ao único sacrifico de Cristo.

A Missa também é Páscoa
A Páscoa foi a passagem da escravidão do Egito para a liberdade, bem como a aliança selada no monte Sinai entre Deus e o povo hebreu. E diante desses fatos o povo hebreu sempre celebrou essa passagem, através da Páscoa anual, das celebrações da Palavra aos sábados, na sinagoga e diariamente, antes de levantar-se e deitar-se, reconhecendo a experiência de Deus em suas vidas e louvando a Deus pelas experiências pascais vividas ao longo do dia. O povo judeu vivia em atitude de ação de graças, vivendo a todo instante a Páscoa em suas vidas.

Comungar em estado de graça
A Santa Comunhão deve ser recebida em “estado de graça”. Por isso, se tivermos cometido um pecado mortal, ainda que já estivermos arrependidos e sintamos um grande desejo de comungar, é necessário e indispensável que nos confessemos com o sacerdote antes de Comungar (CIC 1415). É bom se lembrar do que São Paulo disse aos Coríntios:
“Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. (1Cor 11,27)

A Santa Comunhão perdoa os pecados veniais e preserva dos pecados graves. (CIC 1416)

A Confissão – Papa Francisco

Domingo, Abril 29th, 2018

A Confissão

Catequese do Papa Francisco, (19 de fevereiro de 2014)

Através dos Sacramentos da iniciação cristã, o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia, o homem recebe a vida nova em Cristo. Agora, todos sabemos disso, nós levamos essa vida “em vasos de barro” (2 Cor 4, 7), ainda estamos sujeitos à tentação, ao sofrimento, à morte e, por causa do pecado, podemos até mesmo perder a nova vida. (Catecismo, 1420)

Por isto o Senhor Jesus quis que a Igreja continuasse a sua obra de salvação também através dos próprios membros, em particular o Sacramento da reconciliação e aquele da Unção dos enfermos, que podem ser unidos sob o nome de “Sacramentos da cura”. (Catecismo, 1421)

O Sacramento da Reconciliação é um Sacramento de cura.
Quando eu vou confessar-me é para curar-me, curar a minha alma, curar o coração e algo que fiz e não foi bom. O ícone bíblico que o exprime melhor, em sua profunda ligação, é o episódio do perdão e da cura do paralítico, onde o Senhor Jesus se revela ao mesmo tempo médico das almas e dos corpos (cfr Mc 2,1-12 // Mt 9,1-8; Lc 5,17-26).

1. O Sacramento da Penitência e da Reconciliação surge diretamente do mistério pascal. De fato, na própria noite de Páscoa, o Senhor aparece aos discípulos, fechados no cenáculo, e depois de ter dirigido a eles a saudação “A paz esteja convosco”, soprou sobre eles e disse: “Recebeis o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,21-23). Esta passagem nos revela a dinâmica mais profunda que está contida neste Sacramento.

* Antes de tudo, o fato de que o perdão dos nossos pecados não é algo que podemos dar a nós mesmos. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão se pede, se pede a uma outra pessoa e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um presente, é um dom do Espírito Santo, que nos enche com a misericórdia e a graça que surge incessantemente do coração aberto de Cristo crucificado e ressuscitado.

* Em segundo lugar, recorda-nos que somente se nos deixamos reconciliar no Senhor Jesus com o Pai e com os irmãos podemos estar verdadeiramente na paz. E todos sentimos isso no coração quando vamos confessar-nos, com um peso na alma, um pouco de tristeza; e quando recebemos o perdão de Jesus estamos em paz, com aquela paz da alma tão bela que somente Jesus pode dar, somente Ele.

2. No tempo, a celebração deste Sacramento passou de uma forma pública – porque no início se fazia publicamente – àquela pessoal, à forma reservada da Confissão. Isto, porém, não deve fazer perder a matriz eclesial, que constitui o contexto vital.

* De fato, é a comunidade cristã o lugar no qual se torna presente o Espírito, o qual renova os corações no amor de Deus e faz de todos os irmãos uma só coisa, em Cristo Jesus. Eis então porque não basta pedir perdão ao Senhor na própria mente e no próprio coração, mas é necessário confessar humildemente e com confiança os próprios pecados ao ministro da Igreja.

* Na celebração deste Sacramento, o sacerdote não representa somente Deus, mas toda a comunidade, que se reconhece na fragilidade de cada um de seus membros, que escuta comovida o seu arrependimento, que se reconcilia com ele, que o encoraja e o acompanha no caminho de conversão e amadurecimento cristão.

* Alguém pode dizer: eu me confesso somente com Deus. Sim, você pode dizer a Deus “perdoa-me”, e dizer os teus pecados, mas os nossos pecados são também contra os irmãos, contra a Igreja. Por isto é necessário pedir perdão à Igreja, aos irmãos, na pessoa do sacerdote. “Mas, padre, eu me envergonho…”.

* Também a vergonha é boa, é saudável ter um pouco de vergonha, porque envergonhar-se é saudável. Quando uma pessoa não tem vergonha, no meu país dizemos que é um “sem vergonha”. Mas também a vergonha faz bem, porque nos faz mais humildes e o sacerdote recebe com amor e com ternura esta confissão e em nome de Deus perdoa.

* Também do ponto de vista humano, para desabafar, é bom falar com o irmão e dizer ao sacerdote estas coisas, que são tão pesadas no meu coração. E alguém sente que desabafa diante de Deus, com a Igreja, com o irmão. Não ter medo da Confissão! Alguém, quando está na fila para confessar-se, sente todas estas coisas, também a vergonha, mas depois quando termina a Confissão sai livre, grande, belo, perdoado, purificado, feliz. É este o bonito da Confissão!

* Eu gostaria de perguntar-vos – mas não digam em voz alta, cada um responda no seu coração – quando foi a última vez que você se confessou? Cada um pense… São dois dias, duas semanas, dois anos, vinte anos, quarenta anos? Cada um faça as contas, mas cada um diga a si mesmo: quando foi a última vez que eu me confessei? E se passou tanto tempo, não perder um dia a mais, vá, que o sacerdote será bom. É Jesus está lá, e Jesus é o melhor dos sacerdotes, Jesus te recebe, recebe-te com tanto amor. Seja corajoso e vá à Confissão!

3. Queridos amigos, celebrar o Sacramento da Reconciliação significa ser envolvido em um abraço caloroso: é o abraço da infinita misericórdia do Pai. Recordemos aquela bela, bela parábola do filho que foi embora de sua casa com o seu dinheiro da herança; gastou todo o dinheiro e depois quando não tinha mais nada decidiu voltar pra casa, não como filho, mas como servo. Tanta culpa tinha em seu coração e tanta vergonha. A surpresa foi que quando começou a falar, a pedir perdão, o pai não o deixou falar, abraçou-o, beijou-o e fez festa. Mas eu vos digo: toda vez que nós nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa! Vamos adiante neste caminho. Que Deus vos abençoe!”

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)

“Este é o amor de Deus, como o de uma mãe. Deus não se esquece de nós. Nunca. Não pode, é fiel à Sua aliança. Isso nos dá segurança. De nós podemos dizer: ‘Mas a minha viva é tão ruim… Tenho esta dificuldade, sou um pecador, uma pecadora… ’ Ele não se esquece de você, porque tem este amor visceral, e é pai e mãe”.
“Deus é fiel, não pode renegar a si mesmo, não pode nos renegar, não pode renegar o seu amor, não pode renegar o seu povo, não pode renegar porque nos ama”.
“Esta é a fidelidade de Deus”, acrescentou. “Quando nos aproximamos do sacramento da penitência, por favor: não pensar que vamos à lavanderia para tirar as sujeiras. Não. Vamos para receber um abraço de amor deste Deus fiel que nos espera sempre. Sempre”.
“Ele me conhece, me ama. jamais me deixará só. Ele me leva pela mão. Que mais posso querer? Que mais? Que devo fazer? Exulta na esperança, porque o Senhor ama você como pai e como mãe”.

Vaticano, 22 Mar, homilia do Papa Francisco, na Casa Santa Marta.

Doença e falta de perdão

Terça-feira, Janeiro 2nd, 2018

Quem vive ruminando revolta e ressentimentos nunca será feliz. São Paulo exortava os cristãos dizendo: “não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26). Infelizmente muitas pessoas ficam feridas e magoadas e não conseguem ou não querem perdoar, por isso não encontram sossego, nem remédio para as suas enfermi­dades.

O perdão tem várias dimensões: perdoar, perdoar-se, confessar-se, pedir per perdão.

Se perdoarmos seremos perdoados

  • Perdoar é tomar a decisão de não ficar a vida inteira lamentando-se por factos passados. Quem assim se comporta demostra ser ainda uma pessoa imatura. Por isso perdoar e decidir crescer. Todos erramos, todos pecamos, todos passamos por experiencias negativas. Que adianta lamentar-se continuamente? Se queremos crescer não podemos viver de lamentações e condenações.

  • Perdoar é crescer! Além disso é a chave de ouro que abre a porta da misericórdia de Deus que, em Jesus, nos quer curar e libertar. A oração que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso, diz claramente: “perdoa-nos como nós perdoamos” (Mt 6,12).

  • Deus é Misericordioso e perdoa, e quer que nós perdoemos também «Porque – disse Jesus – se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai ce­leste, também vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos ho­mens, tão pouco vos perdoará» (Mt 6, 14-15). Se não perdoarmos de todo o coração, viveremos infelizes e não alcançaremos o perdão de Deus.

Perdoar não é perder, é ganhar

  • Muitos pensam que perdoar é perder, é fraqueza, é humilhar-se, submeter-se, mas não percebem que perdoar é ganhar porque liberta da prisão dos ressentimentos.

  • Perdoar é uma atitude positiva de liberdade interior. Quem não perdoa fica preso e oprimido por rancores, ressentimentos, ódio e pensamentos tristes, desejos de vingança, exposto a cair numa depressão e outras doenças.

  • Perdoar é uma atitude positiva que abre o nosso coração para receber o perdão de Deus e ficarmos curados. Quem não perdoa vive fechado em si mesmo e se torna incapaz de receber perdão de Deus.

  • Quem perdoa, torna-se semelhante a Jesus que amou e perdoo seus inimigos.

  • Há pessoas que procuraram desculpar-se ou justificar-se, procurando motivos para não perdoar. Com esta atitude destrutiva, estão a perder tempo precioso, numa inútil autoflagelação. Com um pouco de humildade podiam reconhecer que todos pecamos, todos tomamos atitudes e decisões incorretas, todos falhamos e tropeçamos na vida. Jesus disse: “Quem estiver sem pecados atire a primeira pedra”.

  • Para saber perdoar é necessário compreender que eu também sou limitado, fraco, pecador e que preciso de me corrigir. As nossas fraquezas e limitações nos ajudam a compreender as fraquezas e limitações dos outros.

A falta de perdão destrói

  • É triste encontrar pessoas que não sabem perdoar e que dizem: o que me fizeram, não dá para perdoar, não dá para esquecer. São pessoas que sofrem horrivelmente e fazem sofrer os outros. A falta de perdão, o pessimismo, os rancores cultivados consciente ou inconscientemente destrói-nos.

  • Precisamos que Jesus nos cure e liberte. Os ódios e os rancores expõem a nossa vida ao domínio dos espiritos negativos, que nos levam ao desanimo e ao desespero e deitam a nossa vida no inferno.

  • Perdoar é amar e o amor é o único tesouro que levaremos connosco quando deixaremos este mundo.

  • A falta de perdão bloqueia a nossa capacidade de dar e receber amor, deita-nos na tristeza, a vida corre mal, não funciona. Quando perdoamos, cresce a capacidade de amar e, com isso, a saúde e a paz envolve a nossa vida.

O Exemplo de Jesus

  • Jesus perdoo sempre, mesmo no alto da Cruz, quando seus algozes o insultavam, Ele perdoo, não se vingou. Olhou-os com misericórdia: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34).

  • Ninguém neste mundo foi mais humilhado, perseguido e injustiçado como Jesus, no entanto, Ele cheio de miseri­córdia, rogou ao Pai que não levasse em conta a sua maldade, pois não sabiam o que estavam a fazer.

Não sabem o que estão a fazer.

  • As pessoas que fazem o mal, não sabem o que estão a fazer, não têm noção do mal que estão a fazer.

  • Se conhecessem as consequências das suas atitudes, do mal que estão a fazer com as suas críticas, difamações e calúnias, pensariam duas vezes antes de prejudicar seus semelhantes. Por isso, é com razão que Jesus diz que não sabem o que fazem.

  • As pessoas, não sabem o que estão a fa­zer, quando se deixam levar pela raiva, inveja, revolta e frustração, e ofendem os outros.

  • Quando nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo a vida é muito diferente: já não somos dominados pelo ódio, compreendemos e perdoamos. Rezamos e abençoamos os que nos ofenderam.

  • Se lutarmos para manter a paz em nosso coração, não seremos atingidos por ne­nhuma enfermidade.

O que é perdoar?

  • Perdoar é renunciar à vingança, renunciar a pagar com a mesma moeda. Perdoar é amar, é uma luta interior para entregar tudo nas mãos de Deus e vencer o ressentimento, desejar o bem.

  • Perdoar é o remédio precioso que curar todas as doenças, até o cân­cer. A doença, não há dúvida nisto, alimenta-se com falta de perdão.

  • Quem não sabe perdoar é inimigo de si mesmo, o pior inimigo. Auto-destroi-se!

Perdoar é um acto da nossa vontade

Há pessoas que confundem perdão com sentimento. Não, o perdão não é sentimento, é um acto livre da nossa vontade, é querer perdoar. Por isso, o perdão é sempre possível, mesmo quando o coração dói. As mágoas tentam sufocar a nossa vontade, mesmo assim, escolhemos o caminho do perdão.

Perdoar não é fraqueza

  • O perdão não é fraqueza, deixar correr as coisas, não se importar com elas. Não. Perdoar é uma luta, um grande trabalho interior, para não nos deixarmos dominar pelos nossos sentimentos.

  • Perdoar e escolher corajosamente o perdão e renunciar à vingança.

  • Perdoar não significa que aprovamos o procedimento errado de quem nos ofendeu. Não. reconhecemos seu erro, sofremos com isso, mas escolhemos o caminho do perdão.

  • Perdoar é sinal de sabedoria, porque se perdoamos, quem sai a ganhar somos nós. Se não per­doarmos, somos nós que perdemos porque complicamos a nossa vida, perdemos a paz interior e, por conseguinte, o próprio Deus.

  • Jesus ensina a perdoar e orar por aqueles que nos ofendem, porque se re­zarmos por eles, se lhe desejarmos todo o bem, já temos a certeza que de facto estamos a per­doar. Quando rezamos por alguém é sinal de que já a per­doamos.

A quem perdoar?

  • Podemos e devemos perdoar a todos àqueles que nos ofenderam, consciente ou inconscientemente. Para conseguir perdoar mais facilmente, pensemos que ninguém é totalmente mau, em cada pessoa há sempre um lado bom. Todos somos pecadores, mesmo assim, temos sempre algo bom dentro de nós, é só descobrir.

  • É preciso compreender, ter compaixão. Que faz o mal e se deixa levar pela raiva é uma pessoa que sofre, que não está bem com si própria. É uma alma oprimida que não tem paz no coração. Se estivesse bem, em paz, não ofenderia os outros. Podemos considerar a sua lastimável situação e não o sobrecarregar com a nossa vingança.

Muitas vezes pouco ou nada podemos fazer para o ajudar, mas sempre podemos orar por ele, invocando a ajuda do Senhor.

Peçamos constantemente ao Senhor a graça de saber perdoar e Ele a concederá. Peçamos que Ele cure os nossos corações feridos e magoados, que nos liberte de todo o ressentimento, que arran­que do nosso coração toda a raiva e revolta, e que nos encha com a Sua Paz. Tudo o que Lhe pedirmos com fé, o alcançare­mos. (Mt7, 11).

Perdoar é renunciar à morte e escolher a vida.

  • Deus que nos ama, perdoa sempre e ensina a perdoar. Na sua Sabedoria Infinita ensina-nos a viver, pois se não perdoarmos, não vivemos, vegetamos.

  • A falta de perdão é um veneno que destrói por dentro e faz adoecer. É a causa principal de muitas enfermidades. O mal estar interior pode provocar uma depressão, doenças de estomago, de fígado, no sistema nervoso, nos ossos.

Não podemos encontrar paz sem perdão.

  • É necessário esvaziar nosso coração de todas as bolsas do veneno do ódio, rancor e autocondenação.

  • Todos temos o coração machucado e ferido. De algumas feridas temos conhecimento, de outras não, só Deus as conhece. Mas Deus quer curar-nos, dar-nos vida. Se lhe abrirmos sinceramente o coração, Ele unge-nos com o bálsamo da Sua Misericórdia, enche nosso coração de paz e amor.

  • Deus ajuda-nos a perdoar, antes, faz-nos sentir a alegria de perdoar e conduz-nos ao perdão total. Não é pela nossa força, é pelo poder de Deus! A alegria e a paz de Deus dá-nos a capacidade de perdoar.

Quando nos entregamos ao Senhor humilhados e confiantes, reconhecendo as nossas misérias e pecados, Ele perdoa-nos. O perdão de Deus renova a nossa vida e dá-nos a força de perdoar. Se nos deixamos invadir pelo Seu Amor, certamente, desaparece todo o ressentimento e passaremos a olhar aquelas pessoas que nos ofenderam com a Luz da Misericórdia divina.

Curados de que

Terça-feira, Janeiro 2nd, 2018

Curados de que? De todas as doenças.

Existem doenças das quais não temos nenhuma culpa: limitações físicas congénitas ou adquiridas, mau funcionamentos de um ou mais órgãos do nosso corpo, taras hereditárias, traumas de infância ou até do ceio materno, doença devidas às circunstancias da vida, trabalho, alimentação … Outras doenças foram provocadas e somos culpados: dependência do álcool, da droga, fumo, excesso de comida, sexualidade desordenada. Outras doenças são enraizadas ao nível inconsciente e incidem na nossa vida física: medos de vário género, perturbações devidos a relacionamentos conflituosos, pai autoritário, mãe possessiva, complexos de culpa, agressividade, insegurança, falta de auto-estima, falta de aceitação positiva de si mesmos e dos outros, medo e falta de coragem de enfrentar a vida, falta de perdão, rancores, ressentimentos, tristeza, angustia.

Querer ficar curados.

  • Há uma dimensão importante que vem da psicologia. Há pessoas que vivem apegados a sua própria doença. É possível que uma pessoa encontre na sua doença uma espécie de refúgio para fugir à realidade e atrair a compaixão dos outros. Assim, se torna incapaz de conceber a sua vida de outra forma e renunciar à comiseração dos outros.

  • Jesus perguntou ao paralítico da piscina de Betsatá: «Queres ficar curado?», uma pergunta aparentemente estranha, mas não está tão fora da realidade.

A Palavra de Deus cura

«E nem a erva nem pomada serviu de alivio, mas a Tua Palavra, Senhor, que tudo cura» (Sl 16,12)

Podemos pedir ao Senhor.

Não podemos exigir que Deus nos cure, mas podemos pedir-lhe, com humildade e insistência que nos cure, como fez aquela mulher siro-fenicia (Mc 7,24), o cego de Betsaida (Mc 8,22-26) ou epiléptico possuído por um espírito mudo (Mc 9,14-29).

O carisma da cura na Igreja

Terça-feira, Janeiro 2nd, 2018

Curai os Enfermos

  • “Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes o poder de expulsar os espíritos malignos e curar todas as enfermidades e doenças … Pelo caminho, proclamai que o Reino de Deus está perto. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.” (Mt 10,1-9)

  • A cura dos enfermos e a expulsão dos demónios são os sinais que acompanham o anuncio do Evangelho, isto é são a confirmação da autenticidade do anuncio da Palavra: “Eles, partindo, foram pregar por toda a parte; o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra com sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20)

  • O Padre Emiliano Tardif afirma que não podemos dissociar o ministério da cura do contexto que lhe é próprio: o Anúncio do Evangelho. As duas coisas estão sempre ligadas. Os milagres e as curas se multiplicam quando anunciamos Jesus. Um dia lhe perguntaram: “Padre, está seguro de que tem o dom de curar?”. Ele respondeu: “estou seguro de que a minha missão é evangelizar, os sinais e as curas acompanham a pregação” (p. 109)

  • Jesus é o Médico Divino e tem poder de curar a toda a gente de qualquer doença. Até cura pessoas que nem sequer têm fé. Contudo a fé é um elemento importantíssimo que favorece a Accão de Deus.

  • Uma fé viva, expectante. É pela fé que entramos em comunhão com Deus e participamos da Sua Salvação, incluindo a cura, interior e física. Ter fé é confiar em Jesus, entregar a Ele a nossa vida, renunciar aos nossos planos e meios de salvação. Há pessoas que procuram a cura e não ao Senhor. Ter fé é confiar em Jesus, dizemos, uma fé expectante, uma confiança tal de que Ele vai com certeza cumprir Sua promessa e que quer curar-nos e libertar-nos.

A Assembleia orante: o lugar da cura

Ao longo dos séculos, este dom das curas foi cada vez relacionado à santidade: pessoas ou lugares santos. Esta relação é compreensível, de facto as curas acontecem com mais força onde a caridade é mais viva, contudo esta ligação entre curas e santidade não é exclusiva. De facto, o Espírito Santo «distribui todos estes dons como lhe apraz», em vista do crescimento da comunidade (1Cor 12,11). Os carismas são expressão da Misericórdia divina.

  • Santo Afonso Maria de Ligório dizia que «nenhum pecador se converte sem ter feito uma profunda experiencia do Amor divino». Jesus é o Médico divino que dá vida em abundância.

  • Jesus está particularmente presente na comunidade reunida em oração, pois «onde dois ou mais estão reunidos em seu nome, Ele também está presente». A comunidade reunida em oração, que louva e agradece, cheia de fé é o lugar privilegiado onde Jesus actua com poder. Era assim na igreja primitiva.

  • A comunidade orante sentia-se tão envolvida, impregnada pela presença do Espírito Santo (1Cor 14,26), que cada um exercia o seu carisma, inclusive o da cura. Aos pouco, com o arrefecer desta expressão comunitária de fé expectante, veio a faltar o seu ambiente natural.

Institucionalização do carisma

  • A expansão do cristianismo deve-se em grande parte e justamente à sua preocupação com a saúde dos corpos, além de salvar as almas. Jesus foi e continua a ser o Médico divino da carne e do espírito.

  • A ordem de Cristo «curai os enfermos» nunca foi esquecida. Ao longo dos séculos, os cristãos criaram todas as espécies de instituições de beneficência para aliviar os sofrimentos dos doentes: hospitais, leprosarias, até surgiram movimentos e congregações religiosas dedicados a este serviço. Podemos dizer que o carisma da cura foi “institucionalizado”.

  • A Igreja nunca desprezou os meios naturais: os médicos e os medicamentos. Como também nunca deixou de recorrer a oração, a fé viva, pedindo a Deus a cura, sendo esgotados os meios humanos. O que sempre excluiu foi o recurso ao ocultismo, sendo um pecado de idolatria, de falta de fé e de amor a Deus.

Renovada consciência do carisma especifico

Aos nossos tempos, o Estado garante a assistência médica, mas a Igreja não renuncia ao poder que lhe foi dado por Cristo: «de curar toda a espécie de doenças e enfermidades».

  • Mesmo pondo a esperança na ciência, a Igreja continua a orar pela cura dos doentes, a valorizá-los como membros activos do Corpo Místico de Cristo, se renunciasse ao poder de cura da oração, dos sacramentos e dos Sacramentais, não seria fiel à sua missão, seria um pecado grave de omissão.

Com Concilio Vaticano II, assistimos na Igreja uma renovada consciência deste poder: o Sacramento dos Enfermos deixou de ser administrado aos moribundos, e voltou a ser concedidos aos doentes para serem curados. Além disso, o Renovamento Carismático e outros movimentos religiosos descobriram a beleza do oração de cura e libertação.

Preguiça e omissão

Domingo, Março 8th, 2009

Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse  o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado …” (Gen 3,19).

Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E Deus derrama a sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos a Deus o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.

A preguiça joga por terra toda esta riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Tes 4,11-12).

O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação. Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mau cristão. Um operário displicente é um mau cristão. Um professor cristão e relapso é um contra testemunho cristão…

O pecado da omissão é fruto da preguiça.

É por preguiça que o filho não obedece a seus pais, e muitas vezes se torna um transviado. É por preguiça que os pais muitas vezes não educam bem os seus filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho do lar é às vezes mal feito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar.

É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando… É por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.

É por preguiça que o cristão deixa de ir à missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade.  Há um provérbio chinês que afirma que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça  do agricultor”.

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